CLASSIFICAÇÃO DAS DROGAS

Categoria Droga ou grupo de drogas
Agentes biológicos anticorpos monoclonais

BCG

interferons

interleucinas

levamisole

octreotide

retinóides

Agentes alquilantes altretamina

busulfan

dacarbazina e procarbazina

derivados da platina

mostardas nitrogenadas

nitrosouréias

tiotepa

Agentes antimicrotúbulos alcalóides da vinca

taxanos

Aminoglutetimida  
Antibióticos  
Antimetabólitos análogos da citidina

análogos da purina

antifolatos

fluoropirimidinas

hidroxiuréia

Asparaginase  
Hormônios agonistas do LHRH

antagonistas dos androgênios

antagonistas dos estrogênios

corticosteróides

progesteronas

Inibidores da topoisomerase I epipodofilotoxinas

derivados da elipticina

m-AMSA

Inibidores da topoisomerase II  
Mitotano  

 

Dr. Felisberto Andreas Bub

Médico Oncologista

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

QUIMIOTERAPIA – MECANISMOS DE AÇÃO

Agentes alquilantes: agem através de uma reação química, chamada alquilação, que ocorre no núcleo das células. Todos nós somos formados por átomos, que se ligam entre si, formando as moléculas. O DNA no interior do núcleo celular é uma molécula, ou seja, é formado por átomos. Durante o processo de replicação, quando uma célula fabrica uma cópia de si mesma (um clone), ocorre a separação do DNA em duas metades, que serão duplicadas. Para que ocorra essa separação do DNA, as ligações entre os átomos devem ser rompidas. O que as drogas alquilantes fazem é justamente impedir o rompimento dessas ligações, gerando pontes muito fortes entre as duas metades do DNA, impedindo a separação e a cópia. Desta forma a célula não poderá fazer um clone de si mesma.

 

Agentes antimetabólitos: possuem diversos mecanismos de ação, sendo que a maioria age impedindo, inibindo ou dificultando a síntese de aminoácidos, proteínas, nucleotídeos ou enzimas, ou a atividade das enzimas; bloqueando dessa forma a duplicação do DNA e conseqüentemente a divisão celular.

Antibióticos: são medicações que foram inicialmente desenvolvidas para o combate às infecções, porém, devido a sua grande toxicidade, nunca foram realmente utilizadas para este fim. Possuem vários mecanismos de ação. Alguns produzem radicais livres, que causam lesões no DNA ou em outras partes da célula. Outros desencadeiam reações de alquilação. Outros impedem que a molécula do DNA seja duplicada após ter sido separada em duas metades. Alguns podem ter mais de um mecanismo de ação.

Hormônios: os hormônios são moléculas produzidas por células e tecidos vivos e tem como função carregar uma mensagem para outras células e tecidos. Eles são liberados na corrente sanguínea e ao atingirem seus alvos, se ligam a receptores específicos na superfície das células e formam um complexo. Esse complexo hormônio-receptor desencadeia mudanças físicas e químicas na célula que irão levá-la a tomar alguma “atitude”, ou seja: divisão, crescimento, produção de outras substâncias, ataque, defesa, latência, repouso, ou até mesmo a morte da célula. Como forma de tratamento anti-tumoral, podemos usar medicações que bloqueiam a ligação do hormônio com seu receptor específico; ou que inibam a produção dos hormônios; ou mesmo hormônios que tenham uma ação que induzam as células a parar seu crescimento e divisão ou induzam ao suicídio da célula.

Dr. Felisberto Andreas Bub

Médico Oncologista

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

 

SERVIÇOS DE RADIOTERAPIA

O Programa de Qualidade em Radioterapia (PQRT), do Instituto Nacional de Câncer/Ministério da Saúde, implementa medidas e atividades relacionadas ao controle de qualidade em radioterapia, para que os tratamentos possam ser realizados dentro dos padrões internacionais de segurança e qualidade. Confira aqui os Serviços de Radioterapia em seu Estado que estão cadastrados nesse programa:

 

Nome: Casa de Saúde Santa Marcelina
Endereço: Rua Santa Marcelina, 177
Bairro: Itaquera
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 08270-070
Telefone: (11) 6170-6000
 
Nome: Centro de Assistência à Saúde da Mulher – CAISM
Endereço: Cidade Universitária Zeferino Vaz
Bairro: Barão Geraldo
Cidade: Campinas
UF: SP
CEP: 13081-970
Telefone: (19) 3788-9333
 
Nome: Centro de Oncologia Frei Galvão
Endereço: Rua Domingos Lemes, 77
Bairro: Santa Rita
Cidade: Guaratinguetá
UF: SP
CEP: 12502-380
Telefone: (12) 3128.3800
 
Nome: Centro Infantil de Investigações Hematológicas Dr. Domingos A. Boldrini
Endereço: Rua Dr. Gabriel Porto, 1270
Bairro: Cidade Universitária
Cidade: Campinas
UF: SP
CEP: 13083-210
Telefone: (19) 3787.5000
 
Nome: Centro Oncológico da Região de Araraquara
Endereço: Rua Carlos Gomes, 2000
Bairro: Centro
Cidade: Araraquara
UF: SP
CEP: 14800-000
Telefone: (16) 3335.9501
 
Nome: Centro Oncológico Mogi das Cruzes
Endereço: Rua Osmar Marinho Couto, 78
Bairro: Alto Ipiranga
Cidade: Mogi das Cruzes
UF: SP
CEP: 8730-500
Telefone: (11) 4975.4795
 
