REPOSIÇÃO HORMONAL

 

 

OSTEOPOROSE: PREVENÇÃO E TRATAMENTO

 

                        Quando a mulher é jovem, ela precisa cair para quebrar algum osso. À medida que envelhece, ela passa a correr o risco de fraturar um osso sem cair.

                        Esse risco de fratura espontânea, que aumenta com a idade, é decorrente da osteoporose, doença que se caracteriza pela redução da massa óssea. Os ossos de uma mulher com osteoporose tornam-se, gradualmente, mais finos e mais frágeis. Se não tratado, esse processo pode levar a uma perda progressiva de massa óssea, a ponto de o esqueleto não ter resistência suficiente para suportar o próprio peso. Quando isso acontece, os ossos podem quebrar-se espontaneamente.

                        À medida que os ossos vão se tornando mais frágeis, quedas e colisões que antes não causavam nenhum problema, podem provocar fraturas. Infelizmente, existem poucos sinais ou sintomas dessa fragilidade óssea até que ocorra uma fratura.

 

O QUE É OSTEOPOROSE

 

                        O osso tem poros. Com o passar dos anos, esses poros vão ficando maiores e as trabéculas ósseas em volta deles, mais frágeis. Esta é a principal característica da osteoporose.

                        Osteoporose é a perda gradual da massa e da densidade óssea (perda de osso, para simplificar!), que pode começar a acontecer muito cedo, até mesmo na adolescência. De modo geral, os ossos de uma mulher deveriam estar no ponto máximo de seu desenvolvimento quando ela se encontra entre os 20 e os 30 anos de idade. Porém, mulheres que têm uma dieta alimentar pobre e que não se exercitam fisicamente, começam a perder massa óssea durante os primeiros anos dessa faixa etária.

                        A perda óssea ocorre mais rapidamente na mulher do que no homem. Mulheres pequenas, magras e com ossos finos estão mais sujeitas à osteoporose.

                        Efetivamente, após os 35 anos de idade, a mulher começa a perder osso em uma proporção que vai de 1 a 1,5% ao ano.Por volta da menopausa, essa proporção de perda sobe para 3 a 5% ao ano, mantendo-se assim durante cerca de cinco anos. Passado esse período, a perda óssea tende a voltar para 1,5% ao ano.

 

COMO ACONTECE A OSTEOPOROSE

 

                        As células dos ossos, como todas as nossas células, estão em equilíbrio dinâmico, ou seja, elas não estão paradas e estáticas como pensamos que estejam. A cada dia, um tecido ósseo novo é formado e algum tecido ósseo velho é retirado de circulação. Ao final de alguns anos, todas as células, assim como todo o cálcio de nossos ossos, já foram trocados por novas células e novos átomos de cálcio.

                        Esse processo é o equilíbrio dinâmico. É a constante manutenção e revisão que o corpo faz o tempo todo. A velocidade de troca do tecido ósseo, por exemplo, é lenta; mas, em compensação, a mucosa do estômago é totalmente trocada a cada três dias! Isso equivale a dizer que, quem tem uma úlcera gástrica, tem que refazê-la a cada três dias, senão ela é curada nesse período, com a troca da mucosa estomacal.

 

O osso tem dois tipos de células: osteoblastos e osteoclastos.

OSTEOBLASTOS – são células produtoras de tecido ósseo.

OSTEOCLASTOS – são células destruidoras de tecido ósseo.

 

                        O processo de destruição do tecido ósseo pelo osteoclasto é chamado de reabsorção óssea.

                        A redução da massa óssea acontece quando a quantidade de reabsorção do tecido ósseo velho é maior do que a quantidade de formação do tecido ósseo novo. A reabsorção óssea, no caso, tem um balanço negativo, pois não há tecido ósseo novo suficiente para ocupar o lugar do antigo, que foi reabsorvido. Assim, o osso vai ficando fraco e sujeito a se quebrar até mesmo com pequenos esforços. Não é raro pessoas idosas quebrarem o braço quando se viram na cama, enquanto dormem.

 

QUEM É O VILÃO DA PERDA ÓSSEA: O ESTROGÊNIO OU A PROGESTERONA?

 

                        A queda da progesterona pode diminuir a criação de novos osteoblastos (células produtoras de tecido ósseo) e isso pode facilitar o surgimento da osteoporose.

                        Extensivos estudos científicos publicados nessa párea confirmam que o hormônio nutridor ou formador dos ossos pode não ser o estrogênio, mas, sim, a progesterona, uma vez que nos osteoblastos foram identificados receptores para progesterona, e não para estrogênio.

                        Cogita-se, porém, que a redução do estrogênio no organismo tenha forte influência na perda óssea. Em Princípios da medicina interna, de Harrison, encontramos o seguinte: “Estrógenos podem diminuir o índice de reabsorção óssea, mas a formação do osso, geralmente, não aumenta e, eventualmente, pode diminuir. Os estrógenos retardam a perda óssea(…) embora a recuperação seja mínima”.

                        Se essa hipótese for verdadeira, não há razão para a queda da massa óssea se iniciar por volta dos 35 anos, quando a mulher ainda tem altos níveis de estrogênio. A perda óssea, considerando a idade em que se inicia, parece estar mais relacionada à progesterona, cujos níveis, a partir dessa idade, começam a cair em conseqüência dos ciclos anovulatórios.

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