REPOSIÇÃO HORMONAL

 

ANTICONCEPCIONAIS DE BAIXA DOSE

 

                        Seguidamente, foram lançados no mercado anticoncepcionais com dosagens mais baixas de estrógenos e progestágenos, que não são estrógenos nem progesterona de verdade, como se as baixas dosagens protegessem a mulher de seus efeitos indesejáveis.

 

QUESTÃO: É possível uma dosagem menor proteger a mulher de efeitos indesejáveis e, ao mesmo tempo, permitir que o produto continue tendo o mesmo efeito terapêutico, ou seja, impedir a ovulação?

 

EXPLICAÇÃO: Isso não parece ser possível. Mesmo com uma dose menor, se o efeito terapêutico continua sendo o mesmo, os riscos também devem, potencialmente, continuar sendo os mesmos. Baixa dose é ilusão. Se o efeito é o mesmo, a ação prejudicial também deve ser a mesma.

                        Afirmar que doses mais baixas são mais seguras e tão eficazes quanto as doses altas é incoerente. Isso leva centenas de médicos bem-intencionados a prescrever anticoncepcionais com baixa dose hormonal por achar que, assim, estão protegendo suas paciente contra os efeitos indesejáveis dos progestágenos.

 

PREDOMINÂNCIA ESTROGÊNICA

 

                        O conceito de predominância estrogênica é novo em medicina, tendo sido criado pelo Dr. John Lee, que o apresentou e provou exaustivamente em todos os livros e artigos que escreveu.

 

COMO ACONTECE A PREDOMINÂNCIA ESTROGÊNICA

 

                        Um grande número de mulheres para de ovular por volta dos 30 anos de idade e, em alguns casos, até antes disso. Sem ovulação, há uma queda na produção de progesterona substancialmente diminuída, o estrogênio fica sem o contra-ponto equilibrador de sua ação farmacológica. Sob tais circunstâncias, só os estrógenos são produzidos e acontece a predominância estrogênica.

                        Estresse e alimentação inadequada também podem produzir predominância estrogênica, pois essa combinação induz a ciclos menstruais sem ovulação, dando início a um círculo vicioso: diminuição de progesterona provoca queda dos hormônios que combatem o estresse, e o aumento do estresse dá origem a novos ciclos menstruais sem ovulação. Configurado esse quadro, a predominância estrogênica se estabelece

                        Mais de 50% das mulheres ocidentais sofrem de síndrome pré-menstrual (SPM), também conhecida como tensão pré-menstrual (TPM). Além disso, elas apresentam uma abundância de sintomas relacionados à superprodução de estrogênio.

                        O meio ambiente também contribui significativamente para o desequilíbrio entre a progesterona e o estrogênio. Estamos imersos em um mar de substâncias nocivas que têm ação estrogênica e interferem em nosso equilíbrio hormonal.

 

CONSEQUÊNCIAS DA PREDOMINÂNCIA ESTROGÊNICA

 

                        A presença de estrogênio não contrabalançado pela progesterona durante o ciclo menstrual provoca uma série de efeitos colaterais indesejáveis. Na ausência de um regulador natural, o estrogênio exerce suas funções de forma predominante, propiciando a ocorrência de diversos problemas, tais como:

 

                        – Aumento de peso, edema (retenção de líquido), dores de cabeça, mau humor, fadiga crônica e perda de interesse pelo sexo, além de todos os sintomas da síndrome pré-menstrual.

                        – aumento de depósitos de gordura corporal nas coxas e nos quadris, deixando o corpo em forma de pêra.

                        – Predisposição para o desenvolvimento de câncer do endométrio (câncer do útero), que pode ocorrer quando há predominância estrogênica.

                        -Predisposição para o desenvolvimento do câncer de mama.

                        -Predisposição para o desenvolvimento de mama fibrocística, pela ação proliferativa do estrogênio sobre os tecidos mamários.

                        – Maior risco de fibromas. Os fibromas costumam atroofiar-se na menopausa, quando a produção de estrogêncio diminui, e quando se usa progesterona para compensar a predominância estrogênica.

                        -Irregularidade nos ciclos menstruais, pela irrigação sanguinea deficiente do endométrio.

                        -Predisposição para o desenvolvimento da osteoporose. Havendo predominância estrogênica há deficiência de progesterona, e isso pode provocar redução da taxa de formação de novos ossos.

                        -Acúmulo de águas nas células e aumento de sódio extracelular, predispondo a mulher à hipertensão (pressão alta). Isso também pode acontecer como efeito colateral de progestágenos.

                        -Maior risco de derrames cerebrais e ataques cardíacos.

