ENTREVISTA COM DR.WALDEMIR WASHINGTON REZENDE

Médico Assistente, responsável pelo Setor de Ginecopatias e Cirurgia Oncológica em Obstetrícia
 
O que são calcificações mamárias? E as microcalcificações?
 
As calcificações representam acúmulo de cálcio em áreas da mama com alterações benignas. Por exemplo, os cistos nas mamas, resultado da atuação dos hormônios ovarianos, responsável pela dor e inchaço das mamas no período pré-menstrual pode acumular cálcio que aparecem como “pedrinhas” isoladas, em geral puntiformes, na mamografia.
As microcalcificações, quando agrupadas, ou seja, concentradas em áreas específicas, associadas a nódulos em formato de x, y, contornos irregulares pode ser causadas por tumores em 20% dos casos. Nesse caso, a mamografia é considerada suspeita e exige a retirada desse setor para análise.
 
A presença de uma calcificação numa mamografia significa a presença de câncer de mama?
 
Calcificações isoladas, grandes, em forma de pipoca não são importantes. As microcalcificações agrupadas, mais de 10 em um mesmo local são malignas em 20% dos casos. Quando associadas a nódulos espiculados a chance de câncer é de 80%. A análise das microcalcificações depende do conjunto de dados: exame das mamas e ultra-sonografia, aliando informações sobre os antecedentes familiares.
 
Existe a possibilidade de um diagnóstico de biópsia como apenas microcalcificações, e mais tarde vir a desenvolver o câncer de mama?
 
Somente se, ao analisar detalhadamente essas microcalcificações, o resultado anatomopatológico informar a existência de doença pré-maligna como atipias nas células ao redor das microcalcificações ou hiperplasia (ductal ou lobular), exigindo uso de anti-hormônios (tamoxifênio) ou cirurgias profiláticas se os antecedentes familiares representarem risco de câncer no futuro.
 
Os implantes de prótese de silicone para aumento do volume das mamas prejudicam a identificação de lesões iniciais na mama?
 
Sim, se forem colocados em cima do músculo peitoral. Não, quando as próteses são colocadas atrás desse músculo. O radiologista experiente desloca a prótese e consegue realizar a mamografia com boa visualização da glândula mamária.
 
Até que ponto a prótese de silicone pode prejudicar o tratamento? Como contornar o problema?
 
A avaliação do caso depende do tamanho das mamas, antecedentes familiares, mamografia, ultra-sonografia mamária além da análise conjunta pelo mastologista e cirurgião plástico
 
Em pacientes com próteses de silicone qual dos exames de imagem (Mamografia, Ultra-som ou Ressonância Magnética) é indicado para a detecção precoce?
 
Os três exames são úteis. O momento da realização e a periodicidade dos exames dependem de cada caso específico.
 
Um fibroadenoma pode se transformar em câncer?
 
Quase nunca. Fazendo-se uma biópsia com agulha (retirando-se um fragmento) e confirmando-se fibroadenoma, não se trata de câncer. O que pode ocorrer é a associação do fibroadenoma com câncer em suas proximidades, confundindo os diagnósticos.
 
O fibroadenoma calcificado nunca evolui para câncer.  Fibroadenomas estáveis, sem alteração por mais de três anos é benigno. Se os antecedentes familiares indicarem risco de câncer os nódulos devem ser extirpados.
 
Um cisto na mama pode se transformar em câncer?
 
Nunca. Em nenhuma hipótese. Somente nódulos sólidos ou microcalcificações agrupadas conduzem a suspeita de câncer.
 
As mulheres portadoras de cistos têm uma maior propensão a desenvolver um câncer de mama?
 
Não. Alterações fibrocísticas ocorrem em 80% das mulheres e não tem relação com câncer de mama.
 
O que são papilomas múltiplos?
 
Papiloma é uma doença benigna que pode ocorrer em qualquer idade e provoca sangramento que pode ser eliminado pela papila mamária, pela expressão do mamilo ou espontaneamente.
 
A imagem pela ultra-sonografia seria de nódulo sólido dentro do ducto mamário. Sempre deve ser retirado para confirmação diagnóstica. Quando aparecem em várias áreas chamamos de papilomatose múltipla, em geral, doença benigna. Quando surgem isoladamente, apesar de raro, podem representar um carcinoma.
 
O aumento do número de mulheres jovens com câncer de mama é um fato comprovado?
 
Sim. Basta acessar o site do INCA e acompanhar a evolução da doença em comparação com a idade do diagnóstico.
 
Que exames preventivos devem ser feitos em pacientes jovens?
 
Exame anual das mamas pelo mastologista, auto-exame mensal, ultra-sonografia anual após os 25 anos. Mamografia digital aos 30 anos se os antecedentes familiares forem importantes (mãe ou irmã com câncer de mama, principalmente se o diagnóstico ocorreu na pré-menopausa) ou aos 35 anos como triagem. Após o primeiro exame a periodicidade depende da interpretação médica de cada caso.
 
Com que idade a jovem deve procurar o mastologista?
 
Seguindo-se a orientação da resposta anterior.
 
E quanto às mulheres que têm histórico na família?
 
Se os antecedentes familiares incluírem mãe e irmã com câncer de mama com diagnóstico na pré-menopausa pode ser realizado o teste genético (BRCA1 e BRCA2) seria uma opção para avaliar o risco de câncer de mama no decorrer da vida.
 
Qual faixa etária que apresenta o maior risco?
 
Mulheres após os 40 anos de idade, nuligestas ou com o primeiro filho após os 30 anos.
 
Em que faixa etária existe a maior incidência?
 
Após os 50 anos de idade.
 
O que é hiperplasia mamária?
 
Seria conveniente diferenciar o desenvolvimento das glândulas mamárias exagerado ou mamas extremamente volumosas sem doença e que provocam desconforto ou até problemas na coluna pelo peso excessivo.
 
Se pensarmos em áreas isoladas, com análise microscópica das células a hiperplasia celular pode representar um fator de risco para câncer de mama. Nesse caso o seguimento deve ser mais rigoroso e até mesmo pensar em cirurgias oncológicas com reparo estético profilático (mastectomia subcutânea, ou seja, preserva-se a pele, retira-se a glândula mamária substituindo-a pelas próteses de silicone).
 
Fala-se muito da mastectomia preventiva bilateral, existe mesmo alguma certeza de que esta medida drástica evite a manifestação da doença?
 
A mastectomia preventiva bilateral remove o tecido mamário e pode reduzir em 100% caso seja radical (retirada da pele e toda a glândula mamária). O resultado estético deixa a desejar.
 
A mastectomia subcutânea remove 80 a 90% do tecido mamário, e diminui os riscos de câncer em 90%. O resultado estético pode ser excelente.
 
A maior indicação seria em caso do teste genético positivo (BRCA1 e BRCA2) e que representam menos de 5% dos casos de câncer.
 
 

HIPNOSE NO TRATAMENTO DO CÂNCER

POR LUIZ VIEIRA   
 
Atualmente, depois de muitas pesquisas científicas, vários fatos interessantes, que auxiliam o combate ao câncer e a promoção da saúde dos pacientes, foram descobertos. Por exemplo, cientistas espanhóis descobriram que moléculas de RNA (ácido ribonucléico) presentes em células de câncer de mama impedem a metástase de tumores malignos1. No Reino Unido outra descoberta interessante, traz à luz do conhecimento científico uma proteína chamada TES, que através da interação com outra proteína, conhecida como MENA (que é responsável por ajudar as células cancerosas a se moverem para longe de um tumor, levando a uma metástase), bloqueia o avanço dessa segunda, evitando metástases2.
 
Agora, vamos a uma explicação resumida do que é o câncer…
Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.
Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.
Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).3
 
Sabemos que o responsável pelo gerenciamento de tudo o que ocorre no corpo é nosso cérebro, através do SN (Sistema Nervoso) em suas duas divisões: Sistema Nervoso Cérebro-Espinhal e Sistema Nervoso Autônomo.
 
