DESCOBERTO GENE QUE COMANDA RENOVAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO

Cientistas determinaram que o gene Zfx governa a auto-renovação tanto em células-tronco embrionárias quanto nas células-tronco adultas
Will Dunham, Reuters
WASHINGTON – Um mesmo gene comanda as funções de renovação tanto das células-tronco adultas quanto das embrionárias. Essas funções são cruciais para o possível uso dessas células em tratamentos médicos, disseram pesquisadores.
Embora a biologia de ambos os tipos de células-tronco seja diferente, um estudo publicado na revista Cell mostra que elas compartilham pelo menos um traço importante, um gene chamado Zfx, que controla sua capacidade de auto-renovação.
Células-tronco são uma espécie de "manual de instruções" do organismo, capaz de se transformar em vários tipos de tecidos e células, de modo que, no futuro, provavelmente poderão ser usadas para a regeneração de tecidos danificados por acidentes ou doenças.
Um dos motivos que as torna tão valiosas para os cientistas é que elas se renovam – vivem e se dividem em laboratório durante meses e até anos, sem nunca se diferenciar para formar células e tecidos específicos.
Trabalhando com células de ratos, pesquisadores liderados por Boris Reizis, do Centro Médico da Universidade Columbia, em Nova York, descobriram que o gene Zfx governava a auto-renovação em células-tronco embrionárias e em células-tronco adultas, ditas hematopoéticas, ou seja, que formam as células sanguíneas.
Reizis disse que, muito provavelmente, esse gene faz em pessoas o mesmo que em ratos. A descoberta amplia a compreensão da biologia dessas células.
As células-tronco embrionárias estão presentes no início do desenvolvimento do embrião, dando origem a todos os tipos de células no corpo.
Defensores das pesquisas com esse tipo de células-tronco prevêem formas revolucionárias de tratar problemas como diabete, mal de Parkinson e lesões de coluna. Mas essa pesquisa exige a destruição de embriões com alguns dias de vida, o que adversários da técnica consideram imoral.
Em adultos, o corpo é repleto de células-tronco adultas, que continuamente geram todos os tipos de células que compreendem determinados tipos de tecidos. Elas não são tão maleáveis quanto as células-tronco embrionárias, mas os cientistas acham que também são potencialmente úteis para fins médicos.
"Por um bom tempo, uma questão importante era se esta auto-renovação das células-tronco embrionárias e das células-tronco adultas específicas de um tecido tinham uma base molecular comum", disse Reizis. "Basicamente, havia dados pró e contra isso, e no geral é uma grande polêmica."
Reizis disse que sua pesquisa demonstra a base molecular comum no papel do Zfx, um tipo de gene que controla a ação de outros genes.
Segundo ele, uma maior compreensão de como este gene funciona pode permitir que os cientistas melhorem a auto-renovação de diferentes tipos de células-tronco, o que pode ajudar, por exemplo, na produção de células-tronco embrionárias para uso em pesquisas médicas ou em possíveis tratamentos futuros.
Fonte: O Estado de São Paulo
 
Grupo vê mecanismo molecular do câncer
20/4/2007
 
Da EFE
Um grupo de cientistas franceses diz ter descoberto uma série de mecanismos moleculares que parecem estar diretamente relacionados ao desenvolvimento de processos cancerígenos. O jornal "Le Monde" mostrou nesta terça-feira (17) as conclusões de um estudo realizado por vários laboratórios públicos e privados de Estrasburgo e Nancy, na França.
 A pesquisa se baseia no exame de seqüências moleculares derivadas de milhões de análises de lesões cancerígenas, conservadas por cerca de 20 anos em bancos biológicos franceses. Mais tarde, as mesmas seqüências foram comparadas com as procedentes de tecidos saudáveis.
"Tivemos a sorte de demonstrar que o processo cancerígeno não resulta unicamente das mutações do ácido desoxirribonucleico (DNA), mas está condicionado pelo entorno desse DNA. Descobrimos a chave molecular que faz com que uma lesão cancerígena apareça, já que o DNA e o ácido ribonucleico (RNA) não respeitam as regras universais do código genético", disse o doutor Bernard Bihain.
Sabia-se que as células cancerosas continham proteínas, mas sua seqüência de aminoácidos era desconhecida até agora. O trabalho parte das pesquisas sobre a genética do câncer, desenvolvidas há décadas. Esses estudos afirmam que os processos cancerígenos são conseqüência de uma série de mutações que levam à desregulação dos genes.
O genoma humano contém cerca de 30 mil genes, e o que se sabia até agora em relação às mutações potencialmente cancerígenas "não permitia explicar a heterogeneidade molecular" observada nesse tipo de doença.
"Para explicar a heterogeneidade, as pesquisas focavam basicamente o DNA e as proteínas. Nós tivemos a idéia de explorar a região intermediária, situada entre o DNA e o RNA, que está na base da produção de proteínas", explicou Bihain.
Os cientistas encontraram anomalias de comunicação entre os dois tipos de ácido, e acreditam que seu estudo torne possíveis novos avanços no diagnóstico e no tratamento do câncer.
Fonte: Portal G1
 
A INFLUÊNCIA DOS MACRONUTRIENTES
 
Os alimentos são a principal fonte de energia para o corpo humano e são necessários para o bom funcionamento do organismo e para a própria manutenção da vida. Os carboidratos, as gorduras e as proteínas fornecem 90% do peso seco da nutrição e 100% de energia, e são chamados macronutrientes.
Os macronutrientes devem ser ingeridos na proporção ideal de 55 a 60% de carboidratos, 12% de proteínas e 25 a 30% de gorduras. Os macronutrientes têm valores calóricos diferentes:
 Macronutrientes
 Composição Energética (kcal/g)
 
Proteínas
 4
 
Carboidratos
 4
 
Gorduras
 9
 
A quantidade média de calorias diárias necessárias para as mulheres é de 2500 kcal e para os homens 2100 kcal. Essa média varia em função de alguns fatores, como idade, condições climáticas, condições de saúde e atividades físicas.
 
