EVITAR LINFEDEMA TAMBÉM É QUESTÃO DE MOVIMENTO

Entrevista com a fisioterapeuta Silvia Bacellar, do Inca
 
Aderir, logo após a extração de um tumor, a um programa de atividades físicas, começando por movimentações leves até atingir a prática regular de exercícios, tem papel fundamental na prevenção ou tratamento de disfunções linfáticas, afirma a fisioterapeuta Silvia Bacellar, do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
           
A ausência de movimentos após a cirurgia pode resultar em limitações maiores, atingindo as articulações e dificultando progressivamente a retomada da mobilidade, explica Silvia. Ela esclarece que o combate à disfunção linfática depende de um conjunto de medidas associadas à prática de uma atividade física e que inclui a massagem descongestiva ou drenagem linfática, a hidratação da pele e o uso de malhas compressivas.
           
“É uma incógnita se a pessoa submetida a uma cirurgia para retirada de tumor vai desenvolver linfedema, mas quanto mais regularmente ela praticar uma atividade física, menor a probabilidade de que isso aconteça”, observa Silvia, acrescentando que o recomendado é uma atividade com o mínimo de trauma, como a natação ou a hidroginástica, sempre com o cuidado de não exagerar na dose e aumentando gradualmente as cargas ou as repetições.
           
O linfedema, que se caracteriza por inchaço na região afetada, traz desconforto para o paciente em suas atividades diárias e reduz a auto-estima pela distorção da imagem corporal, interferindo no relacionamento pessoal, acrescenta Sílvia. Conduz a desconforto no convívio social, pois a sua aparência torna evidente e pública a doença, podendo desencadear reações emocionais graves, fantasias de reincidência em pacientes oncológicos, além do medo de que esse transtorno seja permanente.
A atividade física deve ser feita regularmente por portadores de linfedema, uma vez que as contrações musculares facilitam a drenagem linfática, estimulando, inclusive, a formação de circulação colateral. Mas essa não pode ser uma medida isolada, lembra a fisioterapeuta, devendo ser combinada com a hidratação da pele por meio de produtos convencionais, de drenagem linfática e uso de materiais compressivos indicados por profissional.
 
Publicado em 05/04/2007   FONTE: www.roche.com.br

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