OS ELEMENTOS DO CÂNCER E A QUIMIOTERAPIA

DICAS PARA O SEU DIA-A-DIA
 
A maioria dos medicamentos quimioterápicos afetam a medula óssea, diminuindo sua capacidade de produzir células sanguíneas. É importante que o paciente e familiares estejam muito bem orientados em relação a esse efeito colateral e saibam quais as medidas a serem tomadas para prevenir possíveis complicações.
 
Conhecendo as células do sangue e suas funções:
 
– Glóbulos brancos: Os leucócitos ou glóbulos brancos possuem a função de proteger nosso organismo contra as infecções causadas por vírus, bactérias e fungos. Com a diminuição do número de leucócitos no sangue, há um risco maior de se contrair um processo infeccioso e, na vigência do mesmo, uma maior dificuldade para combatê-lo.
 
– Glóbulos vermelhos: As células vermelhas do sangue são aquelas que transportam o oxigênio para todas as partes do corpo. Se a contagem de glóbulos vermelhos estiver muito baixa, os vários órgãos e músculos não receberão oxigênio suficiente. Essa condição é chamada de anemia.
 
– Plaquetas: as plaquetas são responsáveis em estancar o sangramento quando você se corta ou se fere. Se o número de plaquetas estiver baixo, poderá haver sangramento mesmo com pequenos ferimentos.
 
Diminuição dos glóbulos brancos
 
Os leucócitos (glóbulos brancos) possuem a função de proteger nosso organismo contra infecções causadas por vírus, bactérias e fungos. Com a diminuição do número de leucócitos no sangue, há um risco maior de se contrair um processo infeccioso e, na vigência do mesmo, uma maior dificuldade para combatê-lo.
 
Para diminuir o risco de se contrair um processo infeccioso, podemos tomar algumas medidas profiláticas:
.lavar as mãos várias vezes ao dia, principalmente antes das refeições e após usar o banheiro;
. evitar estar junto a pessoas que estejam gripadas ou com outras doenças;
.evitar aglomerações, ambientes fechados e sem ventilação adequada:
. evitar ferimentos;
. ao se barbear, usar de preferência, barbeador elétrico;
. retirar cutículas com cuidado, cortando somente o excesso de pele. Se for à manicure, levar o seu próprio alicate, bem como lixa, toalha, tesoura e palito. Pedir para não tirar “cantos”.
. evitar espremer cravos e espinhas;
. usar escovas de dentes com cerdas macias..
. comunicar seu médico se ficar gripado.
.manter uma higiene adequada nos utensílios de cozinha, bem como dos alimentos que serão consumidos.
. medir a temperatura corpórea com freqüência ao se sentir indisposto. Lembre-se que a febre (T>37.5) indica um processo infeccioso já instalado e a equipe médica precisa ser notificado a o mais rápido possível.
Diminuição dos glóbulos vermelhos
As células vermelhas do sangue são aquelas que transportam o oxigênio para todas as partes do corpo. Se a contagem de glóbulos vermelhos estiver muito baixa, os vários órgãos e músculos não receberão oxigênio suficiente. Essa condição é chamada de anemia.
Uma pessoa anêmica pode se sentir cansada, com frio, com tontura ou até mesmo ter dificuldade para respirar.
Se a anemia for severa, talvez seja necessária a transfusão de sangue.
Algumas medidas podem diminuir ou até mesmo prevenir os sintomas de anemia:
. repousar bastante procurando conservar suas energias; .
. alimentar-se com uma dieta rica em ferro: carne vermelha, fígado, feijão, lentilha, beterraba, verduras de cor verde escuro (couve, espinafre, brócolis, rúcula, escarola, agrião)
. evitar ingerir leite ou derivados após as principais refeições (almoço e jantar), pois estes alimentos são ricos em cálcio, o qual inibe a absorção do ferro. Lembre-se que a restrição é somente junto às principais refeições; esses alimentos podem e devem ser ingeridos, só que em horários longe do almoço e jantar.
.se estiver sentindo tontura, movimentar-se mais lentamente, principalmente ao se levantar da cama ou da cadeira;
 