 

ESTRESSE E SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL

 

                        O estresse, presente na maioria dos casos de síndrome pré-menstrual, interfere no organismo da seguinte forma:

                       

                        – Ele aumenta os níveis de cortisona no sangue.

                        -Como a cortisona é um hormônio esteróide, ela ocupa parte dos receptores para progesterona.

                        – Com os seus receptores parcialmente ocupados, a progesterona não consegue encaixar-se completamente neles.

                        – estando apenas parcialmente encaixadas nos receptores, a progesterona não fica disponível na quantidade de que o organismo precisa, mesmo que seus níveis estejam satisfatórios no sangue.

 

                        Quando esse quadro se configura, é preciso suprir o organismo com uma dose extra de progesterona bioidêntica para que, na competição pelos receptores, a progesterona possa vencer e ficar disponível ao organismo na quantidade adequada.

                        Depois que esse fator estiver controlado, pode-se reduzir o nível de progesterona e observar se há uma estabilização do organismo. Contudo, outras medidas devem ser tomadas para combater o estresse, como a prática regular de atividade física, por exemplo.

 

ATIVIDADE FÍSICA

 

                        A atividade física é importante para estimular a produção de endorfina, substância que atua sobre o prazer, fazendo com que a mulher que sofre de síndrome pré-menstrual sinta-se mais relaxada e bem-humorada. Mas, para proporcionar esse resultado, a atividade física deve ser feita com regularidade.

 

A DOSE DE PROGESTERONA BIOIDÊNTICA NA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL

 

                        A Dra Katherina Dalton, médica e pesquisadora inglesa, foi a primeira a usar altas doses de progesterona bioidêntica no tratamento da síndrome pré-menstrual, mas os resultados não foram satisfatórios: entre os casos bem-sucedidos, os resultados não foram constantes.

                        Hoje, sabe-se que altas doses de progesterona causam a formação de subprodutos no fígado, que inibem a ação da progesterona junto aos receptores e podem causar efeitos colaterais indesejáveis ou mesmo bloquear os efeitos da própria progesterona. E sabe-se, também, que a progesterona bioidêntica ministrada por via oral tende, inevitavelmente, a ter os mesmos efeitos colaterais, uma vez que precisa ser prescrita em doses muito elevadas porque o seu metabolismo passa pelo fígado, que elimina cerca de 90% dela.

                        Progesterona não é progestágeno. A tentativa de tratar a síndrome pré-menstrual com progestágeno está fadada ao fracasso. E mais: induz uma grande quantidade de médicos a concluir que progesterona não é útil no tratamento. Contudo, essa conclusão é baseada em uma falsa evidência: eles concluem que progesterona não é útil quando, na verdade, usaram progestágeno.

 

CREME DE PROGESTERONA

 

                        O Creme de progesterona, usado em doses de 20 a 60mg por dia, durante duas semanas por mês, apresenta muito bons resultados no tratamento da síndrome pré-menstrual.

                        A Dra Jessé Hanley, médica norte-americana, diz que em casos de carência grave de progesterona pode-se prescrever doses de 100mg, duas vezes ao dia, durante um ou dois meses. Depois, então, vai-se reduzindo a dose, gradualmente.

 

                        O simples uso da progesterona bioidêntica costuma aliviar em muitos os sintomas da síndrome pré-menstrual. Mas o uso combinado da progesterona bioidêntica com uma dieta adequada e controle do estresse constitui a estratégia ideal.

 

O CICLO DO ESTRESSE

 

CORTISOL

 

                        O cortisol, também conhecido como cortisona, é um hormônio produzido pelas glândulas supra-renais em resposta a sentimentos de medo e raiva, ou pelo impulso à competitividade.

                        Tanto o estresse quanto a sobrecarga de trabalho provocam a liberação de uma grande quantidade de cortisol no organismo, que funciona como uma espécie de “bateria-reserva” para situação de emergência. Se você forçar seu corpo além dos limites, a energia dessa “bateria-reserva” vai se esgotar e você sentirá um cansaço crônico. Pessoas muito agitadas, que trabalham em excesso e vivem cansadas, já foram além de seus limites e agora, ou recarregam a “bateria” ou não conseguem continuar.

                        A progesterona e o cortisol são parentes muito próximos e competem pelos mesmos receptores nas células. O cortisol prejudica a atividade da progesterona, predispondo o organismo para uma predominância estrogênica.

                        Níveis de cortisol elevados podem ser a causa direta da predominância estrogênica, que apresenta sintomas iguais aos da síndrome pré-menstrual, de acordo com o Dr John Lee.

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