ESTÉTICA ÀS VEZES TEM QUE ESPERAR

Entrevista com o cirurgião plástico Alexandre Katalinic, do Hospital do Câncer
 
A reconstrução da mama na mesma cirurgia em que se retira o tumor tem sido a opção de preferência das mulheres que passam por uma mastectomia. Muitas vezes, algumas pacientes pedem ao cirurgião que aproveite a operação para proceder a uma plástica com objetivo estético nas duas mamas, mas o cirurgião plástico Alexandre Katalinic, do Hospital do Câncer, em São Paulo, desaconselha esse caminho.
“A paciente precisa entender que esse é um período em que ela tem de se concentrar em sua recuperação”, afirma o médico, acrescentando que uma cirurgia mais extensa, que se ocupe das duas mamas por questão estética, poderia ser um fator complicador para a boa recuperação da paciente.
A cirurgia de reconstrução de mama pode ser realizada imediatamente após a retirada do tumor quando as condições clínicas da paciente permitem, ou seja, quando ela não apresenta doenças graves, como trombose, complicações pulmonares, diabetes descontrolado ou hipertensão, e quando a reconstrução não represente comprometimento para eventuais tratamentos posteriores de rádio ou quimioterapia.
“Quando a paciente é muito idosa ou quando há risco de que o ferimento possa demorar muito para cicatrizar, a reconstrução imediata também não é aconselhável”, explica o cirurgião plástico.
Segundo ele, a avaliação sobre o momento adequado da reconstrução é tomada pela equipe de atendimento, que inclui o oncologista, o cirurgião plástico e o anestesiologista. Para o médico, os cuidados são necessários embora em regra a ocorrência de complicações pós-operatórias seja pequena.
Katalinic revela que no Hospital do Câncer, assim como nos grandes centros médicos em todo o mundo, a tendência é de reconstrução imediata, o que acontece em cerca de 70% das pacientes. As demais são submetidas ao procedimento em prazos variáves, que podem ser de seis a oito meses após a retirada do tumor, chegando até a alguns anos depois disso.
                  
“Os riscos e os custos para efetuar os procedimentos em momentos independentes são muito mais altos: é mais caro para a paciente, para o hospital e para o sistema público de saúde”, avalia o cirurgião.
A reconstrução pode ser feita com prótese ou tecido da própria paciente e a prótese pode ser de silicone ou poliuretano. A escolha depende do biotipo, do volume da mama, do tamanho e extensão do tumor. A rejeição aos materiais é baixa, não passando de 5% dos casos.
                  
A durabilidade da prótese também é grande. Se a região não sofrer agressões expressivas, como uma batida em um acidente, por exemplo, não há risco de rompimento.
                  
Como a retirada do mamilo é um procedimento freqüente, a plástica também inclui sua reconstrução, que pode ser feita a partir de tecido da própria paciente ou com uma tatuagem e o resultado, garante Katalinic, é bastante aceitável.
 
Publicado em 21/03/2007
Fonte:
www.roche.com.br

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