Nome: Centro Paulista de Radioterapia e Oncologia
Endereço: Rua Pamplona, 88
Bairro: Jardim Paulista
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 014050-00
Telefone: (11) 3284-9977
 
Nome: Centro Regional de Oncologia de Bauru
Endereço: Rua Salvador Filardi, 688
Cidade: Baurú
UF: SP
CEP: 17051-110
Telefone: (14) 3238-5396
 
Nome: Centro Regional de Radioterapia
Endereço: Avenida Prefeito Faria Lima, 240
Bairro: Parque Itália
Cidade: Campinas
UF: SP
CEP: 13036-220
Telefone: (19) 3772-5817
 
Nome: Clínica Radioterápica Dr. Oswaldo Peres
Endereço: Rua Cubatão, 1190
Bairro: Vila Mariana
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 04013-004
Telefone: (11) 5084.5188
 
Nome: COC – Centro de Oncologia Campinas
Endereço: Rua Alberto de Salvo, 311
Bairro: Barão Geraldo
Cidade: Campinas
UF: SP
CEP: 13084-670
Telefone: (19) 3787.3400
 
Nome: Fundação Civil Casa de Misericórdia de Franca
Endereço: Rua Padre Anchieta, 1801
Bairro: Centro
Cidade: Franca
UF: SP
CEP: 14400-740
Telefone: (16) 3711.4078
 
Nome: Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília
Endereço: Rua Aziz Atallah, s/n
Bairro: Vila Fragata
Cidade: Marília
UF: SP
CEP: 17519-050
Telefone: (14) 421.1780
 
Nome: Fundação Pio XII
Endereço: Rua Antenor Duarte Vilella, 1331
Bairro: Dr. Paulo Prata
Cidade: Barretos
UF: SP
CEP: 14784-400
Telefone: (17) 322-8822
 
Nome: Hospital A. C. Camargo
Endereço: Rua Professor Antônio Prudente, 211
Bairro: Liberdade
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 01509-010
Telefone: (11) 3272-5000
 
Nome: Hospital Alemão Osvaldo Cruz
Endereço: Rua João Julião, 331
Bairro: Paraíso
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 01323-903
Telefone: (11) 3549-0000
 
Nome: Hospital Amaral de Carvalho
Endereço: Rua Dona Silveira, 150
Bairro: Centro
Cidade: Jaú
UF: SP
CEP: 17210-080
Telefone: (14) 3602.1200
 
Nome: Hospital da Beneficiência Portuguesa
Endereço: Rua Maestro Cardim, 769
Bairro: Paraíso
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 01323-030
Telefone: (11) 3253-5022
 
Nome: Hospital das Clínicas da FM-Botucatu
Endereço: Campus de Botucatu
Bairro: Rubião Júnior
Cidade: Botucatu
UF: SP
CEP: 18618-970
Telefone: (14) 3811-6000
 
Nome: Hospital das Clínicas da FMRP/USP
Endereço: Campus Universitário
Bairro: Monte Alegre
Cidade: Ribeirão Preto
UF: SP
CEP: 14048-900
Telefone: (16) 6331-1000
 
Nome: Hospital das Clinicas da FMUSP
Endereço: Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255
Bairro: Cerqueira César
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 05403-000
Telefone: (11) 3069-6000
 
Nome: Hospital das Clínicas da UNICAMP
Endereço: Caixa Postal 6142 – Cidade Universitária
Bairro: Barão Geraldo
Cidade: Campinas
UF: SP
CEP: 13083-970
Telefone: (19) 3788-7794
 
Nome: Hospital do Servidor Público Estadual – IAMSPE
Endereço: Avenida Ibirapuera, 984
Bairro: Vila Clementino
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 04029-000
Telefone: (11) 5574-8841
 
Nome: Hospital dos Fornecedores de Cana
Endereço: Rua Rafael Aloisi, 60
Bairro: Vila Rezende
Cidade: Piracicaba
UF: SP
Telefone: (19) 3403.2801
 
Nome: Hospital e Maternidade Santana Ltda.
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 2786
Bairro: Santana
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 02401-100
Telefone: (11) 6973-5676
 
Nome: Hospital Israelita Albert Einstein
Endereço: Avenida Alberto Einstein, 627
Bairro: Morumbi
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 04511-001
Telefone: (11) 3747-1233
 
Nome: Hospital Santa Cruz – ONCORAD
Endereço: Rua Santa Cruz, 398
Bairro: Vila Mariana
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 04122-000
Telefone: (11) 5571-4190
 
Nome: Hospital Santa Paula
Endereço: Avenida Santo Amaro, 2468
Bairro: Vila Olímpia
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 04556-100
Telefone: (11) 3040-8000
 
Nome: Hospital Sírio Libanês
Endereço: Rua Dona Adma Jafet, 91
Bairro: Cerqueira César
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 01308-050
Telefone: (11) 3155-0200
 
Nome: Instituto Brasileiro de Controle do Câncer – IBCC
Endereço: Avenida Alcântara Machado, 2576
Bairro: Mooca
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 14211-001
Telefone: (11) 3474.4222
 
Nome: Instituto de Radiooncologia – Casa de Saúde de Campinas
Endereço: Praça Dr. Toffoli, 28
Bairro: Centro
Cidade: Campinas
UF: SP
CEP: 13015-240
Telefone: (19) 3736.3400
 
Nome: Instituto de Radioterapia do ABC
Endereço: Avenida Portugal, 592
Bairro: Centro
Cidade: Santo André
UF: SP
CEP: 09040-000
Telefone: (11) 4438-9900
 
