REPOSIÇÃO HORMONAL

PROGESTÁGENO – O VILÃO DA HISTÓRIA

 

                        A afirmação de que progestágenos têm poucos efeitos colaterais desagradáveis ou quase não os têm, pode e deve ser contestada.

 

                        A Dra Lynette J.Dumble, pesquisadora sênior do Departamento de Cirurgia da Universidade de Melbourne, no Melbourne Royal Hospital, Austrália, acredita que o único propósito da reposição hormonal com hormônios não-bioidênticos, sintéticos, é criar um mercado comercial altamente rentável, e que os supostos benefícios desse tipo de reposição não têm nenhuma comprovação. Ela acredita que essa reposição hormonal não apenas agrava os autais problemas de saúde, mas também contribui para acelerar o processo de envelhecimento na mulher, pois acelera o surgimento de outras doenças e piora as já existentes.

 

DA DEFICIÊNCIA À PREDOMINÂNCIA ESTROGÊNICA

 

                        Quando há pouca progesterona no organismo, a administração de doses excessivas de estrogênio acaba induzindo à diminuição na sensibilidade dos receptores estrogênicos, podendo acarretar uma deficiência estrogênica paradoxal: mais estrogênio com menos efeito estrogênico. A deficiência estrogênica, equivocadamente, é considerada a causa de muitos dos clássicos sintomas da menopausa.

                        De acordo com Dr Lee, uma das funções da progesterona é restaurar a sensibilidade dos receptores estrogênicos. Contudo, enquanto a progesterona estiver sendo administrada, deve-se reduzir gradualmente a administração de estrogênio para evitar o desenvolvimento de sintomas de predominância estrogênica.

 

PROGESTERONA VERSUS  PROGESTÁGENO

 

                        A substituição do acetato de medroxiprogesterona (progestágeno) por progesterona bioidêntica diminui sintomas relacionados com a menopausa. Os preogestágenos estão intimamente relacionados a complicações de pacientes durante terapias de reposição hormonal.

Pesquisadores da Clinica Mayo, em Rochester, EUA, realizaram um estudo com 176 mulheres, usando progesterona bioidêntica durante períodos de um a seis meses: 80% das mulheres disseram estar plenamente satisfeitas com esse tipo de reposição e mais de 65% delas relataram melhora em relação à reposição com o progestágeno acetato de medroxiprogesterona.

Sintomas vasomotores melhoram em 50% das mulheres; ansiedade e depressão, em 45%; e outros sintomas somáticos, em 32%. As mulheres também relataram melhora no sono, nos distúrbios menstruais, cognitivos e sexuais.

Os autores concluíram que a qualidade de vida proporcionada pela progesterona bioidêntica foi superior à proporcionada pelo acetato de medroxiprogesterona.

 

MENOPAUSA POR HISTERECTOMIA (COM RETIRADA DOS OVÁRIOS)

 

                        Quando uma mulher se submete à retirada do útero e ovários, entra em menopausa súbita. Em casos de remoção apenas do útero, observa-se que a menopausa é antecipada em cerca de dois anos.

                        A epidemia de cirurgias de retirada de útero que surgiu em decorrência do aumento de miomas, em grande parte provocados pela predominância estrogênica, faz muitas mulheres entrarem na menopausa antes do que seria normal.

 

HISTERECTOMIA: NECESSIDADE QUESTIONÁVEL

 

                        De acordo com o D. Stanley West, reconhecido especialista em fertilidade, chefe de endocrinologia reprodutiva no St. Vincent´s Hospital, de Nova Iorque, e  autor do livro The Hysterectomy hoax (O golpe da histerectomia), cerca de 90% de todas as histerectomias são desnecessárias.

Segundo o Dr. West, a realização de uma histerectomia só se justifica em casos de tratamento de câncer dos órgãos reprodutivos, grandes miomas e endometriose refratária ao tratamento clínico. No entanto, histerectomias são oferecidas com muita freqüência como tratamento para uma variedade de situações, como fibrose, cistos ovarianos e inflamações pélvicas, entre outras.

 

MENOPAUSA E PERDA DE MEMÓRIA

 

                        Estudos recentes revelam que o declínio da memória após a menopausa está associado à deficiência de hormônios e à diminuição da síntese da acetilcolina (um neurotransmissor) e do fluxo sanguíneo cerebral, o que pode ser corrigido se a tratamento de reposição hormonal for feito corretamente.

                        Fazendo a reposição com hormônios bioidênticos, pode-se:

 

                        – reduzir o risco de osteoporose;

                        – reduzir os riscos de doenças cardiovasculares;

                        – evitar a depressão;

                        – melhorar a atividade sexual;

                        – melhorar a memória com possível prevenção da doença de Alzheimer.

 

                        Então, não é demais repetir:

 

                        – Hormônios endógenos são aqueles produzidos pelo corpo humano. Por exemplo: progesterona.

                        – Hormônios bioidênticos são produzidos em laboratórios, com estrutura molecular idêntica à do hormônio endógeno. Por exemplo: progesterona bioidêntica.

                        – Hormônios sintéticos, não-bioidênticos, são aqueles produzidos em laboratório, com estrutura molecular diferente da do hormônio endógeno. Por exemplo: progestágenos.

 

                        Endocrinologistas são favoráveis a uma reposição hormonal baseada na fisiologia do organismo, ou seja, com progesterona e estrogênio bioidêntico, utilizados em quantidades similares às que o organismo produzia antes do climatério (período pré-menopausa). Às vezes, também é necessário utilizar a reposição bioidêntica com testosterona.

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