A Descoberta

 

 

ADOLESCENTES

 

A situação também pode ser difícil para os adolescentes. É possível que eles se sintam obrigados a ficar mais tempo em casa exatamente quando estão procurando sua própria independência e a impossibilidade de conciliar as duas coisas acaba gerando neles sentimento de culpa.

Ter de assumir mais responsabilidades em casa num momento em que estão começando a descobrir o mundo por conta própria e com relacionamentos que vão além da família também pode ser difícil para eles. É preciso assegurar que eles continuem tendo tempo suficiente para os amigos, hobbies e trabalhos escolares. Eles devem ser encorajados a falar dos sentimentos e medos com os amigos e pares e o paciente deve mostrar que continua tendo o mesmo interesse de antes por suas atividades, anseios, alegrias e tristezas.

O paciente pode querer dar a notícia a seus filhos ou preferir que um familiar ou amigo da família faça isso. O importante é que seus filhos se sintam à vontade para fazer perguntas e expressar seus sentimentos. Para eles, lidar com a incerteza é muito mais difícil do que lidar com a verdade. No início eles podem não entender bem o que está ocorrendo. Deve-se voltar a falar no assunto de forma simples e natural. Quando as dúvidas deles aparecerem, o ideal é responder de forma simples e direta. É importante observar as conversas e brincadeiras. Elas podem estar querendo dizer alguma coisa.

 

 

VIVER COM CÂNCER

 

A maioria das pessoas portadoras de câncer descobre que aprender mais sobre a doença e o respectivo tratamento faz com que elas se sintam menos impotentes. Saber o que esperar ajuda a tornar o problema menos assustador. O melhor interlocutor para falar sobre a doença é o médico ou enfermeira, mas existem muitos livros e páginas na Internet onde é possível obter informações por conta própria.

 

É útil pedir ao médico uma relação de endereços onde obter informações confiáveis sobre grupos de pacientes ou grupos de apoio. É preciso uma postura seletiva na busca por informações e privilegiar aquelas que são fornecidas por instituições de reconhecida competência, pois o excesso de dados também gera confusão e incertezas.

 

Um diagnóstico de câncer afeta cada família de um modo diferente. Quando uma pessoa fica doente, os outros podem querer executar todas as tarefas que habitualmente são partilhadas. Essa atitude gera desgaste físico e emocional, já que a família como um todo precisa de força e apoio. O ideal é perguntar o que cada um consegue fazer e o que acha que não consegue. Pode-se pensar na contratação de alguém, seja para auxiliar nas tarefas domésticas ou lidar diretamente com a doença.

 

Outra saída é elaborar, junto com a família, uma lista de prioridades, descartando atividades desnecessárias e deixando para segundo plano as que não são essenciais. Fazer uma lista desse tipo geralmente resulta em surpresa, pois acaba-se descobrindo que muitas vezes as pessoas se empenham em coisas que são, na verdade, totalmente dispensáveis ou pouco importantes, mas que acabam por consumir tempo e energia.

 

Às vezes torna-se necessário mudar de papéis para acomodar a nova situação. Em alguns casos, isso significa, por exemplo, que as crianças terão de assumir mais responsabilidades. Se não forem muito pequenas, tarefas simples como dobrar e guardar o pijama pela manhã, ajudar a pôr ou tirar a mesa, arrumar seus brinquedos, trazer um copo de água ou buscar os chinelos podem torná-los mais envolvidos e menos negligenciados. Se isso acontecer, o ideal é pedir ajuda aos amigos ou aos outros membros da família, guardar algum tempo todos os dias para passear com as crianças e fazer algo de que elas gostem, coisas simples como ler uma história ou jogar um jogo.

 

Uma dieta saudável e equilibrada é fundamental para manter as forças quando se está doente. Se o paciente sentir reações adversas provocadas pelo tratamento contra o câncer, deve procurar sugestões para como aliviar essas reações na seção Dicas.

QUEM TRATA DO PACIENTE

 

 

Tratar de alguém com câncer é uma responsabilidade difícil, emocionalmente pesada e, possivelmente, uma tarefa solitária. É provável que o cuidador tente esconder seus sentimentos da pessoa doente para não causar perturbações. Falar com alguém alheio ao paciente pode ajudar. Existem diversas organizações de pacientes e familiares capazes de oferecer apoio emocional e prático.

 

Quem trata do paciente deve lembrar-se também de tratar de si mesmo. Cuidar de alguém pode ser cansativo, por isso é preciso ter muita atenção para não exagerar e também ficar doente. Buscar a máxima honestidade consigo mesmo para avaliar as suas próprias possibilidades e procurar ajuda se julgar necessário, sem sentir que está desapontando a pessoa amada.

 

Algumas sugestões para auto-ajuda:

• Fazer sempre pelo menos uma boa refeição por dia.

• Fazer exercícios regularmente – vai ajudar e dar mais energia.

• Manter contato regular com pessoas fora de casa e partilhar seus sentimentos com os amigos.

• Consultar o médico imediatamente se não se sentir bem.

• Guardar algum tempo para fazer algo que dê prazer todos os dias.

• Reconhecer os sinais de estresse, como insônia, dores de cabeça e problemas digestivos.

• Procurar identificar técnicas de relaxamento ou massagens que sejam agradáveis.

• Fazer algum tipo de exercício ou caminhadas mesmo que rápidas. A mudança de ambiente melhora o bem-estar e traz mais energia.

• Fazer pausas e descansar da tarefa de cuidador durante alguns dias.

• Esforçar-se por manter o corpo e a mente saudáveis.

• Cuidar bem da higiene pessoal.

• Cuidar bem de aparência.

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