Nome: Instituto de Radioterapia do Vale do Paraíba
Endereço: Rua Major Antônio Domingues, 494
Bairro: Centro
Cidade: São José dos Campos
UF: SP
CEP: 12245-750
Telefone: (12) 321-2170
 
Nome: Instituto de Radioterapia do Vale do Paraíba (Filial)
Endereço: Rua Antonio Sais, 462
Bairro: Centro
Cidade: São José dos Campos
UF: SP
Telefone: (12) 3921.2170
 
Nome: Instituto de Radioterapia e Megavoltagem Ribeirão Preto S/C Ltda
Endereço: Rua 7 de Setembro, 1150
Bairro: Higienópolis
Cidade: Ribeirão Preto
UF: SP
CEP: 14015-180
Telefone: (16) 3625-4439
 
Nome: Instituto de Radioterapia Presidente Prudente
Endereço: Avenida Manoel Goulart, 3301
Bairro: Jardim das Rosas
Cidade: Presidente Prudente
UF: SP
CEP: 19060-000
Telefone: (18) 221-3100
 
Nome: Instituto de Radioterapia São Paulo
Endereço: Rua Cubatão, 1190
Bairro: Vila Mariana
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 04013-004
Telefone: (11) 5539.4943
 
Nome: Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho
Endereço: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112
Bairro: Santa Cecília
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 01221-020
Telefone: (11) 3602.1185
 
Nome: Instituto do Radium de Campinas
Endereço: Avenida Heitor Penteado, 1780
Bairro: Taquaral
Cidade: Campinas
UF: SP
CEP: 13075-460
Telefone: (19) 3753.4100
 
Nome: Irmandade de Misericórdia de Taubaté
Cidade: Taubaté
UF: SP
 
Nome: Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba
Endereço: Avenida Independência, 953
Bairro: Centro
Cidade: Piracicaba
UF: SP
CEP: 13416-225
Telefone: (19) 3433.3322
 
Nome: Neo-Onco S/C Ltda
Endereço: Rua Paulo di Favari, 140
Cidade: S. Bernardo do Campo
UF: SP
CEP: 09618-100
Telefone: (11) 7664-2861
 
Nome: NUCLEON – Radioterapia e Física Médica
Endereço: Rua Washington Luís, 773
Bairro: Jardim Emília
Cidade: Sorocaba
UF: SP
CEP: 18030-270
Telefone: (15) 3232-3887
 
Nome: Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 896
Cidade: Araçatuba
UF: SP
CEP: 16015-000
Telefone: (18) 623-5548
 
Nome: Santa Casa de Misericórdia de Santos
Endereço: Avenida Dr. Cláudio Luiz da Costa, 50
Cidade: Santos
UF: SP
CEP: 11075-900
Telefone: (13) 3202-0600
 
Nome: Soc. Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – USP
Endereço: Rua Napoleão de Barros, 715
Bairro: Vila Clementino
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 04024-002
Telefone: (11) 5576-4356
 
Nome: Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência Santa Cruz
Endereço: Rua Santa Cruz, 398
Bairro: Vila Mariana
Cidade: São Paulo
UF: SP
CEP: 04122-000
Telefone: (11) 5080.2000
 
Nome: Sociedade Portuguesa de Beneficência
Endereço: Rua Tibiriçá, 1172
Cidade: Ribeirão Preto
UF: SP
CEP: 14010-090
Telefone: (16) 635-8444
 
Nome: Unidade Regional de Radioterapia e Megavoltagem
Endereço: Rua Capitão José Verdi, 1414
Bairro: Boa Vista
Cidade: S. José do Rio Preto
UF: SP
CEP: 15025-530
Telefone: (17) 232-8700
 

 

Nome: Centro de Radioterapia Rio de Janeiro
Endereço: Avenbida Presidente Kennedy, 490
Bairro: Centro
Cidade: Duque de Caxias
UF: RJ
CEP: 25010-000
Telefone: (21)26734633
 
Nome: Centro de Terapia Oncológica S/C Ltda
Endereço: Avenida Antônio Carlos, 1694
Cidade: Petrópolis
UF: RJ
CEP: 25625-070
Telefone: (24) 231-5101
 
Nome: Centro Radioterápico Gávea
Endereço: Rua João Borges, 204
Bairro: Gávea
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 22451-100
Telefone: (21) 2259-6097
 
Nome: Centro Universitário de Controle do Câncer
Endereço: Rua Felipe Camarão, 58
Bairro: Vila Isabel
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20511-010
Telefone: (21) 2587-6692
 
Nome: Clínica de Radioterapia de Ingá Ltda.
Endereço: Rua Presidente Pedreira, 27
Bairro: Ingá
Cidade: Niterói
UF: RJ
CEP: 24210-470
Telefone: (21) 2620-8401
 
Nome: Clínica de Radioterapia Osolando J. Machado
Endereço: Rua Bento Lisboa, 160
Bairro: Catete
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 22221-010
Telefone: (21) 3862.2358
 
Nome: Clínica São Carlos
Endereço: Rua Humaitá, 296
Bairro: Botafogo
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 22261-001
Telefone: (21) 2536-1300
 
Nome: Conferência São José do Avaí
Endereço: Rua Coronel Luiz Ferraz, 397
Bairro: Centro
Cidade: Itaperuna
UF: RJ
CEP: 28300-000
Telefone: (24) 824-4166
 
