REPOSIÇÃO HORMONAL

 

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL BIOIDÊNTICA (TRHB)

 

Expectativa de vida

 

                        No Império Romano, a expectativa de vida da mulher era de 25 anos. Hoje, essa expectativa é de 75 anos de idade, em média. Antigamente, poucas mulheres viviam além da menopausa; atualmente, elas não apenas vivem, mas têm condições de viver cada vez melhor.

 

POR QUE TRATAR A MENOPAUSA

 

                        Mesmo sendo um fenômeno natural, o tratamento da menopausa é recomendado para melhorar a qualidade de vida, minimizar eventuais desconfortos e oferecer manutenção preventiva para a saúde da mulher.

                        Além da prevenção dos sintomas de curto e de longo prazo, o tratamento proposto envolve  atenção às condições emocionais, à atividade sexual, à preservação das condições mentais e da estética feminina, tornando-se mais seca e enrugada, que pode ser suprida com cuidados especiais.

 

QUANDO INICIAR

 

                        É bom começar a se preparar para a menopausa por volta dos 40 anos de idade, com exames e, talvez, um início de apoio hormonal. Normalmente, quando a menstruação se torna irregular, é hora de iniciar o controle hormonal.

 

EXAMES NECESSÁRIOS

 

                        Não só para iniciar a reposição hormonal, mas como medida preventiva, a mulher deve fazer periodicamente:

 

                        – exames ginecológicos e clínico de mama;

                        – exames radiológicos das mamas (mamografia), para identificar qualquer lesão que o médico não tenha percebido e que possa aumentar em razão do desequilíbrio hormonal;

                        – ultra-sonografia, para observar o ovário e o útero; e

                        – densitometria óssea, por meio da qual se pode ter uma noção de outras carências, além das hormonais.

 

POR QUE COMEÇAR COM PROGESTERONA?

 

                        A progesterona é o hormônio cujos níveis caem substancialmente no climatério. Enquanto os estrógenos se mantêm em cerca de 50% de seus níveis normais (ou acima disso, se a mulher for obesa), o nível de progesterona diminui em muito no organismo.

                        O ideal é que o médico conheça o perfil hormonal que a mulher tinha antes do climatério. Assim, ele poderá manter as concentrações de hormônios a que o corpo dela estava acostumado e o ciclo menstrual, em geral, pode normalizar-se durante um período.

                        O tipo e a quantidade dos hormônios utilizados na reposição são determinantes para que o corpo volte a funcionar como antes, quando tinha a sua própria produção hormonal.

 

DOSAGEM HORMONAL

 

                        Há duas formas para se detectar a quantidade de hormônios existentes no organismo: testes de sangue e de saliva, em situações em que o teste é disponível. O teste de sangue tem particularidades que não podem, em hipótese alguma, deixar de ser consideradas na interpretação de seus resultados.

                        Para melhor compreensão, vamos comentar mais detalhadamente o exame de sangue. Isso nos ajudará, depois, a compreender também o exame da saliva.

 

EXAME DE SANGUE

 

                        Os exames de sangue usados para medir tanto a progesterona quanto os demais hormônios sexuais mostram a concentração desses hormônios no plasma ou no soro sangüíneo (plasma sem os fatores sangüíneo de coagulação). Porém, da concentração de progesterona encontrada no sangue, apenas 2 a 5% são de progesterona ativa, ou seja, que pode ligar-se facilmente aos receptores para hormônios nas células e cumprir sua função. O restante está ligado a proteínas e vai para o fígado, para ser secretado na bílis.

 

Entendendo o mecanismo:

 

                        – Exames de sangue mostram a concentração dos hormônios no plasma ou no soro sangüíneo

-Plasma e soro são aquosos, portanto, não contêm substâncias lipossolúveis (solúveis em gordura), mas apenas, hidrossolúveis (solúveis em água). Como você sabe, água e óleo não se misturam.

– Hormônios sexuais são esteróides lipossolúveis, como é o colesterol.

– Como moléculas lipossolúveis não se dissolvem em meio aquoso, para circular no sangue elas ligam-se às proteínas e, assim, tornam-se lipoproteínas (gordura + proteína), que são solúveis em água.

– Quando um exame mede o colesterol no plasma, por exemplo, está medindo, na verdade, o colesterol combinado com proteína, que é solúvel em água.

Da mesma forma, quando um exame mede a progesterona no plasma, está medindo a progesterona combinada principalmente com proteína e, portanto, indisponível para os receptores de progesterona existentes nas células.

– Nos receptores para hormônios sexuais só se encaixam substâncias lipossolúveis.

 

CONCLUSÃO:

                        Diante disso, conclui-se que, como a maioria da progesterona produzida pelos ovários e presente no sangue é hidrossolúvel, pois está combinada com proteína, e como os receptores para progesterona nas células são perfeitos para receber progesterona, que é lipossolúvel, então, a maioria da progesterona presente no sangue não está disponível para os seus receptores; logo, não exerce a sua função no organismo. Assim sendo, os exames que medem o nível de hormônios sexuais no sangue proporcionam resultados aproximados, não informando a quantidade de hormônio ativo, lipossolúvel, de que o organismo dispõe.

 

EXAME DA SALIVA

 

                        O teste da saliva, ainda não rotineiro em muitos centros médicos, é a melhor forma de medir a quantidade de hormônios ativos, presentes no corpo da mulher.

                        A saliva não é composta só de água, como se pode pensar. Trata-se de uma solução com muitos componentes, capazes de dissolver tanto moléculas lipossolúveis quanto hidrossolúveis. Visto que as moléculas de hormônios lipossolúveis, como a progesterona ativa, se dissolvem naturalmente na saliva, da análise desta temos um parâmetro mais preciso da concentração desse hormônio na sua forma ativa, no organismo.

 

EQUÍVOCOS DA REPOSIÇÃO HORMONAL

 

                        O objetivo da reposição hormonal é restabelecer o nível dos hormônios no corpo da mulher, de forma fisiológica. O segredo disso está, principalmente, no equilíbrio entre progesterona e estrogênio.

                        Aplicando-se o teste hormonal da saliva em grupos de mulheres que ovulam regularmente, detecta-se uma faixa característica de progesterona que se situa entre 0,3 e 0,5 nanograma de progesterona por mililitro de saliva. O ideal é que a reposição hormonal mantenha esses valores.

                        Se, na menopausa, só faltasse estrogênio ao organismo da mulher, seria lógico tê-lo como base do tratamento. No entanto, como já falamos, os níveis de estrogênio se reduzem em 40 a 50%, enquanto os de progesterona caem muito mais. Logo, é importante identificar rapidamente qual é o nível de deficiência hormonal da mulher e fazer a reposição adequadamente.

                        Em geral, é preciso iniciar a reposição hormonal com progesterona bioidêntica associada a quantidades mínimas de estrogênios, respeitando-se as proporções fisiológicas desse grupo de hormônios (estrona, estradiol e estriol), e não em apenas uma de suas formas

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