Sistema nervoso cérebro-espinhal – é o iniciador da atividade muscular e regulador das nossas funções mentais e físicas. Consta de duas partes:
 
• Sistema nervoso central (SNC)
• Sistema nervoso periférico (SNP)
 
Sistema nervoso autônomo – funciona em um nível subconsciente e controla numerosas funções dos órgãos internos, inclusive a ação do coração, os movimentos peristálticos e a secreção de diversas glândulas. O sistema nervoso autônomo compõe de uma série de pequenas massas nervosas ou gânglios; por isso, também é designado sistema ganglionar. Consta de duas partes:
 
• Sistema nervoso simpático
• Sistema nervoso parassimpático
 
Sabemos também, que o cérebro é o “equipamento” através do qual a mente se manifesta. E é justamente através da mente, que podemos afetar as funções orgânicas, que são comandadas pelo cérebro e pelo SNA (Sistema Nervoso Autônomo).
Se considerarmos cada célula como um ser independente, que realiza seu trabalho específico, como uma abelha numa colméia que respeita uma organização própria maior do que sua individualidade, podemos compreender como funciona o trabalho celular no que diz respeito à inter-relação cérebro-organismo-célula.
Nenhum de nós precisa pensar para respirar, fazer o sistema digestivo digerir o alimento, fazer o coração bombear o sangue, e inclusive controlar as funções celulares de produção e eliminação, pois essas coisas respeitam a uma organização maior, independente de nossa consciência. No entanto, mesmo que essas funções orgânicas não sejam afetadas conscientemente por nós, muitos dos estímulos que recebemos, pensamentos que produzimos, sensações que experimentamos e emoções que sentimos, afetam profundamente nosso organismo físico; seja acelerando os batimentos cardíacos, aumentando nosso ritmo respiratório, aumentando a produção do suor, causando tremores, afetando a temperatura, a produção de determinadas secreções glandulares e substâncias neuroquímicas.
 
Então, como podemos negar o enorme efeito que a mente, em seus níveis, consciente e inconsciente, possui sobre o funcionamento de funções orgânicas? Negar isso, é dizer que emoções não afetam nosso estado físico, pensamentos não alteram o funcionamento de nosso organismo.
Alguns cientistas já afirmam que nosso cérebro não consegue distinguir o que é lembrança, experiência real e imaginação. As fibras musculares que são ativadas quando fazemos um exercício, são as mesmas ativadas quando imaginamos vividamente que realizamos o mesmo exercício.
 
Sabemos que a dor também precisa ser interpretada pelo nosso cérebro para que possa ser registrada como dor e causar os incômodos conhecidos. Mas, e se comandarmos nosso cérebro para, ao registrar tais estímulos, não registrá-los como dor em determinado local? É possível isso, e não é a toa que vemos cirurgias, assim como tratamentos odontológicos, sendo realizados sem anestesia.
 
Mas o que a hipnose tem a ver com tudo isso?
A Hipnose otimiza e maximiza os resultados em qualquer tratamento. Sua ação induz a um relaxamento que, sem a necessidade de transes profundos, tranqüiliza e reeduca o ritmo orgânico, produzindo saúde. Podemos dizer, simplificadamente, que Saúde é o estado de harmonia entre mente, corpo e meio ambiente. O corpo humano, para realizar suas funções e responder aos estímulos vivenciais satisfatoriamente, mantém, naturalmente, um estado permanente de tensão. Contudo, quando essa tensão eleva-se, ocorre o estresse, quando não cuidado pode chegar à depressão, que impede o bom funcionamento do organismo, produzindo doenças, diminuindo a resistência imunológica, gerando desequilíbrio metabólico e acelerando o envelhecimento corpóreo.
 
Muitas doenças regridem e são completamente extintas com o tratamento hipnótico. Há grupos de pesquisa que são exclusivamente voltados para pesquisas nessas áreas, onde tratam pacientes com câncer, AIDS, depressão, diabetes e hipertensão, com grande sucesso. Isso só para citar os casos mais sérios. Há casos, inclusive, de portadores do vírus HIV, que após cerca de 6 meses de tratamento, ao realizarem o exame novamente, foi constatado que a carga viral estava zerada, como relatado pelo Prof. Luiz Carlos Crozera, presidente do Instituto Brasileiro de Hipnologia e criador da Hipnose Condicionativa, de SP. Na Universidade de Londrina, por exemplo, o Estomatologista, Prof. Dr. Pedro Carlos F. Tonani leva a cabo pesquisas sérias, com pacientes com câncer de boca, por exemplo,  com grande sucesso nos tratamentos4.
 
As possibilidades que a hipnose traz, nos mais diversos tratamentos, são tantas, que ela ainda é quase que inteiramente desconhecida, já que ainda não podemos mensurar a capacidade de nossa mente e de que forma esta última pode afetar nosso estado físico e as funções orgânicas. O conhecimento que temos de hipnose está sempre seguindo de perto o conhecimento que temos da mente humana, e a cada nova descoberta em uma área, certamente afeta e contribui nas pesquisas da outra.
 
Sabemos que ainda há muita incompreensão do que é, verdadeiramente, a hipnose e como ela funciona, e a causa dessa incompreensão deve-se aos vários mitos que surgiram ao seu redor, mormente devido aos hipnotizadores de palco e alguns mistificadores.
Alguns profissionais levantam o fato do Dr. Sigmund Freud ter usado a hipnose por pouco tempo, logo depois abandonando-a, e atribuem à isso uma ineficácia da técnica. No entanto, devemos levar em consideração que a hipnose clássica, que está focada em poucos métodos que não se adaptam ao modus operandis do paciente, não contribui para uma boa eficácia, sem contar que Dr. Freud, além de não ser um exímio hipnólogo5, também possuía dificuldades na fala, após o câncer que o afetou profundamente.
 
Se formos levar em conta o trabalho de Milton H. Erickson, psiquiatra americano que renovou completamente os métodos da hipnose, dando origem à hipnose moderna, denominada hipnose Ericksoniana, podemos notar que seu sucesso com os pacientes era estrondoso. Ele inclusive chegou ao ponto de afirmar que toda e qualquer pessoa é hipnotizável, algumas mais facilmente e outras nem tanto, tendo maiores ou menores variações de acordo com a capacidade do hipnoterapeuta.
 
Sendo assim, qual seria o maior objetivo da hipnose?
Promover o bem-estar e a saúde do paciente utilizando recursos próprios do mesmo, recursos que muitas vezes são desconhecidos do paciente por estar tão focado em seu problema que precisa de ajuda profissional para ser direcionado corretamente. Nesse ponto, chegamos à classificação da hipnose, como atenção concentrada e focada em uma única idéia, direcionada para o alívio e cura de seus transtornos.
De posse dessas afirmações, e após muitas experiências realizadas pelos profissionais que trabalham com hipnose, podemos colocar que:
 
•O sistema imunológico pode ser profundamente estimulado durante estados alterados de consciência (transe hipnótico), onde o cérebro recebe ordens para melhorar o funcionamento desse sistema;
•A produção de determinados tipos de células pode ser estimulada através de induções realizadas durante transe hipnótico;
•A eliminação de determinados tipos de células também pode ser estimulada, durante o transe hipnótico;
•Todas as funções orgânicas podem ser estimuladas ou diminuídas através da ação do cérebro que recebe induções hipnóticas durante o transe terapêutico: respiração, batimentos cardíacos, irrigação sanguínea, produção de secreções, e etc.
 