Diminuição das plaquetas
 
Outro grupo de células do sangue que pode ter sua contagem diminuida durante a quimioterapia é o das plaquetas. Elas são responsáveis em estancar o sangramento quando você se corta ou se fere.
Se o número de plaquetas estiver baixo. poderá haver sangramento mesmo com pequenos ferimentos.
Aqui estão algumas medidas para evitar problemas quando a contagem de plaquetas estiver baixa:
. não tomar nenhuma medicação sem o conhecimento de seu médico; alguns medicamentos podem facilitar sangramentos: aspirina. AAs. etc;
. estar atento ao usar facas. tesouras e objetos pontiagudos. para evitar ferimentos;
. escovar seus dentes com cuidado. usando escovas macias para não machucar as gengivas;
. evitar esportes de contato ou outras atividades que possam causar ferimentos;
. não ingerir nenhuma bebida alcoólica sem o consentimento de seu médico;
. limpar o nariz. assoando-o gentilmente; nunca usar dedos ou objetos paralimpá-los. Procurar manter a mucosa nasal sempre umidificada (soro em spray, etc)
Se a contagem de plaquetas estiver muito baixa, poderá ser necessária a transfusão de plaquetas.
Comunique seu médico se houver sangramentos (nariz, boca. urina, etc.) e se apresentar várias pintinhas vermelhas nas pernas.
Enfermeira Cristina Ito – Clioh
 
QUIMIOTERAPIA: ORIENTAÇÕES E DICAS 
 
Novas terapias
Os anticorpos monoclonais
Os quimioterápicos convencionais agem diretamente no mecanismo de divisão celular, tanto das células tumorais quanto das células saudáveis.
Com o avanço da Oncologia, novas drogas estão sendo descobertas: novos quimioterápicos e também novas drogas que agem de forma diferente dos quimioterápicos convencionais.
Os anticorpos monoclonais agem destruindo as célu­las tumorais por ação mais específica. Eles se ligam especificamente às células doentes e as destroem, com um grau de toxicidade geralmente muito menor para o paciente e, portanto, com menor incidência de efeitos colaterais.
Atualmente, já dispomos de anticorpos monoclonais úteis para tratamento de carcinomas de cólon, mama, linfomas. Em geral, ele é administrado em combinação com a quimioterapia, embora possa ser aplicado isolada­mente em algumas circunstâncias.
Efeitos Colaterais x anticorpos monoclonais
 
