RESSONÂNCIA MAGNÉTICA AJUDA A CONTER TUMOR

Estudo: ressonância magnética ajuda a conter tumor
9/8/2007 – EFE
 
O uso de ressonância magnética para diagnosticar o câncer de mama em fase intraductal poderia ajudar a prevenir o desenvolvimento de tumores invasivos, segundo um artigo publicado esta semana na revista britânica The Lancet.
O carcinoma ductal "in situ" (DCIS), também conhecido como carcinoma intraductal, é uma condição pré-cancerosa caracterizada por um crescimento anormal das células que permanece dentro da área onde se origina e não invade o tecido que envolve o seio.
Uma equipe de cientistas liderada pela professora Christiane Kuhl, do Departamento de Radiologia da Universidade de Bonn, estudou por cinco anos um grupo de 7.319 mulheres encaminhadas a um centro de estudo da doença.
As mulheres foram submetidas tanto a um exame de ressonância magnética quanto a uma mamografia convencional com o objetivo de descobrir a capacidade de cada técnica em diagnosticar o carcinoma ductal "in situ". Mais tarde, os resultados de cada exame foram enviados a radiologistas.
Os pesquisadores descobriram que dos 167 casos de mulheres nas quais o DCIS foi diagnosticado, 153 (92%) foram graças à ressonância magnética, enquanto a mamografia só serviu para descobrir 93 (56%).
Ainda segundo a pesquisa, enquanto a capacidade da ressonância magnética em diagnosticar a doença aumenta com a gravidade do tumor, a da mamografia diminui.
Das 89 mulheres nas quais foi detectado um carcinoma intraductal de "alto grau", em 87 a descoberta deveu-se à ressonância magnética, enquanto apenas 46 foram graças à mamografia.
"Nosso estudo indica que a sensibilidade da mamografia digital para diagnosticar o carcinoma ductal ‘in situ’ é restrita. A ressonância magnética poderia aumentar a capacidade de diagnosticar a doença, especialmente em estágio avançado", afirmam os autores da pesquisa.
Em comentário que acompanha o artigo, os cientistas Carla Boetes e Ritse Mann, do centro médico da Universidade Radboud de Noviomago, na Holanda, disseram que as descobertas indicam que "a ressonância magnética supera a mamografia na detecção e diagnósticos de um tumor".
"A ressonância magnética nunca mais deveria ser considerada um método complementar da mamografia, mas diferente para diagnosticar o câncer de mama em fase inicial", acrescentam.
 
Fonte: Terra
 
 

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