Com isso, a hipnose é uma poderosa técnica, que pode ser aliada aos tratamentos tradicionais no tratamento do câncer, tais como: quimioterapia, radioterapia e etc. E ela pode tanto auxiliar na diminuição de tumores malignos, ajudando o corpo a combater as células cancerosas, fortalecendo o sistema imunológico, diminuindo os incômodos e efeitos colaterais da quimioterapia, ajudando no controle da dor, diminuindo ou até mesmo eliminando completamente esta última, auxiliando no humor do paciente, e uma miríade de coisas.
Para ilustrar como nossa mente pode influenciar positivamente nossas funções orgânicas e auxiliar na cura, reproduzo o seguinte trecho:
 
Como pode curar-se duas vezes e ainda morrer disso?
Lembro-me de ter lido, quando era um jovem médico, a respeito de um paciente que sofria de câncer terminal e que foi curado literalmente com uma injeção de água salgada, salina. Ele deu entrada no hospital, o corpo completamente desfigurado pelo inchaço de nódulos linfáticos malignos.
Estávamos na década de 1950, quando a medicina estava no auge do otimismo sobre a descoberta rápida de uma cura para o câncer. Os pacientes eram rotineiramente mortos ou quase mortos por doses de gás mostarda, o mesmo veneno usado em soldados nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, mas também a primeira forma tosca de quimioterapia.
Esse homem estava desesperado para receber o mais recente tratamento maravilhoso, conhecido como Krebiozen. Seu médico se desesperou por ter que desperdiçar a droga em alguém que provavelmente estaria morto antes do fim da semana. Mas, por pena, arranjou uma única dose de Krebiozen e injetou-a no paciente na sexta-feira. Ele se ausentou durante o fim de semana, acreditando que jamais veria o doente outra vez, mas ao retornar na segunda-feira de manhã, o paciente estava radiante. Todos os sinais de câncer haviam desaparecido; os nódulos linfáticos haviam retornado ao normal e ele se sentia perfeitamente bem. Perplexo, o médico lhe deu alta como curado, sabendo perfeitamente que uma única dose de Krebiozen não poderia de forma alguma ter aquele efeito em alguns dias.
Mas a história se torna mais estranha ainda. Após algum tempo, o paciente leu no jornal que os testes com Krebiozen haviam demonstrado sua ineficácia. Em questão de dias, seu câncer retornou e, mais uma vez, ele se internou no hospital em estado terminal. Seu médico não tinha nada para administrar-lhe e, assim, recorreu ao mais drástico dos placebos. Disse ao homem que ele receberia uma injeção de um "novo e aperfeiçoado" Krebiozen, quando na realidade estava aplicando-lhe nada mais do que uma solução salina.
Novamente o homem se curou em questão de dias. Pela segunda vez, saiu do hospital sem nenhuma evidência de câncer em seu organismo. A história não tem um final feliz, porque mais tarde, quando descobriu que todas as esperanças em relação ao Krebiozen haviam sido abandonadas, ele contraiu câncer linfático pela terceira vez e morreu logo em seguida.6
 
Podemos classificar o caso acima na categoria dos placebos, correto? Corretíssimo!
Quando os médicos e cientistas realizam testes com medicamentos em grupos de controle, onde parte recebe o medicamento e outra parte recebe o placebo, eles encontram resultados desconcertantes, pois no grupo de controle que recebe o placebo eles verificam que alguns indivíduos apresentam os mesmos efeitos de quem recebeu a medicação. À que se atribui isso, posto que muitas vezes os placebos são pílulas de farinha ou açúcar?
 
A única coisa que poderia ter feito o paciente alcançar os mesmos resultados de quem foi medicado é sua mente, atuando sobre seu organismo, baseada numa crença inexorável de que o medicamento real estava atuando em seu corpo. Com isso, produzia em seu organismo todo o contexto de funcionamento como se a substância química externa estivesse realmente agindo, e como o cérebro normalmente não consegue discernir entre realidade e crença… E isso já foi demonstrado por neurocientistas através de exames com eletroencefalograma e PET durante estados alterados de consciência gerados por transes hipnóticos7.
 
Um caso interessante, são as experiências do Dr. Simonton, um médico americano, que após um paciente seu, no final da década de 70, ter conseguido a cura de um tumor maligno na garganta, após receber o diagnóstico onde os médicos diziam ter apenas 5% de chances de sobreviver ao tratamento. Tal cura foi alcançada pelo tratamento convencional aliado a técnicas de visualização, idênticas as técnicas utilizadas por hipnoterapeutas há décadas.
 
Dr. Simonton, após esse episódio, dedicou-se à pesquisa da capacidade dos pacientes em auxiliar o tratamento tradicional através de sua mente, com meditações e transes hipnóticos. Fundou assim, o Simonton Cancer Center8, onde publica artigos e divulga suas pesquisas.
Com o passar inexorável do tempo, e o avanço das pesquisas acerca do cérebro humano, suas características e possibilidades, a hipnose será considerada uma ajuda poderosa no tratamento do câncer, pois age onde nenhum medicamento consegue agir: a mente humana! Essa última é, justamente, a responsável pelo gerenciamento de todas as nossas funções, através de nosso sistema nervoso.
 
A beleza da coisa é: o próprio corpo humano tem os meios para derrotar o câncer! Apenas precisamos encontrar o caminho de volta à saúde original, e para isso é necessário ensinar o corpo a trabalhar da melhor forma possível, e aproveitar ao máximo os estímulos que os medicamentos e os tratamentos convencionais trazem.
 
Referências:
 
“Cientistas descobrem moléculas que podem impedir metástase”, Fonte: Agência EFE
“Interação entre proteínas pode evitar que câncer se espalhe – diz estudo”, Fonte: BBC Brasil
Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer
Grupos de Pesquisa – Instituto Brasileiro de Hipnologia,
http://groups.msn.com/HIPNOSECLINICA/grupodepesquisas.msnw
Roberto Andersen – Artigo “Hipnose”,
http://www.iupe.org.br/ass/psicanalise/psi-hipnose.htm
Dr. Deepak Chopra – “Como Conhecer Deus – A Jornada da Alma ao Mistério dos Mistérios” – Ed.Rocco
Lucínio, Ivonete D. e Oliveira, Lúcia Helena de – Artigo “O cérebro hipnotizado”, fonte: Revista Superinteressante
http://www.simontoncenter.com/
 
*Luiz Vieira, Bacharel em Filosofia e Pós-Graduando em Filosofia Clínica, é psicoterapeuta formado em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica pela ABPR, Hipnose Clínica pelo Instituto Brasileiro de Hipnose, Hipnose Ericksoniana pelo INAP e trabalha em consultório aplicando a Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão, Hipnose e EFT (Emotional Freedom Techniques), atendendo pessoas com os mais variados sofrimentos existenciais.
 

EUA APROVAM NOVO REMÉDIO CONTRA CÂNCER DE MAMA

 
O Ixempra será administrado em tumores avançados, quando outros
medicamentos não derem resultados.
 
WASHINGTON – A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos
(FDA) anunciou na terça-feira, 16, que aprovou o remédio Ixempra para mulheres
com câncer de mama avançado que não respondam a outros tratamentos.
 
Um comunicado do órgão estatal informou que o remédio, conhecido
genericamente como Ixabepilone e produzido pela farmacêutica Bristol-Myers
Squibb Co., estará no mercado nas próximas semanas. Ele poderá ser
administrado em casos de tumores avançados, quando o Xeloda e antraciclinas
não derem resultados.
 
O câncer de mama é o mais diagnosticado no país. Segundo a Sociedade do
Câncer dos Estados Unidos, o problema vai atingir 178.480 mulheres este ano,
além de 2.030 homens, causando a morte de 40.910 pessoas (40.460 mulheres e
450 homens).
 
Segundo os estudos da FDA, o remédio administrado com Xeloda em testes
clínicos reduziu ou impediu o desenvolvimento dos tumores durante 5,8 meses.
 
A redução em pacientes que só receberam Xeloda só durou 4,2 meses.
 
Os efeitos secundários incluem coceira ou falta de sensação nas extremidades,
constipação, náusea, vômitos, dores musculares e das articulações, assim como
fadiga e fraqueza, segundo Christopher DiFranceso, porta-voz da FDA.
 
Fonte: Agência EFE

COMPOSTO PRESENTE NA FRUTA PODE SER DETERMINANTE NO COMBATE AO CÂNCER – POR INÊS DE MATOS

Que o consumo de fruta é essencial para uma alimentação saudável já toda a gente sabia, mas o que se desconhecia era o papel que alguns frutos podem desempenhar no combate ao cancro. Frutos como a manga, as uvas e os morangos contêm um componente denominado Lupeol capaz de impedir que os tumores localizados na zona da cabeça e do pescoço cresçam e se espalhem.
 
Uma experiência realizada por uma equipa de investigadores da Universidade de Hong Kong testou o lupeol em ratos e mostrou que o desempenho deste componente, principalmente quando combinado com a quimioterapia, não só foi muito animador, como não apresentou efeitos secundários relevantes.
 
De acordo com Anthony Yuen, professor do departamento cirúrgico da Universidade de Hong Kong, “o lupeol consegue suprimir o movimento das células cancerígenas, bem como o seu crescimento, mostrando resultados mais positivos do que os medicamentos convencionais”.
 
