O QUE É O QUÊ NO UNIVERSO DAS TERAPIAS

Entrevista com a pesquisadora Elisa Harumi Kozasa, da Unifesp
 
Conciliar boa saúde e qualidade de vida passa, obrigatoriamente, pelo reconhecimento de que é necessário dar atenção ao corpo como um todo, respeitando suas necessidades físicas e emocionais. É nesse contexto que, nas últimas décadas, os chamados tratamentos não convencionais vêm ganhando cada vez mais espaço.  Via de regra, o conhecimento popular tende a estabelecer que tudo vem para ajudar ou até que o que não mata engorda. Mas não é bem assim e a prudência recomenda que, antes de se aderir a qualquer terapia além da que lhe está sendo recomendada em um tratamento convencional, é bom saber o que é considerado alternativo, o que se classifica como complementar, a diferença entre uma coisa e outra e quando se deve optar ou não por qualquer uma delas.
                  
Segundo a bióloga Elisa Harumi Kozasa, pesquisadora da Unidade de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), medicina alternativa é toda terapia utilizada em substituição à medicina tradicional e complementar é a terapia utilizada sem o abandono do tratamento médico convencional e, por isso, está sendo atualmente chamada de medicina integrativa.
                  
A bióloga enfatiza que algumas terapias complementares e alternativas ainda não contam com pesquisas e estudos que comprovem sua eficácia. Por isso, é indispensável conversar com o médico sobre o uso dessas técnicas e sobre eventuais efeitos colaterais que elas possam apresentar conforme cada caso.
                  
Os principais tipos de terapia alternativa e complementar podem ser:
1. Sistemas médicos alternativos
São terapias construídas sobre sistemas completos de teoria e prática, como a medicina homeopática e a medicina naturopática.
2. Intervenções corpo-mente
Utilizam técnicas destinadas a acentuar a capacidade da mente de afetar funções e sintomas do corpo, como a meditação, como o yoga, terapias baseadas na criatividade, entre as quais a musicoterapia e a dançaterapia, e até mesmo o trabalho de grupos de apoio a pacientes.
3. Terapias com base biológica
Usam substâncias encontradas na natureza, tais como ervas e vitaminas.  É o caso da fitoterapia.
4. Métodos manipulativos do corpo
São baseados na manipulação e/ou movimento de uma ou mais partes do corpo, entre os quais as massagens, quiropraxia etc.
5. Terapias energéticas
Têm intenção de atingir os campos de energia que circundam e penetram o corpo humano por pressão, manipulação ou imposição de mãos, como o reiki.
                  
Elisa lembra a necessidade de cautela na escolha de uma terapia complementar. O uso de ervas, suplementos ou outros produtos naturais, por exemplo, tem de ser discutido com o médico para afastar o risco de efeitos colaterais. Algumas ervas podem apresentar efeitos tóxicos. Terapias baseadas em massagem e manipulação do corpo também precisam ser previamente avaliadas, principalmente se forem aplicadas após uma cirurgia. Esse pode ser o caso de uma drenagem linfática que, realizada em momento inoportuno chega a comprometer a recuperação do paciente e causar-lhe complicações às vezes irreparáveis e que, na hora adequada e com a recomendação médica, é de extrema valia para o tratamento convencional.
 
Publicado em 21/03/2007
 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: