REPOSIÇÃO HORMONAL

GLICOSE

 

                        Os níveis altos de cortisol também podem afetar a taxa de açúcar do sangue, pois permite que as células fiquem repletas de glicose. Isso, no  início, proporciona uma imensa sensação de bem-estar e de motivação; porém; cerca de meia hora depois, o corpo começa a “exigir” mais glicose e a pessoa vai, literalmente, “correr atrás” de chocolate, doces, frituras, hambúrgueres e todo tipo de comida calórica para repor a glicose e recuperar a energia.

                        A maioria dessas calorias, além de não trazer qualquer benefício para a saúde, será transformada em gordura. Depois de algum tempo, a pessoa engordará e terá cada vez mais dificuldade de manter o nível de energia que o seu organismo exige.

                        A flutuação da glicose no organismo cria outro tipo de ciclo negativo: altos níeveis de açúcar no sangue estimulam a produção de epinefrina (adrenalina), que estimula a produção de cortisol (cortisona), que, por sua vez, restabelece o ciclo em que a pessoa vai em busca de calorias de consumo rápido, perpetuando o ciclo iniciado pelo estresse.

 

PROLACTINA

 

                        O estresse também eleva o nível de um hormônio chamado prolactina, que estimula a produção de leite nos seios.

                        Isso funciona da seguinte forma: os níveis de prolactina sobem, provocando a redução dos níveis de progesterona.

                        Para compreender melhor, considere que, no último trimestre de gravidez, a placenta produz altas doses de progesterona por dia, e que, logo após o parto, a súbita queda de progesterona faz com que o corpo eleve os níveis de prolactina, estimulando a produção de leite nos seios. A produção de prolactina e de progesterona pode estar interligada da seguinte forma: quando o nível de progesterona sobe, o de prolactina abaixa.

                        É preciso, pois, gerenciar o estresse de forma eficaz, prestando atenção até mesmo aos medicamentos que você ingere. Do contrário, seu organismo poderá receber toda a progesterona do mundo e, mesmo assim, não será suficiente.

 

INFORMAÇÃO ADICIONAL : A DOSAGEM DOS NÍVEIS HORMONAIS SALIVARES MEDE O HORMÔNIO LIVRE (BIODISPONÍVEL).

 

 

ENDOMETRIOSE

 

                        Endometriose é a presença de endométrio (tecido que reveste o útero internamente) fora do útero. Esse endométrio mal localizado também responde aos ciclos hormonais, descamando-se sendo eliminado na forma de sangramento menstrual nas áreas em que se encontra.

                        Os órgãos mais freqüentemente atingidos pela endometriose são os ovários, as trompas de Falópio (que ligam os ovários ao útero), os intestinos, o peritônio, o colo do útero e a vagina.

                        Da natureza bem diferente da síndrome pré-menstrual, a endometriose chega a atingir cerca de 75 milhões de mulheres em todo o mundo. Os sintomas da endometriose, em alguns casos, podem ser confundidos com os da SPM. A dor pode ser incapacitante e contribuir para aumentar ainda mais a sensação de mal-estar proporcionada pela SPM.

 

COMO NA MENSTRUÇÃO

 

                        As células do endométrio que se encontram fora do útero respondem aos hormônios ovarianos exatamente como as que estão dentro do útero: aumentam de tamanho, dilatam-se com sangue e sangram. Porém, durante a menstruação, as células do endométrio que estão dentro do útero sangram externamente, mas as que estão fora do útero sangram para os tecidos ao seu redor, causando, nesses tecidos, inflamação e formação de bolhas de sangue parado, o que pode ser muito dolorido.

                        Os sintomas da endometriose seguem-se as fases do ciclo menstrual: as dores costumam começar de sete a doze dias antes do período menstrual, intensificando-se durante a menstruação. Em geral, elas ocorrem durante a menstruação e as relações sexuais. Há casos em que a mulher não sente dor, mas tem dificuldade em engravidar. Contudo, ter endometriose não é sinônimo de infertilidade, já que muitas mulheres com endometriose são capazes de engravidar.

                        Não há explicações consistentes para a endometriose. A tese do refluxo, a mais aceita, diz que em vez de o sangue sair completamente durante a menstruação, ele sobe pelas trompas e se instala em outros órgãos. É normal haver refluxo durante a menstruação, mas nem todas as mulheres desenvolvem a doença.

 

TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE

 

ABORDAGEM CIRÚRGICA

 

                        O  tratamento da endometriose, em geral, é difícil e de pouca eficácia. Pode-se tratá-la com a remoção cirúrgica das porções de endométrio existentes na cavidade pélvica, mas o sucesso desse tratamento pode ser temporário: como muitas das porções são pequenas demais para serem vistas, elas não são retiradas e acabam crescendo, o que faz a endometriose se restabelecer.

                        Outra abordagem cirúrgica, em condições extremas, consiste na remoção de ovários, úteros e trompas de Falópio para eliminar ou reduzir ao máximo os efeitos dos hormônios sobre o organismo.

 

ABORDAGEM HORMONAL

 

                        Como a gravidez costuma retardar o progresso da doença, alguns tratamentos são feitos com o objetivo de provocar uma falsa gravidez hormonal na mulher e, dessa forma, controlar a endometriose.

                        A falsa gravidez é obtida provocando-se aumentos dos níveis de progesterona quase proporcionais aos alcançados em uma gestação normal. Durante quatro a seis meses, o organismo recebe quantidades de progesterona suficientes para, simulando a gravidez, impedir a ovulação e o sangramento do endométrio.

                        Usar progestágenos com essa finalidade expõe excessivamente a mulher aos efeitos colaterais que esses produtos apresentam, pois as doses necessárias são muito altas. A progesterona bioidêntica, por sua vez, pode ser usada com muita probabilidade de êxito. Em casos graves, pode-se usar até 80mg de progesterona por dia.

 

OBSERVAÇÕES

 

                        As doses de progesterona bioidêntica devem ser reduzidas gradualmente, até encontrar uma dosagem que mantenha a mulher sem dor.

                        Se o início do tratamento com progesterona provocar sonolência diurna, é sinal de que a dose diária está muito elevada, devendo ser reduzida até que a sonolência desapareça.

                        O tratamento requer paciência e tempo, pois os resultados vêm gradualmente. Em geral, as dores vão se tornando mais toleráveis e o desconforto abdominal vai diminuindo aos poucos.

                       

                        A menopausa coloca um ponto final na menstruação e nas  porções de endométrio que se encontram fora do útero; mas a reposição hormonal em mulheres que tiveram endometriose deve ser feita com muito cuidado e acompanhamento constante.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: