JOVENS COM CÂNCER DE OVÁRIO AINDA PODEM SER MÃES, DIZ ESTUDO

Mulheres que desenvolvem câncer de ovário ainda jovens não devem perder a esperança de ter filhos, revela um estudo da Universidade americana de Stamford.
O estudo, feito com mais de 28 mil mulheres diagnosticadas com câncer epitelial de ovário, foi publicado na edição desta semana da revista científica British Journal of Cancer.
Os cientistas descobriram que mulheres na idade reprodutiva (16 a 40 anos) têm chances de sobreviver ao tumor mesmo sem se submeter à operação de retirada do útero, a histerectomia.
"Essa é uma boa notícia para mulheres jovens diagnosticadas com câncer de ovário que querem ter filhos", disse o professor John Toy, diretor da organização Cancer Research UK.
"Mas a cirurgia de câncer de ovário que não envolve a remoção do útero é uma opção apenas para aquelas que diagnosticam o tumor em estágio inicial, o que mostra a importância do diagnóstico precoce."
Taxas de sobrevivência:
Diferentemente de outros tipos de câncer – como o de mama, que tende a ser mais agudo em mulheres mais jovens – o de ovário é mais facilmente combatido em pacientes com menor idade.
Entre as mulheres diagnosticadas com câncer de ovário entre os 30 e 60 anos, 59% sobreviveram pelo menos mais de cinco anos, comparado com 35% entre as diagnosticadas com mais de 60 anos.
Entre as mulheres na idade reprodutiva (16 a 40 anos), as taxas de sobrevivência permaneciam altas mesmo quando elas não se submetiam à cirurgia de remoção de útero.
A taxa das que sobreviveram pelo menos cinco anos foi muito maior (79%) entre as diagnosticadas com menos de 30 anos, mas são poucas as que desenvolvem a doença tão cedo, os pesquisadores afirmaram.
Em geral, o câncer de ovário aparece depois dos 50 anos.
Esperança:
Embora o tratamento de câncer de ovário venha avançando, a melhora nas taxas de sobrevivência de longo prazo foi apenas moderada nos últimos 20 anos.
O tratamento da doença em estágio avançado é muito difícil, sobretudo em mulheres mais velhas, que são as mais afetadas pelo problema.
Os pesquisadores preferem ver o lado bom do estudo.
"Nosso trabalho sugere que mais mulheres que ainda não atingiram a menopausa podem ser consideradas para tratamentos de câncer de ovário que poupam a fertilidade", disse o coordenador da pesquisa, John Chan.
"A taxa de sobrevivência nesse grupo de idade nos encoraja a buscar novas estratégias para melhorar a vida dessas mulheres."

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