Nome: Hospital Central do Exército
Endereço: Rua Francisco Manoel, 126
Bairro: Benfíca
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20911-270
Telefone: (21) 3891-7250
 
Nome: Hospital dos Servidores do Estado – IPASE/RJ
Endereço: Rua Sacadura Cabral, 178
Bairro: Saúde
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20221-161
Telefone: (21) 2291-3131
 
Nome: Hospital Mário Kroeff — ABAC
Endereço: Rua Magé, 326
Bairro: Penha Circular
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 21020-130
Telefone: (21) 2136-9696
 
Nome: Hospital Mário Kröeff
Endereço: Rua Magé, 326
Bairro: Penha Circular
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 21020-130
Telefone: (21) 2136.9696
 
Nome: Hospital Naval Marcílio Dias
Endereço: Rua César Zama, 185
Bairro: Lins Vasconcelos
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20725-090
Telefone: (21) 2599.5599
 
Nome: Hospital São Vicente de Paulo
Endereço: Rua Dr. Satamini, 333
Bairro: Tijuca
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20270-233
Telefone: (21) 2563-2114
 
Nome: Hospital Universitário Gaffrée e Guinle
Endereço: Rua Mariz e Barros, 775
Bairro: Tijuca
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20.270-00
Telefone: (21) 2569.5925
 
Nome: Inst. Med. Nuclear e Endocrinologia C. Goitacazes
Endereço: Rua Conselheiro Otaviano, 129
Bairro: Centro
Cidade: Campos
UF: RJ
CEP: 28010-140
Telefone: (24) 2737.1500
 
Nome: Instituto Brasileiro de Oncologia – IBO
Endereço: Rua Marechal Niemeyer, 16
Bairro: Botafogo
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 22251-060
Telefone: (21) 2539-2585
 
Nome: Instituto de Ginecologia da UFRJ
Endereço: Rua Moncorvo Filho, 90
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20211-340
Telefone: (21) 2232-2970
 
Nome: Instituto de Oncologia e Radioterapia São Peregrino
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 1033
Bairro: Tijuca
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20530-001
Telefone: (21) 2571-6242
 
Nome: Instituto Nacional de Câncer – INCA – HCI
Endereço: Praça da Cruz Vermelha, 23
Bairro: Centro
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
CEP: 20230-130
Telefone: (21) 2506-6077
 
Nome: Instituto Oncológico de Nova Iguaçu
Endereço: Rua Barros Júnior, 1135
Bairro: Centro
Cidade: Nova Iguaçu
UF: RJ
CEP: 26215-070
Telefone: (21) 2668-2600
 
Nome: Oncotech Oncologia Ltda. S/C
Endereço: Rua Soares da Costa, 67 – sala 501
Bairro: Tijuca
Cidade: Rio de Janeiro
UF: RJ
Telefone: (21) 3872.4735
 
Nome: RADICLIN Sul Fluminense Oncologia e Radioterapia
Endereço: Rua 26, 3
Bairro: Vila Santa Cecília
Cidade: Volta Redonda
UF: RJ
CEP: 27260-270
Telefone: (24) 3342-0358
 
Nome: Serviço de Radioterapia e Isótopos de Niterói Ltda
Endereço: Rua Dr. Celestino, 26
Bairro: Centro
Cidade: Niterói
UF: RJ
CEP: 24026-900
Telefone: (21) 2622.1187
   

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

ORIENTAÇÃO

Durante a radioterapia, recomenda-se que o paciente passe por consultas periódicas semanais com o radioterapeuta. Estas revisões são importantes para orientações específicas para cada paciente.

O cigarro interfere negativamente também no processo de recuperação dos efeitos colaterais da radioterapia. A toxicidade do tratamento aumenta de maneira significativa, principalmente quando se trata regiões de cabeça e pescoço (mucosas).

A ingestão de álcool também deve ser evitada quando as mucosas orais ou intestinais estão no campo de tratamento.

No tratamento da mama, sem a associação com quimioterapia, o uso de álcool, com moderação, não teria interferências.

Deve-se evitar exposição ao sol da área que está sendo irradiada, pois teríamos um acúmulo de danos. Não que seja proibitivo, mas poderão surgir reações acima do esperado. A pele deve ser hidratada para facilitar a recuperação do dano causado pela radioterapia. Recomenda-se que os hidratantes tópicos não contenham álcool ou perfumes. Recuperada dos efeitos sofridos pela pele, a exposição solar está liberada, com protetores.

Quando a radioterapia atinge diretamente o aparelho digestivo, os sintomas como vômito e diarréia podem levar à desidratação. Além da hidratação oral, algumas vezes há necessidade de soro endovenoso.

Outros cuidados importantes incluem a alimentação adequada, pobre em fibras, evitar o uso de leite e derivados, alimentos gordurosos, frituras, alimentos com muitos condimentos e picantes.

Frente à complexidade do tratamento oncológico com radioterapia, vários profissionais participam de maneira decisiva para facilitar a recuperação destes pacientes. A equipe multidisciplinar é formada por fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais.

Dr. Sergio Esteves

Radioterapeuta do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (UNICAMP).

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

 

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos da radioterapia estão diretamente relacionados com a área a ser tratada. Como o efeito é acumulativo, espera-se o início das reações ao redor de três semanas de tratamento. Nesta fase começa se instalar um processo inflamatório e dependendo da estrutura envolvida, teremos os efeitos específicos.