“O lupeol é até mais eficaz se for combinado com a quimioterapia, apresentando efeitos secundários muito ligeiros”, continua o investigador.
A equipa responsável pelo estudo, que foi publicado no passado mês de Setembro no jornal “Cancer Research”, tenciona agora realizar mais experiências com animais e admite que, no futuro, a possibilidade de realizar testes em seres humanos não está posta de parte.
 
Os tumores localizados no pescoço e na cabeça englobam o cancro no nariz,, na cavidade oral, na garganta, nas cordas vocais, na tiróide e nas glândulas salivares, tipos de tumores que afectam mais a população asiática do que a ocidental.
 
O consumo excessivo de álcool, o tabagismo e uma alimentação deficitária são alguns dos principais factores de risco para estas doenças, cujo tratamento se tem revelado muito difícil.
 
Em 50 por cento dos casos os tumores só são diagnosticados em fases já muito avançadas, quando a cura já é muito difícil e os tumores já cresceram tanto que se tornaram inoperáveis.
 
A cirurgia para remover tumores nestas zonas do corpo humano é muito complicada, desde logo porque implica a remoção de grandes quantidades de pele que tenha sido afectada pela doença, pelo que os cirurgiões têm que planear muito bem, antes de realizar a cirurgia, de que forma vão depois cobrir toda a área de onde foi retirada a pele.
 
Yuen acredita que o lupeol, que também se encontra em alguns vegetais como é o caso da azeitona, consegue bloquear a proteína natural denominada NFKB, cuja acção auxilia o crescimento das células, incluindo das células cancerígenas.
 
Neste estudo, o lupeol foi administrado em ratos infectados com células cancerígenas nas zonas do pescoço e da cabeça e permitiu concluir que este componente dos frutos e vegetais “não apenas suprime o crescimento do tumor, como também leva à sua diminuição. Comparado com os medicamentos convencionais, o lopeol reduz o tamanho do tumor num período de tempo muito menor”, explica Terence Lee, outro dos investigadores participantes no estudo.
 
Por outro lado, “os fármacos convencionais levaram ao emagrecimento dos ratos, ao contrário do que sucedeu com o lupeol, uma vez que os animais mantiveram a sua massa corporal”, adiantou ainda Lee, explicando que no combate ao cancro, o emagrecimento excessivo dos pacientes é sempre visto como um mau sinal.
 
Os especialistas esperam agora que o lupeol seja aplicado a outros tipos de cancro, que dependam também da acção da proteína NFKB para crescer e se espalhar. “Poderá ser possível aplicar o lupeol noutros cancros, uma vez que este composto consegue suprimir o efeito da proteína NFKB, cuja acção é determinante também no cancro da próstata e da mama”, acredita Yuen.
 
Fonte: FARMACIA.COM.PT

TRATAMENTO CONTRA CÂNCER DE MAMA É MENOS EFICAZ QUE PREVISTO

Um tratamento amplamente prescrito junto com a quimioterapia para curar as mulheres que sofrem de câncer de mama não é eficaz em grande quantidade de pacientes, de acordo com um estudo americano publicado no "New England Journal of Medicine".
 
O Taxol costuma ser prescrito para as mulheres que apresentam câncer de mama, em um coquetel de medicamentos destinado a limitar o ressurgimento da doença.
Segundo os autores do estudo divulgado na quarta-feira, esse tratamento seria eficaz apenas em mulheres com um tumor específico (HER2-positivo), o que corresponde a cerca de 20% dos casos.
 
O tratamento não parece eficaz nas mulheres que sofrem outros tipos de câncer, afirmam os pesquisadores, destacando, porém, que esses resultados são preliminares e que seria prematuro deixar de utilizar o Taxol.
 
Se estudos posteriores confirmarem essa descoberta, um simples teste molecular permitirá selecionar as pacientes que poderão aproveitar o tratamento e, nas outras, evitar os efeitos colaterais potencialmente nefastos de uma quimioterapia inútil (supressão do sistema imunológico, perda de cabelo ou degradação do sistema nervoso).
"Com estes dados, esperamos poder concentrar a quimioterapia nas pacientes mais suscetíveis de obter um benefício", explicou o diretor da clínica oncológica da Universidade de Michigan (norte), Daniel Hayes.
 
Os pesquisadores analisaram os resultados de um estudo terapêutico realizado nos anos 90. Concluíram que as mulheres com tumores HER2-positivo tinham 40% de possibilidades de evitar um ressurgimento do câncer, quando tratadas com Taxol. Em contrapartida, essa terapia não era eficaz nas outras pacientes.
 
Fonte: Agência AFP

DISTÚRBIOS DAS MAMAS

DISTÚRBIOS DAS MAMAS 

 

Os distúrbios das mamas podem ser não cancerosos (benignos) ou cancerosos (malignos). Os distúrbios não cancerosos incluem a mastalgia (dor nas mamas), os cistos, a doença fibrocística da mama, os nódulos fibrosos, a secreção através dos mamilos e a infecção da mama. Os distúrbios cancerosos incluem vários tipos de câncer de mama e a doença de Paget dos mamilos. O cistossarcoma filodes pode ou não ser canceroso.

 

Mastalgia (Dor nas Mamas)

 

Algumas mulheres podem apresentar mastalgia dor nas mamas) ou sensibilidade ao toque durante ou imediatamente antes da menstruação, provavelmente devido às alterações hormonais que desencadeiam a menstruação. Na maioria dos casos, a mastalgia não é um sintoma de câncer. Algumas vezes, os cistos de mama causam dor. Suspeita-se que determinadas substâncias presentes em alimentos e bebidas (p.ex., as metilxantinas presentes no café) possam causar mastalgia, mas a redução do consumo dessas substâncias parece não reduzir a dor.

 

Para a maioria das mulheres, a mastalgia não é intensa e desaparece espontaneamente após meses ou anos. A dor intensa, a qual é rara, pode ser tratada com medicamentos. O danazol, um hormônio sintético relacionado à testosterona e de potência muito baixa, e o tamoxifeno, um medicamento que bloqueia a ação do estrogênio, podem aliviar a dor mamária intensa.

 

Cistos

 

Os cistos são sacos cheios de líquido que podem se desenvolver nas mamas e que podem ser facilmente palpados. A causa dos cistos mamários é desconhecida, embora eles possam ter relação com lesões. Algumas vezes, os cistos causam mastalgia. Para aliviar a dor, o médico drena o líquido do cisto com o auxílio de uma agulha fina.

 

O líquido é enviado ao laboratório para exame microscópico. O médico observa a cor e o volume e se o cisto desaparece após a drenagem. Quando o líquido é sanguinolento, castanho ou turvo ou quando o cisto reaparece nas 12 semanas posteriores à drenagem, o cisto inteiro é removido cirurgicamente porque, ainda que em casos excepcionais, existe a possibilidade de desenvolvimento de um câncer na parede do cisto.

 

Doença Fibrocística das Mamas

 

A doença fibrocística das mamas é um distúrbio comum na qual a dor mamária, cistos e nódulos benignos ocorrem simultaneamente. Apesar de ser chamada de doença, esta condição não é uma doença. A maioria das mulheres apresenta nódulos nas mamas, geralmente na área súpero-lateral. Como a dor e os cistos mamários, os nódulos benignos são muito comuns. A maioria das mulheres com cistos mamários não apresenta maior risco de desenvolver câncer de mama. O tratamento dos cistos pode ser tudo que essas mulheres necessitam.

 

 

Fibroadenomas Mamários

 

Os fibroadenomas (nódulos fibrosos) mamários são pequenos nódulos sólidos benignos recobertos por tecido fibroso e glandular. Estes nódulos geralmente ocorrem em mulheres jovens, freqüentemente em adolescentes. Os nódulos são facilmente mobilizados, possuem bordas nitidamente definidas que podem ser palpadas durante o auto-exame e assemelham-se a pequenas contas escorregadias. Eles têm uma consistência de borracha porque contêm colágeno (uma proteína fibrosa e resistente encontrada nas cartilagens, nos ossos, nos tendões e na pele).


