REPOSIÇÃO HORMONAL

 

ESTROGÊNIO

 

                        A palavra estrogênio vem do latim, oestru, que quer dizer “cio”, e geros, que significa “aquele que gera”. Portanto, a ação do estrogênio no corpo, desde o início, esteve associada à produção do desejo sexual nas mulheres. De fato, o estrogênio colabora, aumentando a lubrificação vaginal, para a libido da mulher por meio de suas ações fisiológicas sobre os caracteres femininos.

                        Os hormônios pertencentes à classe dos estrogênios são multiplicadores celulares por excelência: eles atuam no DNA e provocam a produção de grandes quantidades de proteína, que é a matéria-prima para a multiplicação celular. O esteróide testosterona usado como anabolizante também é multiplicador celular, mas, enquanto atua em praticamente todas as células do corpo, o estradiol aumenta, principalmente, a proliferação celular específica em órgãos como útero e mamas.

 

TIPOS DE ESTROGÊNIOS

 

                        O corpo humano produz três tipos de estrogênio: estrona, estradiol e estriol, que são classificados e numerados na ordem em que são produzidos no organismo. Assim temos:

 

 

PRODUÇÃO DE ESTROGÊNIO

                       

 

E1 = Estrona              E2 = Estradiol                 E3 = Estriol

 

 

A produção de hormônios estrógenos se dá pela transformação pregnenolona e da testosterona nos ovários, nas glândulas supra-renais e no tecido gorduroso do corpo. Muitas vezes, mulheres maduras obesas produzem mais estrogênio do que as adolescentes.

 

NA MULHER NÃO-GRÁVIDA

 

           

                        Quando a mulher não está grávida, a estrona e o estradiol são produzidos em quantidades mínimas, e o estriol é apenas um escasso subproduto do metabolismo da estrona.

 

NA  MULHER GRÁVIDA

 

                        Durante a gravidez, a placenta, que produz progesterona, também se torna a principal fonte de produção de estrogênios, mas, nesse caso, a proporção na produção destes se inverte: o estriol passa a ser produzido em grandes quantidades, ao passo que a estrona e o estriol têm sua produção reduzida.

 

ESTROGÊNIO E MENOPAUSA

 

                        Na menopausa, os estrogênios não desaparecem do organismo, mas têm a produção reduzida para cerca de 40 ou 50% do normal.

                        A estrona, por exemplo, continua a ser produzida, principalmente nos tecidos gordurosos e células musculares; portanto, a relação entre gordura corporal e produção de estrona pelo organismo da mulher é muito estreita. Ou seja: quanto mais gordura corporal, mais estrogênio (estrona) é produzido. O estradiol provém da testosterona produzida pela glândula supra-renal.

 

FUNÇÃO DO ESTROGÊNIO

 

                        É pela ação do estrogênio que, na puberdade, o corpo das meninas sofre uma série de alterações e elas se transformam em mulheres. Essas alterações são:

 

                        – crescimento e desenvolvimento da vagina, do útero e das trompas de Falópio;

                        – aumento do tamanho dos seios em razão do crescimento dos dutos, da gordura e do tecido conjuntivo que forma a estrutura do órgão;

                        – modelagem dos contornos do corpo feminino e maturação do esqueleto;

                        – pigmentação dos mamilos.

RISCO DE CÂNCER

 

                        De modo geral, os estrogênios provocam a multiplicação de células e o crescimento dos órgãos sensíveis aos hormônios sexuais, como a mama e o útero. O estriol, cuja principal ação é a estimulação da mama, tem uma potência proliferativa (multiplicadora) doze vezes maior que a estrona e oitenta vezes superior ao estriol.

                        Estudos realizados há duas décadas comprovaram que uma exposição prolongada ao estradiol, e também à estrona, mas em menor proporção, aumenta em muito o risco do câncer de mama. Já o estriol tem uma ação protetora, anticâncer, na mama.

 

ESTROGÊNIO E CÂNCER

 

                        Proliferação e diferenciação celular são palavras-chave para explicar os efeitos cancerígenos do estradiol e da estrona.

                        Proliferação celular quer dizer multiplicação celular, e diferenciação celular significa a transformação de uma célula em outra, mais especializada. Em condições normais, isso pode ser exemplificado da seguinte forma:

 

                        Quando o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide, ele começa a se multiplicar em células iguais, indiferenciadas. Esse processo é chamado proliferação.

                        Em seguida, as células começam a mudar sua forma e a se especializar, ficando diferentes umas das outras e transformando-se em células musculares, nervosas, cartilaginosas, epiteliais, etc., que são diferentes entre si. Esse processo é chamado diferenciação

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