BRASIL TERÁ 500 MIL NOVOS CASOS DE CÂNCER

Dados do INCA para 2012 mostram que tumores de maior incidência estão relacionados ao envelhecimento

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que no próximo ano serão registrados no país 518.510 casos novos de câncer. Os dados fazem parte da “Estimativa 2012”, divulgada ontem. Seguindo a tendência observada nos países ricos, os tumores de maior incidência no Brasil estão relacionados ao envelhecimento e ao estilo de vida. O aumento da expectativa de vida e a melhoria nos diagnósticos estão por trás da tendência.

            A “Estimativa 2012” lista 18 cânceres de maior incidência na população e eles correspondem a 85% do total. Sem considerar o câncer de pele não melanoma, serão 385 mil casos novos. Na publicação foram incluídas sete localizações: bexiga, ovário, tireoide (mulheres), sistema nervoso central, útero, laringe(homens) e linfoma não Hodgkin.

            Nos homens, fora câncer de pele não melanoma, o tumor de próstata será o mais comum (60.190), seguido por pulmão, traqueia e brônquios(17.210), cólon (intestino) e reto (14.180). Nas mulheres (sem contar pele), o de mama terá maior incidência (52.680), seguido de colo do útero (17.540) e cólon/reto (15.960).

            Segundo Claudio Noronha, coordenador de ações estratégicas do Inca, ações de promoções da saúde, diagnóstico precoce e ampliação do acesso a serviços médicos aumentam a longevidade. Porém, com o ganho de anos de vida, há mais risco de as células se danificarem.

- Um exemplo é o tumor de próstata – comenta Noronha. – E houve o declínio de cânceres de colo de útero e estômago. No primeiro caso, a queda está associada a uma melhor prevenção.

Outro tumor associado a envelhecimento – além de história familiar, excesso de peso e dieta com poucas fibras – é o de cólon. Também no câncer de mama a idade pesa, dizem os oncologistas. Um outro dado que chama a atenção é que nas mulheres o câncer de tireoide já ocupa o quinto lugar, com 10.590 casos em 2012. Isso se deve, em parte, à melhora na qualidade dos exames e de investigação médica.

Já a redução do número de registros de câncer de estômago tem relação com melhor conservação de alimentos, dieta mais saudável – com menor consumo de alimentos enlatados, embutidos – e controle de infecção pela bactéria Helicobacter pylori.

- Por outro lado, o número de casos de câncer de pulmão tem aumentado, especialmente entre mulhers na Região Sul. A principal causa é o hábito de fumar – diz Noronha.

A OMS estima que em 2030 serão 27 milhões de casos de câncer, com 17 milhões de mortes. A maior incidência será em países de baixa e média rendas.

FONTE: Antônio Marinho – Jornal O Globo de 24/11/2011

EUA SUSPENDEM MEDICAMENTO CONTRA CÂNCER

Uso do Avastin foi proibido no tratamento de tumores de mama. No Brasil, ele continua autorizado pela Anvisa.

O FDA (Food and Drug Administration),  órgão que regula o consume de alimentos e o uso de medicamentos nos Estados Unidos, suspendeu ontem a aprovação do Avastin (bevacizumabe), da Roche, para uso no tratamento do câncer de mama metastático. A agência alega que os benefícios oferecidos pela droga – disponível no Brasil – não compensam os riscos a que as pacientes são submetidas.

            O órgão americano manteve, porém, a autorização para aplicação da substância no combate a outros tumores, como o câncer de pulmão, rim, cérebro e cólon.

            As discussões nos Estados Unidos sobre a aplicação do Avastin para câncer de mama metastático começaram em 2010, qundo o FDA sinalizou a intenção de suspender a autorização, dada em 2008.

PROGRAMA DO GOVERNO DOS EUA MANTERÁ FORNECIMENTO

Mas uma apelação por parte da Roche e as reclamações de grupos de pacientes levaram o órgão a convocar uma audiência de conselheiros em junho. A decisão final saiu ontem. No entanto, o Medicare, programa de saúde do próprio governo americano, afirmou que continuará a fornecer o medicamento com esse propósito quando os médicos o prescreverem, já que a resolução não é proibitiva.

            No Brasil, o Avastin tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) para ser usado no combate  ao tumor de mama. Mas o oncologista Ricardo Teixeira acredita que há a possibilidade de o órgão brasileiro ser influenciado pela decisão dos reguladores americanos:

            – Nós seguimos muito o modelo do FDA, que foi pressionado pelas seguradoras de saúde porque esse remédio é muito caro. Mas essa é uma das poucas drogas que têm efeito sobre o câncer de mama triplamente negativo, de difícil resposta aos tratamentos disponíveis hoje no mercado, e as alegações que eles usaram não procedem – afirma Teixeira.

            O FDA se baseou em estudos que mostraram que as pacientes usuárias da droga não tiveram a sobrevida esperada e que algumas apresentaram perfurações em órgãos como estômago e intestino, além de sangramentos severos.

EFEITOS COLATERAIS ATINGIRIAM MENOS DE 3% DOS PACIENTES

Mas grupos de pacientes e médicos alegam que o remédio, que é combinado com quimioterapia, é eficiente, e que os riscos são muito baixos: os efeitos colaterais têm incidência inferior a 3% do universo de pessoas que o utilizam.

            A Roche informou que as pesquisas clínicas do medicamento envolveram mais de 40 mil pacientes no mundo até hoje, sendo mais de dez mil somente em câncer de mama.

            De acordo com a farmacêutica suíça, o programa de pesquisa clínica com o remédio é o maior e mais completo que já realizou na área oncológica.

FONTE: Juliana Câmara – Jornal O Globo de 19/11/2011

REPASSANDO INFORMAÇÃO….

                                                                 CLÍNICA POPULAR

(Colégio Santo Inácio – Botafogo- RJ) 

- A clínica noticiada é obra dos ex-alunos do colégio Santo Inácio, dos jesuítas. De formação católica e humanística, esses profissionais dedicam (cada um) um tempo na semana para saírem de seus consultórios particulares e atenderem aos mais carentes. O valor cobrado nos exames destina-se às despesas com aluguel, empregados e materiais. Até o aparelho de ressonância foi comprado pelos médicos em rateio.

 

                         EXAMES MAIS BARATOS PARA QUEM NÃO TEM PLANO DE SAÚDE

 

Foi criada uma clínica de exames de diagnósticos por imagem, para atender a população de baixa renda. A Kodak, GE, e empresas da área de saúde patrocinaram este lindo projeto! É a realização de um sonho do radiologista Romeu Cortes Domingues, diretor médico de duas clínicas de radiologia, que buscou parceiros para a iniciativa. Para se ter uma idéia, os exames, que custam, na rede privada, cerca de R$ 850,00, são oferecidos por R$ 120,00 .

 

Repassem para todos que necessitam de ressonância magnética, ultra-som e mamografia e não podem pagar.

Rua São Clemente, 216 – Botafogo RJ – Imagem Solidária – Tel: (21) 2535-6000  

Confiram em: www.imagemsolidaria.com.br

PARA REFLETIR……….

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.