Dentro da Mama

 

A mama feminina é composta por glândulas lactíferas circundadas por tecido adiposo e algum tecido conjuntivo. O leite secretado pelas glândulas flui através de canais até atingir o mamilo. Ao redor do mamilo, existe uma área de pele pigmentada denominada aréola.

 

Geralmente, os nódulos podem ser removidos cirurgicamente com a paciente submetida a uma anestesia local, mas eles freqüentemente recorrem. Após a remoção de vários nódulos e a confirmação de que não se tratam de formações cancerosas, a paciente e o médico podem optar pela não remoção dos nódulos recorrentes.

 

Outros tipos de nódulos mamários sólidos e não cancerosos incluem a adenose esclerosante (endurecimento do tecido glandular) e a necrose gordurosa (substituição do tecido adiposo lesado por tecido cicatricial). Esses nódulos podem ser diagnosticados somente por meio da biópsia (coleta de uma amostra de tecido para exame microscópico).


Quais São os Riscos de Desenvolver um Câncer de Mama ou de Morrer por Sua Causa?

 

Idade (anos)

Risco (%)

 

Em 10 anos

 

Em 20 anos

 

Em 30 anos

 

Desenvolvem Morrem

 

Desenvolvem Morrem

 

Desenvolvem Morrem

 

30

0,4

 

0,1

 

2,0

 

0,6

 

4,3

 

1,2

 

40

1,6

 

0,5

 

3,9

 

1,1

 

7,1

 

2,0

 

50

2,4

 

0,7

 

5,7

 

1,6

 

9,0

 

2,6

 

60

3,6

 

1,0

 

7,1

 

2,0

 

9,1

 

2,6

 

70

4,1

 

1,2

 

6,5

 

1,9

 

7,1

 

2,0

 

Baseado em informações de Feuer EJ et al.: “The lifetime risk of developing breast cancer.” Journal of the National Cancer Institute 85(11):892-897, 1993.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Secreção Através dos Mamilos

 

A drenagem de líquido através do mamilo não é necessariamente anormal, mesmo em mulheres que se encontram na pós-menopausa. O câncer é detectado em menos de 10% das mulheres que apresentam drenagem de secreção através do mamilo. Não obstante, qualquer secreção através do mamilo deve ser avaliada por um médico. Uma secreção sanguinolenta é mais comumente causado por um papiloma intraductal (pequeno nódulo não canceroso localizado no interior de um canal lactífero).

 

Alguns desses nódulos podem ser palpados, enquanto que outros podem ser localizados através da mamografia. Quando a mulher demonstra inquietação em relação à secreção, o nódulo geralmente pode ser removido no consultório médico com anestesia local. A galactorréia (secreção de leite) em uma mulher que não deu à luz recentemente com freqüência indica um distúrbio hormonal.

 

 

Infecção e Abcesso da Mama

 

As mastites (infecções mamárias) são raras, exceto próximo ou logo após o parto ou após uma lesão. Ocasionalmente, o câncer de mama pode produzir sintomas similares aos de uma infecção mamária. Uma mama infectada geralmente torna-se hiperemiada (vermelha) e edemaciada (inchada) e, à palpação, observa-se que ela está sensível e quente. O tratamento adequado é a administração de antibióticos. O abcesso mamário, o qual é mais raro, é um acúmulo de pus na mama. Ele pode ocorrer quando uma infecção mamária não é tratada. Ele é tratado com antibióticos e, geralmente, é drenado cirurgicamente.

CÂNCER DE MAMA

Câncer de Mama

 

O câncer de mama é classificado de acordo com o tipo de tecido no qual ele iniciou e com a extensão de sua disseminação. O câncer pode originar-se nas glândulas lactíferas, nos canais lactíferos, no tecido adiposo ou no tecido conjuntivo. Os diferentes tipos de cânceres de mama evoluem de forma diferente. As generalidades sobre os tipos particulares são baseadas nas similaridades quanto à forma como eles são descobertos, como eles evoluem e como eles são tratados. Alguns cânceres crescem muito lentamente e disseminam-se a outras partes do corpo (produzem metástases) apenas após tornarem-se muito grandes.

 

Outros são mais agressivos, crescendo e disseminando-se rapidamente. No entanto, o mesmo tipo de câncer pode evoluir de maneira diferente em mulheres diferentes. Apenas o médico que realizou a anamnese (história clínica) e examinou a paciente pode analisar os aspectos específicos do câncer de mama apresentado pela mesma. O carcinoma in situ, o qual significa câncer localizado, é um câncer no estágio inicial que não invadiu e nem se disseminou além do seu ponto de origem. O carcinoma in situ é responsável por mais de 15% de todos os cânceres de mama diagnosticados nos Estados Unidos. Aproximadamente 90% de todos os cânceres de mama tem início nos canais lactíferos ou nas glândulas lactíferas.

 

O carcinoma ductal in situ inicia nas paredes dos canais lactíferos. Este tipo de câncer pode ocorrer antes ou após a menopausa. Ocasionalmente, o carcinoma ductal in situ pode ser palpado como um nódulo e, na mamografia, podem ser observadas pequenas partículas de cálcio depositadas no seu interior (microcalcificações). O carcinoma ductal in situ é freqüentemente detectado através da mamografia, antes dele ser suficientemente grande para ser palpado. Ele geralmente está restrito a uma área específica da mama e pode ser totalmente removido através da cirurgia.

 

Quando apenas o carcinoma ductal in situ é removido, aproximadamente 25 a 35% das mulheres desenvolvem câncer invasivo, geralmente na mesma mama. O carcinoma lobular in situ, o qual origina-se nas glândulas lactíferas, geralmente ocorre antes da menopausa. Este tipo de câncer, o qual não pode ser detectado através da palpação nem visualizado na mamografia, é freqüentemente detectado por acaso em uma mamografia realizada para investigar um nódulo ou uma outra alteração que não o carcinoma lobular in situ.

 

Entre 25 e 30% das mulheres que apresentam este tipo de tumor acabam desenvolvendo um câncer de mama invasivo (algumas vezes, após um período de 40 anos) na mesma mama, na outra mama ou em ambas. Os cânceres de mama invasivos, os quais podem disseminar-se e destruir outros tecidos, podem ser localizados (confinados na mama) ou metastáticos (que se disseminaram a outras partes do corpo).

 

Aproximadamente 80% dos cânceres de mama invasivos são ductais e cerca de 10% são lobulares. O prognóstico dos cânceres invasivos ductais e lobulares é similar. Outros tipos de cânceres menos comuns como, por exemplo, o carcinoma medular e o carcinoma tubular (que se origina nas glândulas lactíferas), apresentam um prognóstico um pouco melhor.

 

Fatores de Risco do Câncer de Mama  

   

Idade O envelhecimento é um fator de risco importante. Aproximadamente 60% dos cânceres de mama ocorrem em mulheres com mais de 60 anos de idade. O risco é maior após os 75 anos.

 

Câncer de mama prévio As mulheres que já sofreram um câncer de mama in situ ou invasivo apresentam o maior risco. Após a remoção da mama doente, o risco de câncer na mama remanescente é de aproximadamente 0,5 a 1,0% a cada ano.

 

História familiar de câncer de mama O câncer de mama em uma parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) aumenta o risco 2 a 3 vezes, mas o câncer de mama em parentes mais distantes (avó, tia, prima) aumenta o risco apenas discretamente. Inclusive uma mulher com parentes próximas que apresentaram câncer de mama não apresenta uma chance superior a 30% de desenvolvê-lo antes dos 75 anos.

 

Gene do câncer de mama Recentemente, dois genes diferentes do câncer de mama foram identificados em dois pequenos grupos distintos de mulheres. Quando uma mulher possui um desses genes as suas chances de desenvolver a doença são muito altas. No entanto, se ela desenvolver câncer de mama, as chances dela morrer devido a essa doença não são necessariamente maiores que as de qualquer outra mulher com câncer de mama.

 

As mulheres que podem possuir um desses genes são aquelas com uma alta incidência de câncer de mama na família (normalmente, várias mulheres de cada uma de três gerações tiveram câncer de mama).

 

Por essa razão, não parece ser necessária a investigação sistemática desses genes, exceto quando a história familiar não é comum. A incidência de câncer do ovário também é maior em famílias que possuem um dos genes do câncer de mama.