Proteínas
 
As proteínas são compostos orgânicos de alto peso molecular, formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Sua principal função é a regeneração dos tecidos do corpo.
As proteínas também funcionam como enzimas, transformando o alimento nutriente em anticorpos, que atuam na proteção às doenças, além de assegurar um bom estado nutricional.
As proteínas podem ser vegetais (hortaliças, leguminosas, féculas, cereais, grãos, levedo, nozes, cogumelos, entre outros) ou animais (carnes, laticínios, ovos, peixes, crustáceos, entre outros).
 
Carboidratos
 
Os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo. Os carboidratos são classificados em: monossacarídeos (glicose, frutose e galactose), dissacarídeos (união de dois monossacarídeos) e polissacarídeos (amido e fibras).
O paciente com câncer exige uma grande demanda de energia em função do estado hipermetabólico da doença e das exigências da regeneração dos tecidos. Dessa forma, é fundamental para os pacientes com câncer o suprimento adequado de carboidratos para poupar as proteínas para a síntese vital dos tecidos dentro da totalidade dos valores calóricos alimentares.
Entre os alimentos ricos em carboidratos encontram-se: macarrão, pães, batata, batata doce, mandioca, mandioquinha, grão de bico, lentilha, cará, pinhão, farinhas, arroz, frutas, mel, geléias e leite.
 
Gorduras
 
Gorduras, óleos e substâncias similares são classificados como lipídios, devido às suas semelhanças em solubilidade. Eles são os macronutrientes responsáveis por diversas funções importantes para o organismo. Além de sua função energética, pois liberam maior quantidade de calorias por grama, as gorduras são também excelentes veículos de vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura).
Fornecem moléculas fundamentais para o organismo (prostaglandinas, lipoproteínas e colesterol), são matérias-primas para síntese de vários hormônios e ácidos graxos essenciais (ou seja, incapazes de serem sintetizados pelo organismo, necessitando serem introduzidos pela alimentação), incrementam o paladar dos alimentos e protegem contra variações de temperatura e contra a excessiva perda de água por transpiração.
As gorduras se diferenciam quanto ao tipo, que corresponde ao estado de saturação, e quanto à origem. Existem as gorduras boas, porque são essenciais ao organismo, e as ruins, que além de não serem tão necessárias podem acarretar danos ao organismo.
 
Gorduras Saturadas
 
As gorduras saturadas são as mais pesadas e sólidas à temperatura ambiente e de origem preponderantemente animal. Grande ingestão de gordura saturada está associada com um maior risco de câncer de cólon, próstata e mama.
As principais fontes de gorduras saturadas são: todos os tipos de carne, embutidos como salsichas, lingüiça, hambúrguer, queijo, leite, manteiga, creme de leite, margarina, dendê e cacau.
 
Gorduras Monoinsaturadas
 
Estas gorduras apresentam-se no estado líquido na forma de óleos, quando em temperatura ambiente.
Alguns vegetais são ricos em gorduras monoinsaturadas, como: azeite de oliva, óleo de canola, óleo de gergelim, abacate, avelã, pistache, nozes em geral, amendoim, castanha de caju, entre outros.
 
Gorduras Poliinsaturadas
 
As gorduras poliinsaturadas, assim como as monoinsaturadas, apresentam-se no estado líquido à temperatura ambiente (óleos). Neste tipo de gordura estão presentes as gorduras consideradas essenciais. As gorduras (ácidos graxos) ômega 3 (ácido linolênico) e o ômega 6 (linoléico) são as mais importantes.
Algumas fontes de ômega 3 são: as sementes de óleo de linhaça, sementes ou óleos de linhos, óleo de canola, nozes, soja, tofu, entre outras. E de ômega 6 são: óleo de girassol, óleo de milho, sementes de girassol, gergelim, germe de trigo, entre outras.
 
Colesterol
 
Entre as gorduras circulantes no sangue, as mais importantes são o colesterol e os trigilicérides. No que se refere ao colesterol, há três tipos diferentes dessa gordura necessária ao metabolismo do organismo, que é transportada no sangue pelas proteínas:
Lipoproteína HDL, também conhecida como colesterol benigno porque não provoca as doenças isquêmicas do coração
Lipoproteína LDL, chamada de colesterol maligno, pelo motivo contrário ao da anterior
VLDL, que é a lipoproteína que transporta, além do colesterol, grande quantidade de triglicérides
 
Para saber mais:
Câncer – O Poder da Alimentação na Prevenção e Tratamento. C. Bergerot e P. G. Bergerot. Editora Cultrix

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