REPOSIÇÃO HORMONAL

 

ADMINISTRAÇÃO DA PROGESTERONA

 

                        Para iniciar a reposição hormonal, antes de mais nada, o médico precisa saber que quantidades de hormônios se encontram no organismo da mulher. O ideal é que essa quantificação seja feita muito antes da menopausa, pois, assim, a necessidade de reposição será verificada a partir de valores hormonais basais e específicos do organismo da paciente em tratamento, e não por médias estatísticas.

                        Conhecendo as condições fisiológicas da mulher antes da menopausa, o médico pode prescrever a reposição hormonal de forma mais fisiológica, acompanhado a natureza na proporção e no tipo dos hormônios empregados.

                        A administração da progesterona percorreu um longo caminho até chegar à forma percutânea (aplicação de creme na pele), mais comumente adotada para a reposição hormonal, pela sua praticidade e eficácia.

                        Como se trata de um composto lipossolúvel (solúvel em gordura), a administração por via oral tem eficácia reduzida. Na administração intradérmica, a eficácia é mantida, mas tanto a solução em óleo vegetal quanto a aquosa resultam em injeções doloridas, além de irritação local. Assim, a progesterona passou a ser  administrada por via intravaginal ou retal. Hoje, porém, o meio mais utilizado é o percutâneo, que comprovou ser o modo preferido para os fins de reposição hormonal bioidêntica.

 

PROGESTERONA VERSUS ESTROGÊNIO

 

                        Se o estrogênio aumenta o influxo de água e de sódio para dentro das células, provocando inchaço, e altera a produção do hormônio que controla a absorção de sal, levando à retenção de água e à hipertensão, a progesterona, por sua vez, protege desses efeitos indesejáveis.

                        O estrogênio causa hipóxia (diminuição do oxigênio) dentro da célula, promovendo a liberação de histaminas (substâncias que são liberadas no processo alérgico) e o aumento de coágulos sanguineos, facilita a formação de pedras na vesícula, além de causar retenção de cobre e perda de zinco. Ao contrário da progesterona, o estrogênio aumenta a incidência de problemas, como doença fibrocística da mama, mioma e câncer de mama do endométrio.

                        Todos os efeitos adversos do estrogênio são controlados pela progesterona, que:

 

                        – é precursora de outros hormônios sexuais;

                        – mantém o endométrio secretório;

                        – protege contra doença fibrocística da mama;

                        – ajuda na queima da gordura para gerar energia;

                        – é um antidepressivo natural;

                        – restaura a libido;

                        – restaura o nível apropriado de oxigênio celular;

                        – protege contra o câncer de mama;

                        – protege contra o câncer de endométrio;

                        – estimula o osteoblasto a construir osso novo;

                        – promove a sobrevivência do feto e do embrião durante a gestação;

                        – é precursora da síntese de cortisona pelas glândulas adrenais(supra-renais);

                        – normaliza os níveis de zinco e cobre.

 

INFORMAÇÃO ADICIONAL

 

FITOTERÁPICOS: FONTE DE FITO-HORMÔNIOS

 

                        – Black Cobosh : oxiacteína

                        – Dong Quaid : ligustilida

                        – Yam Mexicana : diosgenina

                        – Red Clover : isoflavonas

                        – Isoflavona de soja

                       

MOSTRANDO AS DIFERENÇAS

 

 

                        Dizer que uma substância parecida com a progesterona é obtida pelo acréscimo ou pela retirada de alguns radicais de uma molécula original pode parecer de pouca importância, mas não é. Isso faz muita diferença em relação às características de ação de uma molécula no corpo. As moléculas de testosterona e de progesterona, por exemplo, são muito parecidas, quase idênticas: ambas  têm o mesmo núcleo, característico em hormônios esteróides. Contudo, a progesterona é um hormônio feminino e a testosterona, um hormônio masculino.

                        Entre moléculas de hormônios sintéticos, não bioidênticos, patenteáveis (medroxiprogesterona, na ilustração), e de hormônios endógenos (progesterona, na ilustração), também se observa uma enorme semelhança, apesar de os efeitos serem completamente diferentes.