 

Doença mamária benigna prévia O fato de a mulher ter apresentado uma doença mamária benigna parece aumentar o risco apenas em mulheres com uma maior quantidade de canais lactíferos. Mesmo nessas mulheres, o risco é moderado, exceto quando é detectada uma estrutura tissular anormal (hiperplasia atípica) em uma biópsia ou quando a mulher tem uma história familiar de câncer de mama.

 

Primeira menstruação antes dos 12 anos, menopausa após os 55 anos, primeira gestação após os 30 anos ou ausência de gravidez A relação entre os três primeiros fatores e o risco é direta. Por exemplo, quanto mais cedo a menstruação começa, maior o risco.

 

O risco de desenvolver câncer de mama é duas a quatro vezes maior para as mulheres que menstruaram pela primeira vez antes dos 12 anos que para aquelas cuja menarca (primeira menstruação) ocorreu após os 14 anos. No entanto, esses fatores parecem ter um efeito muito pequeno sobre o risco de câncer de mama.

 

Uso prolongado de contraceptivos orais ou terapia de reposição hormonal com estrogênio A maioria dos estudos não demonstram qualquer relação entre o uso de contraceptivos orais e o desenvolvimento posterior do câncer de mama, excetuando-se possivelmente as mulheres que utilizaram esses medicamentos durante muitos anos.

 

Após a menopausa, a terapia de reposição hormonal com estrogênio durante 10 a 20 anos pode aumentar o risco discretamente. A terapia de reposição hormonal que combina o estrogênio com a progestina pode aumentar o risco, mas isto ainda não foi confirmado.

 

Obesidade após a menopausa O risco é um pouco mais elevado para as mulheres obesas na pós-menopausa, mas não existem provas de que uma dieta específica (p.ex., uma dieta hipergordurosa) contribui para o desenvolvimento do câncer de mama. Alguns estudos sugerem que as mulheres obesas que ainda menstruam na realidade apresentam menor probabilidade de desenvolver um câncer de mama.

  

 Sintomas que Podem Indicar Câncer de Mama  

  

Estes sintomas não significam necessariamente que uma mulher possui um câncer de mama. No entanto, quando ela os apresenta, deve procurar um médico.

 

• Um nódulo que, à palpação, é nitidamente diferente dos outros tecidos da mama ou que não desaparece

• Edema que não desaparece

• Pele enrugada ou com depressões

• Pele descamativa em torno do mamilo

• Alterações da forma do seio

• Alterações do mamilo (p.ex., inversão)

• Secreção do mamilo, especialmente quando ele é sanguinolento

  

Fatores de Risco

 

Parte do temor relacionado ao câncer de mama baseia-se em informações e interpretações errôneas no que diz respeito aos seus riscos.Por exemplo, a afirmação de que “uma em cada oito mulheres apresentará câncer de mama” pode causar confusão. Este índice é uma estimativa baseada em mulheres desde o seu nascimento até os 95 anos ou mais, o que significa, teoricamente, que uma em cada oito mulheres que vivem até os 95 anos apresentará câncer de mama. Contudo, o risco é muito menor para as mais jovens.

 

Uma mulher com 40 anos de idade tem uma chance de 1 em 1.200 de apresentar a doença durante o ano seguinte. Mesmo este índice pode ser enganoso, pois ele inclui todas as mulheres. A maioria das mulheres apresentam um risco ainda menor; mas algumas apresentam um risco maior. As mulheres que possuem mais fatores de risco de câncer de mama apresentam uma maior probabilidade de desenvolvê-lo, mas elas podem tomar medidas defensivas (p.ex., exames periódicos das mamas).

 

A única medida de valor comprovado que reduz o risco de morte por câncer de mama é a realização regular da mamografia após os 50 anos de idade. No entanto, uma pesquisa recente sugere que o exercício realizado regularmente, particularmente durante a adolescência e o início da vida adulta e, possivelmente o controle do peso, podem reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de mama.


Sintomas

 

Geralmente, a dor mamária sem um nódulo não é sinal de câncer de mama, embora aproximadamente 10% das mulheres que apresentam este tipo de câncer, apresentem dor sem um nódulo. No início, uma mulher com câncer de mama geralmente é assintomática. Mais comumente, o primeiro sintoma é um nódulo, o qual geralmente tem uma consistência diferente do tecido mamário circunvizinho.

Em mais de 80% dos casos de câncer de mama, a mulher descobre o nódulo por si. Os nódulos dispersos, sobretudo os localizados na região súpero-lateral, geralmente não são cancerosos. Um espessamento diferenciado e mais duro que ocorre em apenas uma mama pode ser um sinal de câncer. Nos estágios iniciais, o nódulo pode deslocarse livremente sob a pele quando empurrado com os dedos. Nos estágios mais avançados, o nódulo tende a aderir à parede torácica ou à pele que o reveste.

 

Nesses casos, o nódulo torna- se totalmente fixo ou não pode ser deslocado separadamente da pele que o reveste. No câncer avançado, podem ocorrer nódulos aumentados de volume ou úlceras supurativas sobre a pele. Algumas vezes, a pele sobre o nódulo apresenta pequenas depressões e um aspecto coriáceo e parece a casca de laranja, exceto no que diz respeito à cor. No câncer de mama inflamatório, um tipo particularmente grave, embora raro, de câncer, a mama parece estar infectada, torna-se quente, vermelha e inchada. Freqüentemente, nenhum nódulo é palpado na mama.

TRIAGEM

Triagem

 

Como o câncer de mama raramente produz sintomas nos estágios iniciais, a detecção precoce é particularmente importante. A detecção precoce da doença aumenta a probabilidade de êxito do tratamento. Um auto-exame rotineiro permite que a mulher detecte por si a presença de nódulos em um estágio inicial.

 

Embora ainda não tenha sido comprovado que o auto-exame reduz a taxa de mortalidade do câncer de mama ou que ele é tão eficaz na detecção precoce do câncer como a mamografia de rotina, o auto-exame permite a detecção de tumores menores que aquele que um médico ou um enfermeito é capaz de detectar, pois ele é realizado regularmente e a mulher familiariza-se mais com as mamas.

 

Esses tumores geralmente apresentam um melhor prognóstico e são mais facilmente tratados com uma cirurgia conservadora da mama. O exame das mamas faz parte de qualquer exame físico. O médico examina as mamas em busca de irregularidades, depressões, pele tensa, nódulos e secreção. Ele palpa cada mama com a mão espalmada e verifica a presença de linfonodos aumentados de volume nas axilas (a área que a maioria dos cânceres de mama invade primeiro) e também na região localizada acima da clavícula.

 

Os linfonodos normais não podem ser palpados através da pele e, por essa razão, considera-se que aqueles que são palpados apresentam aumento de tamanho. Contudo, existem doenças benignas que também provocam aumento dos linfonodos. A mamografia (um exame que utiliza raios X de baixa potência para localizar áreas anormais nas mamas) é um dos melhores métodos de detecção precoce do câncer de mama.

 

A mamografia é suficientemente sensível para detectar a possibilidade de um câncer no estágio inicial. Por essa razão, ela pode indicar a presença de câncer quando este não existe (resultado falsopositivo) e, geralmente, exames de acompanhamento específicos são necessários para confirmar os resultados. A realização de mamografias em intervalos de 1 a 2 anos pode reduzir as mortes por câncer de mama em 25 a 35% em mulheres assintomáticas com 50 anos ou mais.

 

Até o momento, nenhum estudo demonstrou que a realização regular de mamografias reduz a taxa de mortalidade do câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos de idade. No entanto, pode não haver evidências a favor deste exame porque o câncer de mama é incomum entre mulheres jovens e, conseqüentemente, a demonstração de algum benefício é mais difícil.

 

As evidências atuais são compatíveis, embora não provem, com a proposição de que as mulheres mais jovens são beneficiadas com a realização da mamografia. Por essa razão, muitas autoridades recomendam que as mulheres realizem mamografias regularmente a partir dos 40 anos de idade. A American Cancer Society recomenda que a primeira mamografia seja realizada aos 40 anos.