 

Quando a área irradiada é a cerebral, pode haver queda de cabelos, leve dor de cabeça, tontura, alterações visuais e sonolência, entre outros. Ao tratar os tumores de cabeça e pescoço os sintomas mais freqüentes são boca seca, saliva espessa, perda do paladar ou alteração do mesmo, inflamação da mucosa, aparecimento de aftas, dificuldades de alimentação com dor ao deglutir e perda do apetite.

O tratamento de estruturas torácicas pode desencadear sintomas como tosse por irritação das vias aéreas (traquéia e brônquios) e dificuldades para alimentação pela inflamação do esôfago (esofagite).

No abdômen os sintomas comuns estão relacionados ao aparelho digestivo. Há aumento dos movimentos peristálticos levando a formação de gases, náuseas, vômitos, cólicas e diarréias.

A irradiação da pelve pode levar ao aparecimento de sintomas urinários como ardor à micção e aumento do ritmo urinário semelhante à cistite. O intestino baixo também sofre efeitos podendo causar colite e retite, cujo sintoma principal é a diarréia. Pacientes com tendências a hemorróidas podem apresentar piora do quadro. As reações de pele são mais intensas quando se tratam tumores de cabeça e pescoço, mama e tumores da própria pele. Nestas situações clínicas as doses são elevadas na pele e os efeitos se iniciam com a mudança na tonalidade da pele, ficando levemente avermelhada podendo ficar mais intensa em alguns casos. Outra possibilidade é da pele ficar mais escura, depende do tipo de pele do paciente. Passada esta etapa, prosseguindo com a radioterapia, inicia-se processo de descamação seca. Da descamação seca evolui para a descamação úmida, podendo formar bolhas e contrair infecções. Com este quadro o tratamento deve ser interrompido temporariamente e alguns cuidados dermatológicos devem ser tomados. Se por falta de orientação este paciente prosseguir com o tratamento pode chegar à necrose da pele.

A mama fica mais sensível durante a radioterapia, sendo comum os sintomas como pontadas ou mesmo aumento de volume (edema). Raramente necessitamos de analgésicos para controlar estes efeitos colaterais.

A radioterapia não deixa de ser uma agressão ao organismo, desta forma, é comum sintoma de fadiga durante o tratamento.

Os efeitos crônicos da radioterapia relacionam-se com fibroses e danos vasculares que podem resultar em redução da capacidade funcional dos órgãos, como exemplo a bexiga que pode perder a capacidade de acumular urina, tornando-se menos elástica.

A pele também pode perder a elasticidade, ficando com aspecto atrófico e apresentando pequenos vasos superficiais.

As pacientes que receberam tratamento na mama podem apresentar tardiamente o aumento de sua densidade tornando-a mais firme e com o volume um pouco menor do que a mama não tratada.

Dr. Sergio Esteves

Radioterapeuta do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (UNICAMP).

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

 

 

BRAQUITERAPIA

O prefixo braqui vem do grego, e significa curto, próximo, perto. Assim, a palavra braquiterapia foi criada para definir o tratamento com fonte de radiação, estando essa fonte muito próxima do tumor, às vezes em contato com ele, ou mesmo dentro dele. É um tipo de radioterapia que pode ser usada como tratamento exclusivo ou complementar à radioterapia externa em vários tipos de câncer, como por exemplo, de próstata, de colo uterino, de pulmão, de mama, entre outros.

 

Braquiterapia de Alta Taxa de Dose

A braquiterapia de alta taxa de dose é uma modalidade de braquiterapia em que se utiliza uma única fonte radioativa de 192Ir de alta taxa de dose, o que quer dizer que é capaz de fornecer uma alta dose de radiação aos tecidos num tempo curto. Fontes de baixa taxa de dose, por exemplo, levariam um tempo bem maior para fornecer a mesma dose. Apenas para se ter uma idéia, para o mesmo tipo de tratamento com baixa taxa de dose, era necessário que a paciente ficasse internada durante 4 dias com os aplicadores e as fontes colocados. O mesmo tratamento, com alta taxa de dose, não necessita de internação, e a paciente faz 2 aplicações diárias por 5 dias, sendo que o tempo de irradiação é da ordem de apenas 15 minutos em cada sessão.

Braquiterapia Intersticial no Tratamento Conservador

O tratamento conservador para o câncer de mama consiste em tentar se preservar ao máximo os aspectos da mama normal, como tamanho e forma. Para isso várias abordagens podem ser feitas, envolvendo cirurgia para retirada do tumor, e radioterapia para esterilização do leito tumoral e da possível doença residual.

A braquiterapia no tratamento conservador do câncer de mama entra como a modalidade de radioterapia utilizada para esterilização do leito tumoral e possível doença residual.

Indicações

A braquiterapia intersticial para câncer de mama deve ser indicada apenas para pacientes de baixo risco. O objetivo é evitar o reaparecimento da doença devido a uma falha no tratamento. Alguns fatores devem ser considerados como, por exemplo, a localização do tumor e o quanto ele está espalhado, se o tumor tem resposta positiva ou negativa para hormônios, fatores genéticos, tamanho e forma do tumor, bem como sua velocidade de multiplicação, e alguns marcadores biológicos.

Critérios de Seleção

  • Paciente com mais de 50 anos e que esteja em pós-menopausa.
  • Tumor menor ou igual a 3 cm e com um único foco.
  • Linfonodos negativos para a presença da doença ou, se positivos, até um máximo de 3 linfonodos.

