AVANÇOS MÉDICOS

Avanços médicos permitem melhor diagnóstico e tratamento do câncer de mama

Os avanços médicos permitem um melhor diagnóstico e tratamento do câncer de mama, que provoca a morte de meio milhão de mulheres por ano no planeta, segundo estudos divulgados na principal conferência mundial sobre o câncer em Chicago durante o fim de semana.

 

"Temos feito enormes progressos para detectar e tratar um grande número de cânceres que afetam as mulheres", disse Julie Gralow, professora de cancerologia da Universidade de Washington.Gralow apresentou um conjunto de estudos na 43a conferência da Sociedade Americana de Oncologia (Asco, na sigla em inglês), que no final de semana reuniu mais de 25.000 especialistas em Chicago.

 

No que diz respeito à detecção de tumor no seio, as imagens por ressonância magnética se mostram mais eficazes que a mamografia – o exame mais comum -, com alertas mais precoces de carcinomas, segundo um estudo realizado na Alemanha entre 6.000 mulheres para comparar os dois sistemas.A ressonância magnética conseguiu indicar 40% das lesões não detectadas pela mamografia, 78% delas do tipo mais agressivo. Estes resultados foram confirmados por biópsias.A mamografia detecta acúmulo de cálcio ao redor das lesões, enquanto a ressonância permite ver crescimentos anormais de vasos sanguíneos.

 

"Este estudo mostra que a ressonância magnética é superior à mamografia no momento de detectar lesões, que se deixadas sem tratamento podem derivar em um câncer de mama mais agressivo", destacou Christiane Kuhl, professora de radiologia da Universidade de Bonn e coordenadora do estudo.Kuhl destacou que outras pesquisas devem ser realizadas antes que se possa recomendar a ressonância magnética.Entre os tratamentos se destaca um estudo clínico com o Tykerb, medicamento desenvolvido pelo grupo farmacêutico britânico GlaxoSmithKline, que mostrou resultados promissores em 241 pacientes nas quais o câncer de mama se propagou para o cérebro.

 

Após um tratamento de seis meses, 7% dos pacientes tiveram redução de pelo menos 50% do tumor e 20% o viram retroceder menos de 50%.Outro estudo apresentado em Chicago mostrou que o Herceptin, um tratamento comum, não aumenta o risco de problema cardíaco a longo prazo. O Herceptin combinado com a quimioterapia permite reduzir o risco de ressurgimento do câncer de mama em 52% depois de três anos.

 

"Embora devamos continuar a vigilância de mulheres tratadas com Herceptin, os resultados deste estudo são estimulantes", disse Triya Rastogi, da Universidade de Pittsburgh.Comparado com outros tipos de câncer, a luta contra o de mama tem registrado progressos significativos.No entanto, os avanços na sobrevivência de pacientes com câncer de seio (que teve redução de 2,3% na mortalidade nos últimos anos) têm sido desiguais nos Estados Unidos, uma vez que um estudo mostra a diferença de tratamentos entre brancas e negras.Para os diagnósticos entre 1999 e 2003, a sobrevivência média tem sido de 27 meses entre as brancas contra 17 meses entre as negras, uma diferença de 8%, mostra uma pesquisa da Universidade do Texas.Mais de 180.510 americanas serão diagnosticas com câncer de mama em 2008 e 41.000 falecerão por causa da doença, informa a Sociedade Americana de Câncer.

04/06 – 11:44 – AFP

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