 

Apesar de detectar algumas vezes a presença de um nódulo, essa mamografia inicial também serve como parâmetro de comparação com as mamografias subseqüentes. A American Cancer Society também recomenda a realização da mamografia a cada 1 ou 2 anos entre os 40 e 49 anos e anualmente a partir dos 50 anos. Em estudos realizados com mulheres assintomáticas, a mamografia detectou aproximadamente 40% de cânceres não detectados durante o exame físico.

 

Como Fazer um Auto-exame das Mamas

1. Em pé, frente a um espelho, observe as mamas. Normalmente, elas apresentam tamanhos discretamente diferentes. Procure alterações na diferença de tamanho entre as mamas e alterações nos mamilos (p.ex., inversão do mamilo ou secreção). Observe se a pele apresenta enrugamentos ou depressões.

 

2. Olhando atentamente para o espelho, entrelace as mãos por trás da cabeça e pressione-as contra a mesma. Esta posição ajuda a tornar mais perceptíveis as alterações sutis causadas pelo câncer. Verifique a presença de alterações da forma e do contorno das mamas, especialmente na parte inferior das mesmas.

 

3. Apóie as mãos firmemente sobre os quadris e incline discretamente em direção ao espelho, forçando os ombros e os cotovelos para frente. Novamente, verifique a presença de alterações da forma e do contorno das mamas. Muitas mulheres realizam a próxima parte do exame durante o banho, pois a mão desliza facilmente sobre a pele molhada e escorregadia.

 

 

 

 

 

 

 

 

4. Levante o braço esquerdo. Utilizando três ou quatro dedos da mão direita, palpe minuciosamente a mama esquerda com a parte plana dos dedos. Movimentando os dedos em pequenos círculos em torno da mama, comece pela borda externa e, gradualmente, mova os dedos em direção ao mamilo. Pressione com delicadeza, mas com firmeza, tentando palpar qualquer nódulo ou massa incomum sob a pele. Certifique-se de examinar toda a mama. Além disso, examine cuidadosamente a área entre a mama e a axila, incluindo esta última, em busca de nódulos.

 

5. Comprima o mamilo esquerdo delicadamente e observe se há a drenagem de alguma secreção. (Procure um médico quando uma secreção aparece em qualquer momento do mês, independentemente dela ter ocorrido durante um auto-exame das mamas). Repita as etapas 4 e 5 na mama direita, elevando o braço direito e utilizando a mão esquerda.

 

6. Deite-se de costas com um travesseiro ou uma toalha dobrada sob o ombro esquerdo e com o braço esquerdo acima da cabeça. Esta posição aplana a mama e torna o seu exame mais fácil. A seguir, examine a mama direita. Assegure-se de examinar ambas as mamas. A mulher deve repetir este procedimento na mesma época de cada mês. Para as mulheres que menstruam, 2 a 3 dias após o término da menstruação é uma boa ocasião porque a possibilidade das mamas estarem dolorosas ou edemaciadas é menor. As mulheres na pósmenopausa podem escolher qualquer dia do mês que seja fácil de lembrar (p.ex., o primeiro dia do mês).

 

 

 

 

 

 

 

 

Contudo, a mamografia não é infalível e pode não detectar até 15% dos cânceres de mama. Quando uma alteração que pode ser cancerosa é detectada, o médico realiza uma biópsia, um procedimento no qual um pequeno fragmento do nódulo é removido cirurgicamente e examinado ao microscópio.

 

A ultra-sonografia (um exame que utiliza ondas sonoras de alta freqüência) não faz parte da investigação de rotina do câncer de mama. Após a detecção de um nódulo, a ultra-sonografia é algumas vezes utilizada para se diferenciar um cisto (saco cheio de líquido) de um nódulo sólido na mama. Esta diferenciação é importante, pois os cistos geralmente não são tratados quando a mulher não apresenta outros sintomas, mas um nódulo sólido exige a realização de uma biópsia.

 

A termografia (um exame que detecta diferenças de temperatura, algo que o câncer produz) não é útil na detecção ou na monitorização do câncer de mama, pois ela freqüentemente não detecta a presença de um câncer (resultado falso-negativo) ou indica a presença de um câncer quando este não existe (resultado falso-positivo).

DIAGNÓSTICO

Diagnóstico

 

Quando um nódulo que pode ser canceroso é detectado, uma biópsia é realizada. A biópsia pode ser aspirativa (remoção de células do nódulo com o auxílio de uma agulha e uma seringa), incisional (remoção de um pequeno fragmento do nódulo) ou excisional (remoção de todo o nódulo). A maioria das mulheres não necessita ser hospitalizada e, geralmente, é realizada apenas uma anestesia local.

 

Quando são observadas células cancerosas, outros exames são realizados porque o tratamento depende das características do câncer. Um dos exames determina se o câncer possuir receptores de estrogênio ou de progesterona. O câncer que possui receptores de estrogênio cresce mais lentamente que o câncer que não os possui, e o seu tratamento com medicamentos bloqueadores de hormônios pode ser benéfico. Este tipo de câncer é mais comum entre as mulheres que se encontram na pós-menopausa que entre as mais jovens.

 

O patologista examina as amostras da biópsia ao microscópio para determinar o potencial do câncer de disseminar-se rapidamente. Os cânceres constituídos por células indiferenciadas (mais primitivas) ou por um grande número de células em processo de divisão tendem a ser mais graves. Mantendo as características do câncer em mente, o médico examina cuidadosamente a mulher para determinar se o câncer disseminou-se para os linfonodos, a pele, o fígado ou qualquer outro ponto do organismo.

 

Quando os linfonodos axilares ou supraclaviculares encontram-se aglomerados ou aderidos à pele, é provável que o câncer não possa ser removido com sucesso através da cirurgia. Uma radiografia torácica é realizada para se verificar a presença de câncer nos pulmões e são realizados exames de sangue para se avaliar a função hepática e determinar se o câncer disseminou.

 

Quando o tumor é grande ou quando os linfonodos estão aumentados de volume, uma cintilografia óssea (estudo radiográfico de todo o esqueleto) pode ser realizada. O médico mantém este exame para comparar com outros realizados posteriormente na evolução da doença.

 

Cirurgia do Câncer de Mama

 

O câncer de mama pode ser tratado com várias técnicas cirúrgicas, incluindo a mastectomia (remoção de toda a mama) ou a cirurgia conservadora (remoção apenas do tumor e de uma porção do tecido circunvizinho).

Os tipos de cirurgia conservadora da mama incluem a lumpectomia, na qual uma pequena quantidade de tecido normal circunvizinho é removida; a excisão ampla ou a mastectomia parcial, na qual é realizada a remoção de uma quantidade um pouco maior do tecido normal circunvizinho; e a setorectomia (quadrantectomia), na qual um quarto da mama é removido.

Tratamento

 

Geralmente, o tratamento é iniciado após uma avaliação completa da paciente, aproximadamente 1 semana ou mais após a realização da biópsia. O tratamento é complexo porque os diferentes tipos de câncer de mama diferem muito no que concerne à velocidade de crescimento, à tendência a disseminação (produção de metástases) e à resposta ao tratamento.

O tratamento inclui a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e os medicamentos bloqueadores de hormônios. A radioterapia mata as células cancerosas no local de onde o tumor foi removido e da área circunjacente, incluindo os linfonodos próximos.

INFORMAÇÕES DE SOBREVIDA

Influência do Estado dos Linfonodos sobre a Sobrevida

 

Estado dos Linfonodos

 

Chances de Sobrevida de 10 Anos

 

Chances de Sobrevida de 10 Anos Sem Recorrência

 


 

Sem câncer

 

Acima de 80%

 

Acima de 70%

 


 

Câncer em um a três linfonodos

 

Aproximadamente 40 a 50%

 

Aproximadamente 25 a 40%

 


 

Câncer em quatro ou mais linfonodos

 

Aproximadamente 25 a 40%

 

Aproximadamente 15 a 35%

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A quimioterapia (combinações de medicamentos que matam as células que se multiplicam rapidamente ou que inibem a sua multiplicação) e os medicamentos bloqueadores de hormônios (os quais interferem sobre as ações dos hormônios que mantêm o crescimento das células cancerosas) são destinados a inibir o crescimento das células cancerosas no organismo. Freqüentemente, a mulher é submetida a uma combinação desses tratamentos.