Benefícios da Braquiterapia

A braquiterapia é uma alternativa à irradiação externa de toda a mama, pois permite que a radiação seja aplicada dentro da mama, no local da lumpectomia. Essa técnica assegura que a maior dose de radiação possível será dada justamente onde ela é mais necessária, ao mesmo tempo em que a dose de radiação que atinge as estruturas vizinhas sadias, como arcos costais, pulmão, coração e o tecido sadio da mama é bastante reduzida.

Outro benefício é o resultado cosmético do tratamento, ou seja, o aspecto da mama após o tratamento, já que é um tratamento que não mutila a paciente e, portanto permite uma recuperação mais rápida, inclusive do ponto de vista psicológico. Além disso, pode ser realizado no curso de uma semana com aplicações 2 vezes ao dia, ao contrário da irradiação externa, que chega a levar 6 semanas.

Efeitos Adversos

Alguns efeitos adversos da braquiterapia são infecção, necrose gordurosa, fibrose, eritema, edema, telangiectasia e alterações na pigmentação da pele. A paciente deverá informar-se com seu médico a respeito das probabilidades de ocorrência desses efeitos.

Implante Intersticial

Inicialmente é realizado um bloqueio anestésico do quadrante do tórax que sustenta a mama a ser implantada. Com o auxílio da ultra-sonografia, identifica-se a cavidade deixada pela retirada do tumor. O líquido existente na cavidade será aspirado com uma seringa, e um líquido radio-opaco conhecido como contraste será injetado no lugar, de modo a auxiliar o médico a identificar a área de colocação das agulhas no exame de mamografia. Isso pode ser desnecessário caso a cavidade da lumpectomia tenha sido marcada com clipes metálicos durante o procedimento cirúrgico de retirada do tumor, uma vez que esses clipes serão visíveis nas radiografias realizadas para o cálculo do tratamento.

A seguir, passa-se a colocação das agulhas ou dos cateteres de braquiterapia. A mama é lavada com uma solução anti-bacteriana para prevenir infecção. A paciente é colocada em posição adequada para a colocação das agulhas ou cateteres, decúbito dorsal ou frontal, de modo que a mama permaneça suspensa por uma abertura na mesa para permitir o acesso do médico. Um template plástico ou metálico será aplicado à mama. Esse template consiste de um arranjo de duas placas que formarão uma espécie de sanduíche recheado pela mama, comprimindo-a de modo a obter um volume aproximadamente retangular. As placas do template contêm furos dispostos regularmente, para guiar a colocação das agulhas ou cateteres de forma o mais paralela possível ao redor da cavidade da lumpectomia.

O próximo passo é a colocação das agulhas pelo médico radioterapeuta. Essas agulhas são do tipo abertas nas duas extremidades. Depois de colocadas, o médico passará um cateter plástico pelo interior de cada uma, retirando-as depois e deixando os cateteres, que serão fixados com a ajuda de botões que travam a movimentação dos cateteres ficando encostados na superfície externa da pele da mama.

Uma vez colocados os cateteres, a paciente passará às mãos de um físico médico, que auxiliado por outros físicos médicos ou pelo pessoal de enfermagem, irá proceder à obtenção das imagens necessárias para realização do planejamento computadorizado e do cálculo do tempo de permanência da fonte radioativa dentro de cada cateter. As imagens podem ser pares de radiografias em vistas antero-posterior e lateral, ou uma tomografia computadorizada do tórax, ou ambos. De posse das imagens, o físico médico irá realizar o planejamento no computador, verificando as posições de parada da fonte e buscando uma configuração que resulte no volume mais homogêneo e reduzido possível que seja capaz de englobar a cavidade da lumpectomia com uma margem de 2 cm ao redor dela. O resultado desse estudo será discutido com o médico radioterapeuta, e ambos deverão avaliar tanto o volume de tratamento e a sua homogeneidade e uniformidade, como também as doses de radiação recebidas pelas estruturas na vizinhança da cavidade, em especial a pele.

Uma vez aprovado o planejamento, passa-se à realização das sessões de tratamento, onde os cateteres flexíveis serão conectados através de tubos de transferência ao robô que controla a exposição da fonte radioativa, para execução da programação definida. A fonte radioativa será liberada pelo robô, entrará no primeiro cateter, e ficará estacionada nas posições programadas nos respectivos tempos de irradiação calculados. Em seguida será recolhida, e novamente liberada para entrar no cateter seguinte e executar a programação do mesmo, e assim sucessivamente, até que todos os cateteres tenham tido sua respectiva programação executada. Cada sessão de tratamento levará em torno de 10 a 20 minutos de irradiação, e será indolor, porém a paciente deverá permanecer sozinha na sala nesse momento, uma vez que os profissionais envolvidos não devem ser irradiados desnecessariamente. Serão 2 sessões por dia de tratamento, com um intervalo mínimo de 6 h entre cada uma, começando provavelmente na 2ªf pela manhã e terminando na 6ªf à tarde.

Após a realização da última sessão de tratamento, os cateteres serão retirados pelo médico radioterapeuta na própria sala de tratamento, sem necessidade de anestesia. A retirada dos cateteres causa pouco sangramento nos furos deixados, e a paciente provavelmente será liberada para ir embora ao mesmo dia. A pele cicatrizará normalmente, deixando pequenos vestígios dos furos, que deverão desaparecer por completo ao longo do tempo, proporcionando um resultado cosmético de ótima qualidade.

Comentários sobre os Implantes Intersticiais de Mama no contexto dos Possíveis Tratamentos Conservadores da Mama

O texto abaixo é uma tradução livre feita a partir da conclusão do artigo: Partial breast irradiation: revolution or evolution? J.M. Hannoun-Levi, e col. Câncer Treatment Reviews, 30: 599-607.

