CONDIÇÃO ALIMENTAR FAVORECE A QUIMIOTERAPIA

Entrevista com o nutricionista Nivaldo Barros de Pinha, do Inca
 
As condições prévias de nutrição de um paciente são fatores da maior importância para diminuir os efeitos colaterais do tratamento quimioterápico sobre o organismo. A informação é do nutricionista Nivaldo Barroso de Pinha, chefe do serviço de nutrição do Hospital do Câncer 1, do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
“O indivíduo bem nutrido está com seu sistema imunológico mais preparado para responder melhor às agressões inerentes aos tratamentos de rádio e quimioterapia”, explica Pinha.
O procedimento recomendado pelo especialista é a realização de uma avaliação nutricional do paciente a partir de seu diagnóstico e antes de iniciar o tratamento. O objetivo é corrigir as lacunas nutricionais, isto é, a falta de alguns nutrientes, o que pode ser feito tanto por meio de uma orientação visando à mudança de hábitos alimentares como pela administração de suplementos alimentares para fortalecimento do paciente.
Segundo Pinha, em alguns casos o paciente chega com dificuldade para comer a quantidade de alimentos recomendada e é preciso realizar adequações. Quando necessário, são fornecidos alimentos processados para diluição em água.
Durante o tratamento, a equipe pode optar pela modificação da consistência e acidez dos alimentos em função de efeitos colaterais como náusea, vômitos ou diarréia. Mesmo com essas alterações, procura-se oferecer alimentação variada e equilibrada em relação à ingestão de fibras.
                  
Depois do tratamento, a orientação é de volta gradativa à alimentação normal na maioria dos casos. Para muitos pacientes, isso significa mudança em sua cultura alimentar e essa, acredita o nutricionista, é a maior dificuldade, principalmente em pacientes pediátricos que não têm a compreensão exata do que são necessidades nutricionais.
                   
O Inca é uma instituição ligada ao Ministério da Saúde que responde pela elaboração das políticas de prevenção e tratamento do câncer. Neste ano, o órgão vai dar início ao desenvolvimento de um consenso nutricional do paciente oncológico, para definir as diretrizes que nortearão o atendimento nutricional adequado para antes, durante e depois do tratamento.
 
Publicado em 29/03/2007

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