 

ESSE ASSUNTO AINDA VAI LONGE…

 

                        Os hormônios sintéticos, não-bioidênticos, têm despertado tanto interesse que já foram descobertas moléculas com forte ação estrogênica ou progestogênica, mas com estrutura química completamente diferente da estrutura das moléculas dos esteróides, que constitui a base dos hormônios sexuais.

 

ALGUNS EFEITOS COLATERIAIS DOS PROGESTÁGENOS

 

 

                        Dores de cabeça, depressão, retenção de fluidos, maior risco de aborto e de má-formação fetal, disfunção renal, flacidez nos seios, sangramento irregular, acne, crescimento de pêlos, insônia, edemas, alterações no peso, embolia pulmonar e síndrome pré-menstrual (SPM).

                        A progesterona não provoca esses efeitos, mas, como ela acabou sendo incluída no “pacote” dos progestágenos, tem se tentado incluí-la também entre os desencadeadores desses efeitos colaterais.

                        Progesterona é um hormônio essencial à vida, que desempenha papel fundamental no desenvolvimento de células nervosas e mantém o cérebro saudável. Progestágenos, por sua vez, por competirem pelos mesmos receptores para progesterona endógena, tendem a bloquear a capacidade do organismo produzir e utilizar progesterona, além de causar vários outros danos ao organismo.

                        Como não têm as mesmas funções biológicas que a progesterona, os progestágenos não atuam nos principais caminhos e desdobramentos de síntese biológica (caminho natural em que, por meio de reações bioquímicas, as moléculas vão se transformando nas substâncias finais de que o organismo necessita) e, assim, provocam a desorganização de muitos processos fundamentais do organismo.

                        Lamentavelmente, as mulheres têm se tornado presas fáceis de poderosas campanhas publicitárias: sem conhecimento médico adequado e sem acesso  a produtos bioidênticos, elas acreditam que preservarão sua saúde e seu futuro tomando progestágenos e estrógenos conjugados eqüinos.

 

QUESTÕES POLÊMICAS

 

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL

 

                        Um laboratório explica o modo de ação do anticoncepcional da seguinte forma:

                        -“ os anticoncepcionais agem pelo bloqueio da ovulação. Esse bloqueio se realiza pela inibição da liberação do FSH (hormônio folículo-estimulante) pelos estrógenos, e pela inibição de LH (hormônio luteinizante) pelos progestágenos. Os progestágenos também agem no endométrio por meio da atrofia das glândulas endometriais para impedir a implantação do óvulo fecundado. Além disso, eles tornam o muco cervical espesso, impossibilitando a ascensão dos espermatozóides”.

                        Todo os anticoncepcionais, de alguma maneira, têm esse mecanismo de ação.

 

QUESTÃO: Como pode um progestágeno reduzir o endométrio secretório se a ação da progesterona é, justamente, aumentar e manter o endométrio secretório?

 

EXPLICAÇÃO: Progestágeno não é progesterona; logo, a sua ação pode ser manipulada de acordo com os interesses em questão. No caso, interessava ter uma ação progestogênica, mas não a manutenção do estado secretório do endométrio.

 

ESTROGÊNIO E CÂNCER DE MAMA

 

                        Está comprovado que ação estrogênica em excesso pode causar câncer de mama.

 

QUESTÃO: Por que a combinação de estrógenos não-bioidênticos e progestágenos, usada na terapia de reposição hormonal tradicional, é mais prejudicial do que estrógenos não-bioidênticos, sem progestágenos?

 

EXPLICAÇÃO:

 

 

                        – Os progestágenos ocupam os receptores de progesterona com mais firmeza que a própria progesterona e, assim, bloqueiam as funções desta. E uma das funções da progesterona é, justamente, reverter os efeitos cancerígenos do estrogênio.

                        -Os progestágenos levam às células-alvo mensagens diferentes daquelas conduzidas pela progesterona endógena.

                        – A progesterona ativa o gene p53, que retarda a proliferação das células da mama e aumenta a ação protetora da apoteose (morte programada de uma célula, quando esta detecta que o seu DNA foi danificado, evitando o câncer), ao passo que os progestágenos não apresentam esse efeito.

 

RESUMINDO: Estrogênio não-bioidêntico é perigoso; e se combinado com progestágenos é ainda mais perigoso, no que se refere aos riscos de produzir câncer de mama.

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