Irradiação Parcial da Mama: Revolução ou Evolução?

“Após 20 anos de investigações, já está bem estabelecido que o tratamento radio-cirúrgico conservativo para o câncer de mama é equivalente à mastectomia; entretanto, qual é o ganho real obtido dessa mudança gradual no tratamento do câncer de mama? Aumento no controle local? Não. Aumento na sobrevida? Não. Decréscimo no custo do tratamento? Talvez. Aumento na qualidade de vida? As diferentes análises sobre qualidade de vida aplicadas durante estudos randomizados de fase III comparando mastectomia versus tratamento radio-cirúrgico conservativo falharam em mostrar qualquer diferença significativa entre as duas abordagens em termos de ajuste psicológico ou qualidade de vida. Entretanto, a sexualidade e a imagem do corpo, especialmente em mulheres mais jovens, foram significativamente melhores no braço do estudo que contém o tratamento conservativo. Vinte anos depois, o tratamento conservativo não substituiu a mastectomia, mas mastectomia e tratamento conservativo são usados em conjunto para tratar diferentes subgrupos de pacientes e as características de cada subgrupo são agora bem conhecidas. A irradiação parcial da mama produziu resultados preliminares encorajadores em termos de controle local e resultados cosméticos. Entretanto, temos que considerar esses resultados muito cuidadosamente, porque sabemos que um segmento extenso é necessário para definir não apenas a taxa de recorrência no leito tumoral tanto quanto em qualquer outra parte na mama tratada, mas também os efeitos na qualidade de vida e no uso dos recursos de saúde. A irradiação parcial da mama somente deve ser realizada em pacientes envolvidas em provas clínicas controladas, e não considerado como um padrão no tratamento conservativo da mama. A irradiação parcial da mama não substituirá a irradiação total da mama usada para tratamento conservativo, mas poderá ser considerada como uma nova estratégia terapêutica para câncer de mama dedicada a um subgrupo de pacientes bem definido com um baixo risco de recorrência local, de modo a obter benefício das reais vantagens desse interessante procedimento.”

Márcio Tokarski Pereira

Físico Médico do Centro de Engenharia Biomédica da UNICAMP e Supervisor de Radioproteção do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da UNICAMP.

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

RADIOBIOLOGIA

A radiobiologia é considerada a farmacologia da radioterapia, melhor esclarecendo, é a área da radioterapia que estuda todos os efeitos causados pela radiação ionizante no organismo. Para a radiação ser considerada ionizante é necessário que a mesma possua uma energia mínima necessária para quebrar a molécula de água e formar radicais livres (íons) e estes pelo fato de serem altamente reagentes, interagem com o núcleo da célula levando à morte celular. A energia mínima da radiação para ionizar o meio é de 10 kV, justamente a energia dos raios ultravioletas. Motivo pelo qual orientamos evitar a exposição ao sol no período das 10 às 16h, período em que ficamos expostos a esta radiação. Sendo assim, a mesma radiação utilizada para tratar câncer pode ser causadora do câncer? Exatamente isso, porém a radiação ionizante não é tão cancerígena quanto se imagina. O risco de um paciente portador de câncer que foi submetido à radioterapia desenvolver um segundo tumor pela radiação recebida está abaixo de 1%. E qual o período médio para surgir a segunda neoplasia? Fica ao redor de 15 anos. Ora, se conseguirmos fazer com que um paciente portador de câncer tenha a sobrevida de 15 anos estaremos muito satisfeitos e chegando lá, o risco de tumor estiver abaixo de 1%, vale a pena o risco.

Ao interagir com o tecido, a radiação desencadeia uma série de processos físicos, químicos e biológicos que podem determinar diferentes efeitos dependendo da dose administrada, do esquema de fracionamento, do tempo de tratamento e do tipo de tecido que foi exposto.

Consideramos radiossensíveis aquelas células que são danificadas com baixas doses de radiação. Geralmente são grupos celulares com grande proporção de células em fase de duplicação. Como exemplo existem as células das mucosas, células dos linfomas, leucemias, células germinativas, entre outras.

Quando a célula é atingida pela radiação ionizante pode acontecer três coisas:

  • Morte celular, efeito sofrido tanto pela célula normal quanto a tumoral, embora a tumoral seja mais sensível na maioria das vezes.
  • Dano subletal, onde o efeito não foi suficiente para levar à morte da célula, há possibilidade de recuperação deste dano e também acontece tanto com as células normais quanto tumorais.
  • Nenhum dano. A radiação passa pela célula sem fazer qualquer efeito.

A radioterapia normalmente é realizada de forma fracionada. Para um tratamento convencional realizam-se em média de 25 a 30 aplicações, sendo uma por dia e cinco vezes por semana. Este fracionamento não é realizado de maneira aleatória. Existem motivos para isso:

  • Ao fracionar o tratamento com doses pequenas ao dia, conseguimos que as células normais que sofreram dano subletal consigam se recuperar do mesmo entre uma fração e outra de radioterapia. Esta capacidade de recuperação do dano é maior entre as células normais. Desta maneira, quando for realizada a segunda fração, a célula normal que sofreu o dano estará recuperada e o mesmo não acontecerá com a célula tumoral. Para esta, a segunda fração de radioterapia irá contribuir para o acúmulo de danos até levá-la a morte.
  • Para que o dano causado pelo radical livre ao DNA da célula se consolide, é muito importante a presença do oxigênio. Assim, os tumores bem oxigenados respondem melhor à radioterapia do que os pouco oxigenados. O tumor possui áreas bem oxigenadas, geralmente localizadas na periferia do tumor e áreas com baixo índice de oxigenação que são mais centrais.  Quando o tumor recebe o efeito da radioterapia, as células periféricas morrem mais do que as centrais. O intervalo entre uma fração e outra do tratamento permite que o oxigênio que era utilizado por esta célula que morreu seja desviado para as células com baixa concentração de oxigênio. Portanto, numa fração seguinte do tratamento teremos maior número de células oxigenadas, conseqüentemente mais sensíveis à radiação.
  • Existe um equilíbrio numérico entre as células nas diferentes fases do ciclo celular. Estas fases se diferem em relação à sensibilidade à radiação, ou seja, existem as mais sensíveis e as menos sensíveis. Com uma fração de radioterapia, as células da fase mais sensível morrem mais do que as das outras fases. Ocorre o desequilíbrio numérico que volta a se restabelecer entre uma fração e outra do tratamento. Na próxima fração haverá novamente número maior de células na fase mais sensível do ciclo celular.
  • À medida que as células do ciclo celular morrem mais, começa a ocorrer o recrutamento de células que se encontravam em repouso. Desta maneira, o fracionamento faz com que as células caminhem das fases mais resistentes para as mais sensíveis do ciclo proporcionando um ganho terapêutico.

Todos estes processos citados acima, também conhecidos como os “Rs” da radiobiologia (Reparo, Reoxigenação, Redistribuição, Repopulação), ocorrem de maneira simultânea e em última análise pode-se afirmar que o fracionamento contribui para o reparo das células normais que sofreram o dano subletal como também para aumentar a sensibilidade do tumor à radiação.

 

Resposta dos Tecidos

Cada tecido do corpo humano responde de maneira específica à radiação. A resposta depende da forma como a radiação é administrada, ou seja, a dose total utilizada, a dose por fração, o volume da área tratada entre outras. Quando a radioterapia é associada à quimioterapia, espera-se maior sensibilidade dos tecidos pela maior dificuldade de reparo do dano subletal sofrido pelas células normais.

Os tecidos que apresentam alta taxa de duplicação celular (ex. mucosas) são mais sensíveis à radiação porque têm mais células nas fases sensíveis do ciclo. Enquanto que os tecidos que não duplicam (ex. músculos) são considerados resistentes.

Pacientes portadores de algumas doenças reumáticas como esclerodermia e lúpus apresentam maior sensibilidade à radiação, muitas vezes sendo contra-indicadas para estes pacientes.

A resposta à radiação pode ser dividida em aguda e tardia. A aguda relaciona-se com o processo inflamatório inicial e a tardia depende da intensidade deste dano inicial. Caso tenha sido um dano leve, há recuperação completa do mesmo. Se o dano for severo, ficará estabelecida alguma seqüela que pode ser desde uma fibrose até aderências, úlceras ou mesmo necrose.

Efeito sobre os Órgãos e Níveis de Tolerância

Trata-se de um assunto muito abrangente, mas algumas noções exemplificadas podem auxiliar no entendimento. Vale ressaltar que todo tratamento de radioterapia é exaustivamente analisado pelos dosimetristas, físicos e médicos que têm por princípio lesar o tumor ou a área de risco e proteger ao máximo as estruturas normais. Quando não é possível protegê-las, a dose administrada fica em níveis de tolerância do órgão. As piores conseqüências como falência dos órgãos por efeito da radiação são sempre evitadas.

Existem estruturas no corpo humano que são muito sensíveis à radiação, como o cristalino que tolera níveis baixos de radiação (500 cGy). Ultrapassando este nível de dose poderá desenvolver catarata. Outro exemplo de estrutura sensível é o ovário. Dependendo da idade da paciente, doses ao redor de 800cGy são suficientes para levar à menopausa.

Ao irradiar o abdômen dos pacientes devemos estar atentos para alguns órgãos como os rins e o fígado. As doses de tolerância ficam ao redor de 2000 cGy e 2500 cGy respectivamente. Doses acima destes valores podem levar à insuficiência renal e hepática.

A medula espinal tolera doses ao redor de 4500 a 5000 cGy dependendo da extensão da medula que está sendo irradiada. Doses elevadas podem levar à paraplegia ou tetraplegia dependendo do nível que foi irradiado (torácico/cervical).

Os pulmões são muito sensíveis à radioterapia, doses de 1800 cGy podem fazer com que o seguimento irradiado perca a capacidade de troca gasosa. Sendo assim, quando tratamos pacientes portadores de tumores pulmonares, a área tratada perde a função, pois utilizamos doses acima da tolerância. Daí a importância do tratamento o mais localizado possível. O coração tem tolerância maior (4500 cGy), mas deve ser poupado sempre, pois os danos causados nas coronárias podem aparecer vários anos depois na forma de infarto.

Ao irradiar a pelve, a bexiga (tolerância de 6500 cGy), o reto (tolerância de 6000 cGy) e as alças intestinais devem ser estrategicamente protegidos. Quanto menor a dose e o volume de órgão irradiado menor será o efeito agudo e conseqüentemente haverá menor efeito tardio.

Quando a radioterapia é utilizada em crianças, devemos estar atentos em relação aos ossos. A radioterapia inibe o crescimento ósseo na área irradiada, podendo causar deformações graves.

Dr. Sergio Esteves

Radioterapeuta do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (UNICAMP).

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

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