MARCADOR DE CÂNCER DE MAMA E ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Marcador de câncer de mama
18/4/2007

Agência FAPESP – Pesquisadores do Centro de Pesquisas do Câncer Fox Chase, nos Estados Unidos, identificaram um importante gene envolvido na metástase do câncer de mama cujas células são resistentes a terapias com antiestrógeno.

A descoberta foi apresentada nesta terça-feira (17/4) no 97º Encontro Anual da Associação Norte-Americana para a Pesquisa do Câncer, em Los Angeles. O gene pode vir a ser um marcador útil para estimar quais pacientes têm maior risco de recorrência do câncer de mama e auxiliar médicos a oferecer planos de tratamento mais apropriados.

A pesquisa teve foco nas células do câncer de mama que adquiriram resistência a uma classe de drogas anti-hormonais conhecidas como inibidores de aromatase (IA). Os IAs desligam a enzima aromatase, que faz o corpo produzir estrógeno fora dos ovários.

Essas drogas, de acordo com os autores do estudo, estão entre as mais novas e eficazes formas de terapia hormonal para mulheres pós-menopausa cujos tumores tiverem testes positivos para receptores de estrógeno, indicando que esse hormônio alimenta o crescimento de células cancerosas.

"Infelizmente, um dos inconvenientes para o uso prolongado de um IA é a possibilidade de algumas das células cancerosas desenvolverem resistência à droga e se espalharem independentemente do estrógeno”, disse Joan Lewis-Wambi, pesquisadora do Fox Chase que apresentou os resultados do estudo sobre células de câncer de mama agressivas resistentes aos inibidores.

“Nosso laboratório desenvolveu várias linhagens de células de câncer de mama resistentes a IA e descobriu que elas são muito invasivas se comparadas com aquelas sensíveis aos inibidores. A análise de atividade genética nessas células resistentes mostrou que elas expressam altos níveis de genes associados com características invasivas e com a metástase”, explicou.

Os pesquisadores observaram, no entanto, que podiam reverter esse comportamento agressivo utilizando moléculas conhecidas como RNAs de baixa interferência para desativar o gene chamado Ceacam 6.

“De modo geral, a pesquisa identificou o Ceacam 6 como um mediador único de agressividade e alastramento do câncer de mama resistente a IA. Isso indica que ele pode ser um importante biomarcador para a metástase e um possível alvo para novos tratamentos para pacientes com câncer de mama em metástase”, disse Joan Lewis-Wambi.

Fonte: Agência FAPESP

 

Alimentação saudável
24/4/2007

por Andrea Galante

Os avanços tecnológicos na área da nutrição têm nos propiciado o conhecimento mais amplo dos alimentos. Nos últimos anos, temos ouvido falar muito em alimentos funcionais, alimentos e saúde, fitoquímicos, probióticos, prebióticos, enfim, são tantos termos que muitas vezes pensamos ser quase impossível ter uma alimentação adequada.

Os alimentos intitulados funcionais são aqueles que contêm algum componente que traz benefícios à saúde, além dos nutrientes necessários ao organismo. Mas, para você diminuir o risco de doenças crônicas não transmissíveis, é necessário uma boa alimentação –ou seja, uma alimentação balanceada. De nada adianta tomar uma cápsula de um componente funcional (o licopeno ou betacaroteno, por exemplo) e consumir muitos alimentos ricos em gordura animal ou gordura hidrogenada (encontrada em produtos industrializados), açúcares, doces e bebidas alcoólicas.

O licopeno é um carotenóide presente em diversos alimentos, como tomate, melancia e goiaba. Ele dá cor avermelhada a eles. Alguns estudos indicam que o consumo constante desses alimentos auxilia na redução do risco de alguns tipos de câncer, como o de próstata. Já o betacaroteno também é um carotenóide que age como um poderoso antioxidante, auxiliando na diminuição dos radicais livres do organismo. Está presente, por exemplo, no mamão, na cenoura e no melão.

Conheça outros alimentos com propriedades funcionais:

Aveia: rica em fibras, pode diminuir o risco de desenvolvimento de câncer de cólon e auxiliar na diminuição dos níveis de colesterol ruim (LDL) do organismo quando ingerido diariamente (crua ou cozida).

Maçã: tem propriedades antioxidantes e é rica em fibras solúveis. A ingestão regular de maçã também ajuda a reduzir as taxas do colesterol prejudicial ao organismo, prevenindo problemas cardíacos.

Uva: a casca da uva, utilizada na preparação do vinho tinto e no suco de uva, contém fitoquímicos conhecido por terem quercetina, que aumenta o colesterol bom (HDL) no sangue, prevenindo doenças cardíacas. Dê preferência ao suco de uva em vez do vinho.

Brócolis: por ter substâncias bioquímicas conhecidas como indóis e isotiocianatos, previne alguns tipos de câncer e pode auxiliar na redução de colesterol.

Sementes: ricas em gordura benéfica (insaturada) que auxilia no nível de colesterol bom (HDL) e diminui o ruim (LDL), auxiliam na prevenção de doenças cardíacas. São excelentes fontes de vitamina E e têm poder antioxidante.

Prebióticos e Probióticos

Prebióticos também são considerados alimentos funcionais. São definidos como suplemento alimentar constituído por microorganimos vivos que auxiliam no equilíbrio microbiano intestinal. Auxiliam no bom funcionamento do intestino e podem ser utilizado para combater a constipação ou no tratamento da diarréia. Bons exemplos de probióticos são os iogurtes, mas preste atenção: precisa ser iogurte com bactérias vivas –ou seja, com os prebióticos.

Os probióticos conhecidos são Bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus. Esses microorganismos são adicionados comumente no leite. Ao serem ingeridos, eles agem produzindo compostos como as citoquinas e o ácido butírico, que favorecem a presença de bactérias benéficas ao organismo e diminuem a concentração de bactérias e microorganismos indesejáveis.

Probióticos são alguns tipos de fibras contidas nos alimentos. São considerados a parte do carboidratos não digerível pelo organismo, podendo auxiliar na manutenção da flora intestinal, prevenindo a constipação intestinal e a diarréia. Uma outra propriedade é auxiliar na redução da absorção de açúcares e gorduras.

As fibras estão presentes nos alimentos de origem vegetal. Entre as mais conhecidas estão os frutoologosacarídeos (FOS) presentes na cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel , yacon e a inulina encontrada principalmente na chicória. A inulina extraída da chicória é produzida e comercializada e pode ser utilizada para aumentar o teor de fibra da dieta.

Outra função importante dos probióticos: por equilibrar a flor intestinal, eles aumentam a absorção de alguns nutrientes como o cálcio e o ferro.

Para obter esses benefícios, acrescente na sua alimentação do dia-a-dia iorgurtes com lactobacilos vivos, cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel , yacon, chicória e, de uma forma geral, consuma frutas, verduras, legumes e cereais integrais.

Fonte: Folha Online

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