Os efeitos colaterais dos anticorpos monoclonais estão associados à infusão e geralmente ocorrem durante a administração da medicação. Podem ocorrer falta de ar, sensação de calor, dor, queda da pressão arte­rial, rubor. É de extrema importância que tais sintomas sejam imediatamente notificados. Nas administrações subseqüentes, a tendência é a diminuição das reações à medicação. Sua administração concomitante com o regime quimioterápico não causa qualquer aumento sig­nificativo nos efeitos colaterais da quimioterapia esco­lhida. Efeitos colaterais citados com persistência supe­rior há alguns minutos ou horas são raros.
NÁUSEAS E VÔMITOS PÓS-QUIMIOTERAPIA 
Náuseas e vômitos após a quimioterapia
O que você pode fazer para aliviá-los?
Muito tempo já se passou desde a época em que as náuseas e os vômitos eram efeitos colaterais inevitáveis da quimioterapia.
Atualmente, muito mais se sabe sobre como e por que a quimioterapia causa náuseas e vômitos – e mais, medicamentos existem disponíveis no mercado para ajudar a prevenir esses efeitos colaterais tão desagradáveis.
Como a quimioterapia causa náuseas e vômitos?
A quimioterapia destrói as células cancerosas, impedindo que elas cresçam e se multipliquem. No entanto, nesse processo, a quimioterapia pode afetar também outras células no organismo. Por exemplo, quando certas células que crescem no revestimento do estômago são lesadas durante a quimioterapia, estas enviam sinais ao cérebro, que dá início ao processo dos vômitos. Esse é um meio pelo qual a quimioterapia causa náuseas e vômitos. Entretanto, alguns medicamentos quimioterápicos podem enviar sinais diretamente ao cérebro, sem qualquer envolvimento das células do estômago.
Como os medicamentos existentes hoje podem ajudar?
Os "antieméticos" são medicamentos usados para prevenir ou controlar as náuseas e os vômitos. Alguns impedem que as células do estômago enviem sinais ao cérebro, enquanto outros impedem as "células receptoras" (chamadas de receptores), fazendo com que o cérebro deixe de receber os "sinais de vômito”. Atualmente, os medicamentos antieméticos mais modernos permitem evitar a ocorrência de episódios de náuseas e vômitos após a quimioterapia em um número cada vez maior de pacientes.
Como são escolhidos os antieméticos?
Todas as quimioterapias funcionam de forma diferente e cada uma possui um conjunto distinto de efeitos colaterais. Por exemplo, algumas quimioterapias causam mais náuseas e vômitos do que outras, enquanto algumas causam poucos ou nenhum episódio de náusea ou vômito. Algumas quimioterapias causam vômitos poucas horas após a administração do medicamento (náuseas e vômitos agudos) e outras causam náuseas e vômitos um dia ou mais após a realização da quimioterapia (náuseas e vômitos tardios). Existem diretrizes que recomendam sobre quais antieméticos devem ser usados em cada quimioterapia. De acordo com essas diretrizes, muitos pacientes necessitam de mais de um antiemético durante um ciclo de quimioterapia. Alguns antieméticos são administrados no dia da quimioterapia para prevenir as náuseas e os vômitos agudos, enquanto outros são tomados em casa para prevenir as náuseas e os vômitos tardios. Além disso, existem ainda alguns antieméticos que previnem náuseas e vômitos agudos e tardios, e são tomados no dia da quimioterapia e durante alguns dias depois.
O que você pode fazer para reduzir a ocorrência de náuseas e vômitos?
A coisa mais importante que você pode fazer para reduzir a ocorrência de náuseas e vômitos após a quimioterapia é conversar com seu médico, enfermeiro ou outro profissional da área oncológica a respeito dos antieméticos que lhe foram prescritos. Conte a eles se os medicamentos funcionaram bem ou não e se você ficou ou não satisfeito com o tratamento.
Você pode achar que falar sobre os efeitos colaterais relacionados ao seu tratamento não seja tão essencial quanto a discussão do seu progresso em geral, mas uma conversa desse gênero é extremamente importante. A equipe de profissionais que cuida de sua saúde deseja que você se sinta o melhor possível após a quimioterapia. No entanto, para ajudá-los a alcançar esse objetivo, sua colaboração é essencial. Tudo o que eles precisam é que você fale… E permita que eles lhe ajudem.
Maiores informações: www.msdonline.com.br
 
ORIENTAÇÕES GERAIS 
 
Quando ligar para o médico…
Não é nada fácil receber um diagnóstico de câncer e ainda prestar atenção às inúmeras explicações médicas… É muita coisa nova para entender, assimilar e por na prática. Calma, vá devagar.
Por conta disso, preparamos uma série de instrumentos para auxiliar você no seu dia-a-dia.
Estes sintomas abaixo relacionados são importantes e merecem atenção e cuidado durante qualquer tratamento quimioterápico.
Quando procurar/ligar para o meu médico:
– Febre acima de 37,8o C
– Sangramentos anormais
– Aparecimento de manchas avermelhadas ou roxas na pele
– Dor intensa no local da aplicação do soro ou da quimioterapia
– Diarréia severa (mais de 3 episódios de evacuação líquida no período de 24 horas)
– Vômitos incontroláveis e recorrentes
– Qualquer outro sintoma que lhe pareça severo e esteja lhe deixando preocupado
Por estarmos falando de um tratamento oncológico, sugerimos que você converse com o seu médico para que ele lhe certifique em que situações você deve entrar em contato.
Como cada caso é um caso, estes sintomas podem variar um pouco.
CONVERSE COM O SEU MÉDICO… 
 
