ARTIGOS MÉDICOS 6

O quadro abaixo resume os cuidados que você deve ter daqui para sempre.

Imprima ou copie e deixe sempre a vista até que se torne hábito.

Cuidados com a pele:

  • Qualquer lesão acidental deve ser imediatamente lavada com água e sabão;
  • Abandone o hábito de tirar as cutículas, apenas empurre-as;
  • Evite desodorante com álcool e àqueles com ação antitranspirante;
  • Utilize água morna e sabonete neutro no banho;
  • A depilação da axila do lado operado deve ser realizada com aparelhos que cortem os pelos e não puxem. Você pode também corta-los com uma pequena tesoura.
  • Evite aplicação de vacinas ou injeções, coleta de sangue, acupuntura, medição de pressão e até mesmo a quimioterapia no braço do lado operado.
  • Hidrate o braço e o local cirúrgico (após completa cicatrização) sempre que necessário, mas pelo menos após o banho.

Vera Lúcia Miranda
Fisioterapeuta e Fisiologista do Exercício, Especialista em Linfedema, Membro da Sociedade Brasileira de Flebologia e Linfologia  oncoguia

 

 

Será que é Linfedema?


Pode acontecer. Apesar de tomar todos os cuidados e seguir as recomendações médicas, você tem notado que o seu braço do lado operado – recentemente ou há algum tempo – parece maior do que o outro ou um pouco dolorido, mais pesado…

Por coincidência ou não, você leu alguma coisa sobre Linfedema pós-mastectomia e acredita que possa ser o seu caso? O que fazer agora? Esperar alguns dias? Procurar um massagista? Passar aquela pomada que a vizinha jura que irá resolver? Entrar em depressão e acreditar que essas coisas só acontecem com você mesma?

Não caia em tentação. É muito normal querermos acreditar em soluções fáceis e milagrosas ou nos entregarmos a fatalidade. O primeiro passo lógico e acertado é procurar o seu médico, de preferência aquele que a acompanhou na época da cirurgia. Ele saberá o que fazer e a encaminhará para um Médico Especialista e/ou para um tratamento adequado.

Nem sempre um conjunto de sintomas determina um diagnóstico. Existem problemas reumatológicos, ortopédicos, vasculares entre outros que podem ter sintomas comuns. Somente o médico poderá fazer o diagnóstico.

Linfedema. E agora?

Se você recebeu o diagnóstico de linfedema…

Existe tratamento e isto já é um bom começo, não é mesmo? O tratamento promove o controle do linfedema, ou seja, mantém a região acometida com tamanho o mais próximo possível do normal.

O médico indicará o tratamento mais adequado ao seu caso e muito provavelmente solicitará tratamento fisioterapêutico.

A técnica fisioterapêutica mais aceita e empregada e que obtém os melhores resultados atualmente, tanto no tratamento como na prevenção do linfedema é a LINFOTERAPIA (ou TERAPIA FÍSICA COMPLEXA) que utiliza recursos como: linfodrenagem manual, enfaixamento compressivo funcional e exercícios terapêuticos específicos, cuidados com a pele, automassagem linfática e uso de contenção elástica. O tratamento é dividido em duas fases: a primeira mais intensa objetiva a redução máxima do edema e a segunda fase visa a manutenção da redução obtida na primeira fase.

Em nosso próximo encontro conversaremos um pouco mais sobre cada um desses recursos em cada fase do tratamento. Se você desejar poderá entrar em contato conosco, teremos um grande prazer em esclarecer suas dúvidas.

Um abraço e até lá!

Vera Lúcia Miranda
Fisioterapeuta e Fisiologista do Exercício, Especialista em Linfedema, Membro da Sociedade Brasileira de Flebologia e Linfologia

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