Como ainda existem muitos aspectos desconhecidos do câncer de mama e como não existe um tratamento individual totalmente eficaz para todos os casos, podem haver divergências entre os profissionais sobre o tratamento mais adequado. As preferências da paciente e do médico afetam as decisões terapêuticas. A mulher com câncer de mama tem o direito a uma explicação clara sobre o que se sabe sobre a doença e sobre o que ainda é desconhecido, assim como uma descrição completa das opções de tratamento. Deste modo, ela pode aceitar ou rejeitar as opções oferecidas.

 

Os médicos estão continuamente buscando maneiras de melhorar o prognóstico de suas pacientes. Por essa razão, as mulheres com câncer de mama são freqüentemente solicitadas a participar de pesquisas que investigam se uma nova combinação de tratamentos pode melhorar as taxas de sobrevida ou a qualidade de vida. Tratamento do Câncer de Mama Localizado Para os cânceres que parecem estar confinados à mama (localizados), o tratamento quase sempre é cirúrgico e é realizado logo após o diagnóstico, com o objetivo de remover o máximo possível do tumor. Existem diversas opções cirúrgicas.

 

A principal decisão é se deve ser realizada uma mastectomia (remoção de toda a mama) ou uma cirurgia conservadora (remoção do tumor e de uma quantidade do tecido normal circunvizinho). A cirurgia conservadora da mama, a qual deixa a maior quantidade possível de mama intacta, pode consistir na lumpectomia (remoção do tumor e de uma pequena quantidade do tecido normal circunjacente), na mastectomia parcial ou excisão ampla (remoção do tumor e de uma quantidade um pouco maior do tecido normal circunjacente) ou na setorectomia ou quadrantectomia (remoção de um quarto da mama).

 

A remoção do tumor e de uma quantidade de tecido normal provê a melhor chance de se evitar a recorrência do câncer na mama. As taxas de sobrevida das mulheres submetidas à mastectomia total (remoção de toda a mama) e daquelas submetidas a uma cirurgia conservadora da mama associada à radioterapia parecem ser idênticas, pelo menos nos primeiros 20 anos após a cirurgia. A principal vantagem da cirurgia conservadora da mama, associada à radioterapia, é cosmética.

 

Esta cirurgia ajuda a preservar a imagem corpórea. Contudo, essa vantagem parece inexistir quando o tumor é grande em relação ao tamanho da mama, pois a remoção de uma área de tecido normal, a qual é necessária para o controle a longo prazo do câncer de mama, acarreta a remoção da maior parte da mama. A cirurgia conservadora da mama é geralmente mais fácil quando os tumores são pequenos. Em aproximadamente 15% das mulheres submetidas a este tipo de cirurgia, a quantidade de tecido removido é tão pequena que dificilmente pode ser percebida alguma diferença entre a mama tratada e a intacta.

 

Mais freqüentemente, no entanto, a mama tratada atrofia e pode apresentar alteração de contorno. Geralmente, os efeitos colaterais da radioterapia que é realizada após a cirurgia conservadora da mama não são dolorosos e não duram muito tempo. A pele pode tornar-se hiperemiada (vermelha) ou apresentar bolhas. Menos de 5% das mulheres tratadas com radioterapia sofrem fraturas de costelas, que causam um pequeno desconforto.

 

Aproximadamente 10 a 20% das pacientes apresentam uma inflamação pulmonar discreta 3 a 6 meses após a conclusão da radioterapia.

Por até 6 semanas, elas apresentam uma tosse seca e falta de ar durante a atividade física. Em uma mastectomia simples, o médico remove todo o tecido mamário, mas deixa intacto o músculo subjacente e uma quantidade de pele suficiente para recobrir a ferida. A mama pode ser reconstruída muito mais facilmente quando os músculos torácicos e os outros tecidos localizados abaixo da mama forem deixados intactos. Este procedimento é geralmente utilizado para tratar o câncer invasivo que se disseminou extensamente no interior dos canais lactíferos, pois este tipo de câncer freqüentemente recorre no interior da mama quando a cirurgia conservadora é realizada.

 

Os linfonodos axilares também podem ser removidos para se determinar se houve disseminação de células cancerosas além da mama. Este procedimento é denominado mastectomia simples com ressecção de linfonodos ou mastectomia radical modificada. A radioterapia de acompanhamento, realizada após a cirurgia, reduz bastante o risco de recorrência do câncer na parede torácica ou nos linfonodos vizinhos. Contudo, esta estratégia não parece melhorar a taxa de sobrevida global, provavelmente por causa da disseminação (produção de metástases) não detectada do câncer, a outras partes do organismo.

 

As mulheres submetidas a uma mastectomia simples vivem tanto quanto aquelas submetidas a uma mastectomia radical, na qual os músculos torácicos subjacentes e outros tecidos também são removidos. Durante a cirurgia, os linfonodos próximos ou uma amostra de tecido dos linfonodos podem ser removidos e examinados para se estabelecer o prognóstico. As chances de sobrevida da paciente, a longo prazo, são muito melhores quando não são detectadas células cancerosas nos linfonodos. O tamanho do tumor e a presença de células tumorais em um linfonodo influenciam o uso da quimioterapia e de medicamentos bloqueadores de hormônios.

Alguns especialistas acreditam que, quando existem tumores com menos de 1,5 centímetro de diâmetro, a cirurgia quase sempre elimina totalmente o câncer, não sendo necessário qualquer outro tipo de tratamento. Quando o tumor possui um diâmetro superior a 5 centímetros de diâmetro, o médico quase sempre prescreve a quimioterapia após a cirurgia. Quando ele possui um diâmetro de 7,5 centímetros ou mais, a quimioterapia pode ser administrada antes da cirurgia. As mulheres com carcinoma lobular in situ podem ser mantidas sob observação rigorosa ou podem ser tratadas imediatamente através da mastectomia bilateral (remoção de ambas as mamas).

 

A maioria dos médicos não consideram o carcinoma lobular in situ um câncer. Ao contrário, eles o consideram um sinal de que a mulher apresenta um maior risco de desenvolver o câncer de mama. Apenas cerca de 25 a 30% das mulheres que apresentam esta doença desenvolvem câncer de mama invasivo e uma quantidade ainda menor morre devido ao câncer de mama. Por essa razão, muitas mulheres optam pelo não tratamento. Quando uma mulher opta pelo tratamento para reduzir o risco de câncer de mama, é necessária a remoção de ambas as mamas, pois o câncer nem sempre se desenvolve na mesma área ou na mesma mama que foi afetada pelo carcinoma lobular in situ.

Quando ela opta por um outro tratamento que não a mastectomia, o tamoxifeno é a droga bloqueadora de hormônios mais freqüentemente utilizada. Algumas vezes, os ovários são removidos em mulheres que ainda menstruam, mas não está claro se este procedimento é tão ou mais eficaz que as drogas bloqueadoras de hormônios. A maioria das mulheres com carcinoma ductal in situ quase nunca apresentam recorrência após uma mastectomia simples. Muitas são submetidas apenas a uma lumpectomia (remoção do tumor), algumas vezes associada à radioterapia.

 

Essas mulheres apresentam uma chance maior de desenvolver um outro câncer de mama, mas não existem evidências de que elas apresentam uma maior probabilidade de morrer devido ao câncer de mama que aquelas tratadas com uma mastectomia simples. As mulheres com câncer inflamatório de mama geralmente são tratadas com quimioterapia e radioterapia.

 

Reconstrução Mamária: Para a reconstrução mamária, um implante salino ou de silicone ou o tecido retirado de outras partes do corpo da mulher podem ser utilizados. A mulher pode optar por uma reconstrução realizada ao mesmo tempo que a mastectomia, mas esta opção significa que ela deverá ser mantida sob anestesia durante um período mais longo e que o cirurgião geral e o cirurgião plástico deverão trabalhar em íntima cooperação.

 

Uma outra opção é a reconstrução posterior, mas esta exige uma segunda anestesia. ciadas logo após a cirurgia da mama e são mantidas por meses ou anos. Esses tratamentos retardam o retorno do câncer e prolongam a sobrevida da maioria das mulheres. Essas drogas podem curar poucas mulheres, mas isto ainda não está comprovado.

 

Entradas Mais Antigas Anteriores Próxima Entradas mais recentes

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 79 outros seguidores