Sugestões de perguntas
Sugestões de questionários/perguntas para a sua consulta
Informações gerais sobre o câncer
Qual é o meu tipo de câncer?
O que pode ter causado este tipo de câncer?
Pode ser genético? Devo conversar com as pessoas da minha família?
Como eu devo me preparar para iniciar este tratamento? Devo mudar alguma coisa na minha vida?
Sobre os sintomas
Quais os sintomas comuns neste tipo de câncer?
Como eu posso evitar ou diminuir esses sintomas no meu dia-a-dia?
Existe alguma atividade que eu não devo realizar ou que eu devo evitar para que os sintomas não piorem?
Se algum novo sintoma surgir ou piorar, como devo proceder?
Em quais situações eu devo ligar para você?
Sobre o diagnóstico
Para que possamos confirmar o diagnóstico, quais exames e procedimentos serão necessários?
Com que freqüência?
Como eu posso me preparar para esses exames ou procedimentos?
Onde eles serão realizados?
Estadiamento
Qual é o estadio da minha doença? Como isso determina o tratamento do meu câncer?
Minha doença pode progredir? E regredir?
Qual é o meu prognóstico?
Podemos falar em cura para o meu câncer?
Sobre o tratamento
Qual é o tratamento recomendado para a minha doença?
Este é o tratamento padrão?
Existem outras opções de tratamento?
Como será o meu tratamento? Com que freqüência? Quanto tempo durará o tratamento?
Se for quimioterapia, qual é o nome do medicamento?
Ele é um medicamento de referência? Ou é genérico ou similar?
Quais efeitos colaterais eu posso esperar?
Riscos e benefícios deste tratamento?
E se o meu câncer apresentar metástases, isso influencia no tratamento? O que acontece?
Qual é o resultado esperado?
Quanto tempo durará cada quimioterapia?
Vou sentir dor?
Precisarei ficar no hospital?
Daqui a quanto tempo, mais ou menos, poderei retomar todas as minhas atividades normais?
Se for radioterapia, quais efeitos colaterais eu posso apresentar?
Quanto dura cada sessão? Terei que fazer quantas sessões??
Recursos de Suporte
Existe na clínica ou no hospital, uma psicóloga para eu conversar?
E dentista, para eu fazer uma prevenção de mucosite?
E fisioterapeuta?
Onde eu posso encontrar informações que me ajudem a lidar com o meu diagnóstico? Sugestões de leitura e de sites.
E os meus familiares, há algum trabalho oferecido a eles?
Seguimento do tratamento
Em que situações eu devo ligar para a clínica?
De quanto em quanto tempo, eu devo remarcar uma consulta?
Estas são sugestões de perguntas que podem lhe ajudar na comunicação com o seu médico. Se for útil para você, aproveite.
O importante é não ficar com dúvidas.
CONVERSE COM O SEU MÉDICO… 
 
Receber um diagnóstico de um câncer não é fácil pra ninguém. Por isso mesmo, já é esperado que você fique meio atordoado por um tempo. É muita informação nova e somente aos poucos é que você vai conseguir assimilar e entender tudo que está acontecendo com você e com a sua vida.
Pensando nisso, o Oncoguia criou para você uma série de questionários para ajudá-lo no seu dia-a-dia.
Estudos mostram que pacientes informados sobre o câncer e seus tratamentos, tendem a enfrentar melhor essa fase e até a apresentar menos efeitos colaterais quando comparados àqueles que simplesmente seguem as orientações médicas.
Sabemos que a informação pode lhe ajudar a se sentir mais seguro e participativo.
No entanto, muitos pacientes preferem não se aprofundar a respeito do tratamento. Não se preocupe, não há jeito certo ou errado para este caso. O importante é você identificar qual é o seu jeito e procurar respeitá-lo.
Orientações gerais:
Não leve dúvida para casa. Aproveite o tempo da consulta para esclarecê-la.
– Durante a consulta, se você não estiver entendendo o que o seu médico está lhe dizendo, fale pra ele. É muito importante que você não saia da consulta com dúvidas. Elas vão te preocupar em casa.
Tudo é muito novo, e o médico vai, com certeza, utilizar muitos termos que você não tem a menor idéia do que são. Se você falar que não entendeu, ele pode tentar te explicar de outra forma (por exemplo, utilizando uma figura ou fazendo um desenho).
– Tenha uma agenda só para o seu tratamento. Serão muitas consultas (muitas vezes com vários profissionais), exames, quimioterapias ou radioterapias. Use esta agenda para anotar as dúvidas que forem surgindo durante o tratamento.
– No dia do retorno, comece esclarecendo as suas dúvidas. Se der, anote as respostas ou peça para o seu acompanhante anotar.
– Seja paciente. Várias consultas serão necessárias para que vocês (médico X paciente) estabeleçam uma boa relação. Para que você comece a entendê-lo.
– Caso você queira obter mais informações sobre o seu caso, peça para o seu médico lhe sugerir sites ou livros.
– Caso você queira obter uma segunda opinião médica, você também pode avisar o seu médico. Isso é direito seu.
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