Cientistas querem usar microimplantes para monitorar câncer

 
O desenvolvimento de um câncer e o efeito de medicamentos para combatê-lo podem ser monitorados de perto através de minúsculos implantes, de acordo com pesquisadores americanos.
Uma equipe do Massachusetts Institute of Technology (MIT) está aperfeiçoando uma técnica para utilizar partículas microscópicas que aderem a substâncias em células cancerosas e aparecem durante exames.
O desafio dos cientistas agora é encontrar uma forma de manter um suprimento de partículas dentro do organismo por mais tempo.
A técnica, contudo, ainda deverá ser testada em seres humanos.
Calcular a dose certa de um medicamento para o tratamento de câncer ou saber se ele está funcionando direito é difícil para os médicos.
Mapeamentos convencionais e exames de sangue costumam não revelar o quanto do medicamento está chegando ao interior de um tumor.
Dentro do tumor
O projeto do MIT tem o objetivo de dar aos médicos mais informações sobre as condições no interior de um grupo de células cancerosas.
Eles estão usando nanopartículas microscópicas feitas de óxido de ferro recoberto com um tipo de açúcar chamado dextran.
A superfície destas minúsculas partículas é recoberta com anticorpos, componentes do sistema imunológico que podem ser formulados para aderir a moléculas específicas encontradas no interior de células cancerosas.
Quando as moléculas-alvo estão presentes, as partículas se aglomeram e podem ser localizadas através de exames convencionais de ressonância magnética.
A novidade neste projeto é a minúscula cápsula de silicone onde ficam as nanopartículas de óxido de ferro – ela permite que ocorra uma reação química sem que as nanopartículas sejam dispersadas rapidamente e acabem fora do tumor.
A vantagem é permitir que os médicos observem por mais tempo e em mais detalhe as condições dentro do câncer.
Grace Kim, que participa do projeto, disse: "Quando cozinha um peru, você pode medir a temperatura com um termômetro – mas em algo como isso, você não apenas verifica a temperatura, mas também a umidade, salinidade e se há tempero suficiente."
Os especialistas advertiram que a tecnologia precisa ser melhor desenvolvida antes de poder ser útil aos pacientes.
O diretor médico da Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, John Toy, disse que "seria extremamente útil saber no início do tratamento com drogas de combate ao câncer se elas estão chegando ao seu alvo ou, se não, que outro tratamento é necessário".
"Se fosse possível monitorar de perto a resposta das células cancerosas ao tratamento, isto ofereceria informações detalhadas valiosas sobre a eficácia do tratamento."
"Mas, obviamente, há milhões de células cancerosas em tumores e a tecnologia tem um longo caminho a percorrer antes de oferecer estas informações tão desejadas."
 
Fonte: BBC Brasil – 24/03/2007
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