CÂNCER DE MAMA

Câncer de Mama

 

O câncer de mama é classificado de acordo com o tipo de tecido no qual ele iniciou e com a extensão de sua disseminação. O câncer pode originar-se nas glândulas lactíferas, nos canais lactíferos, no tecido adiposo ou no tecido conjuntivo. Os diferentes tipos de cânceres de mama evoluem de forma diferente. As generalidades sobre os tipos particulares são baseadas nas similaridades quanto à forma como eles são descobertos, como eles evoluem e como eles são tratados. Alguns cânceres crescem muito lentamente e disseminam-se a outras partes do corpo (produzem metástases) apenas após tornarem-se muito grandes.

 

Outros são mais agressivos, crescendo e disseminando-se rapidamente. No entanto, o mesmo tipo de câncer pode evoluir de maneira diferente em mulheres diferentes. Apenas o médico que realizou a anamnese (história clínica) e examinou a paciente pode analisar os aspectos específicos do câncer de mama apresentado pela mesma. O carcinoma in situ, o qual significa câncer localizado, é um câncer no estágio inicial que não invadiu e nem se disseminou além do seu ponto de origem. O carcinoma in situ é responsável por mais de 15% de todos os cânceres de mama diagnosticados nos Estados Unidos. Aproximadamente 90% de todos os cânceres de mama tem início nos canais lactíferos ou nas glândulas lactíferas.

 

O carcinoma ductal in situ inicia nas paredes dos canais lactíferos. Este tipo de câncer pode ocorrer antes ou após a menopausa. Ocasionalmente, o carcinoma ductal in situ pode ser palpado como um nódulo e, na mamografia, podem ser observadas pequenas partículas de cálcio depositadas no seu interior (microcalcificações). O carcinoma ductal in situ é freqüentemente detectado através da mamografia, antes dele ser suficientemente grande para ser palpado. Ele geralmente está restrito a uma área específica da mama e pode ser totalmente removido através da cirurgia.

 

Quando apenas o carcinoma ductal in situ é removido, aproximadamente 25 a 35% das mulheres desenvolvem câncer invasivo, geralmente na mesma mama. O carcinoma lobular in situ, o qual origina-se nas glândulas lactíferas, geralmente ocorre antes da menopausa. Este tipo de câncer, o qual não pode ser detectado através da palpação nem visualizado na mamografia, é freqüentemente detectado por acaso em uma mamografia realizada para investigar um nódulo ou uma outra alteração que não o carcinoma lobular in situ.

 

Entre 25 e 30% das mulheres que apresentam este tipo de tumor acabam desenvolvendo um câncer de mama invasivo (algumas vezes, após um período de 40 anos) na mesma mama, na outra mama ou em ambas. Os cânceres de mama invasivos, os quais podem disseminar-se e destruir outros tecidos, podem ser localizados (confinados na mama) ou metastáticos (que se disseminaram a outras partes do corpo).

 

Aproximadamente 80% dos cânceres de mama invasivos são ductais e cerca de 10% são lobulares. O prognóstico dos cânceres invasivos ductais e lobulares é similar. Outros tipos de cânceres menos comuns como, por exemplo, o carcinoma medular e o carcinoma tubular (que se origina nas glândulas lactíferas), apresentam um prognóstico um pouco melhor.

 

Fatores de Risco do Câncer de Mama  

   

Idade O envelhecimento é um fator de risco importante. Aproximadamente 60% dos cânceres de mama ocorrem em mulheres com mais de 60 anos de idade. O risco é maior após os 75 anos.

 

Câncer de mama prévio As mulheres que já sofreram um câncer de mama in situ ou invasivo apresentam o maior risco. Após a remoção da mama doente, o risco de câncer na mama remanescente é de aproximadamente 0,5 a 1,0% a cada ano.

 

História familiar de câncer de mama O câncer de mama em uma parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) aumenta o risco 2 a 3 vezes, mas o câncer de mama em parentes mais distantes (avó, tia, prima) aumenta o risco apenas discretamente. Inclusive uma mulher com parentes próximas que apresentaram câncer de mama não apresenta uma chance superior a 30% de desenvolvê-lo antes dos 75 anos.

 

Gene do câncer de mama Recentemente, dois genes diferentes do câncer de mama foram identificados em dois pequenos grupos distintos de mulheres. Quando uma mulher possui um desses genes as suas chances de desenvolver a doença são muito altas. No entanto, se ela desenvolver câncer de mama, as chances dela morrer devido a essa doença não são necessariamente maiores que as de qualquer outra mulher com câncer de mama.

 

As mulheres que podem possuir um desses genes são aquelas com uma alta incidência de câncer de mama na família (normalmente, várias mulheres de cada uma de três gerações tiveram câncer de mama).

 

Por essa razão, não parece ser necessária a investigação sistemática desses genes, exceto quando a história familiar não é comum. A incidência de câncer do ovário também é maior em famílias que possuem um dos genes do câncer de mama.

 

Doença mamária benigna prévia O fato de a mulher ter apresentado uma doença mamária benigna parece aumentar o risco apenas em mulheres com uma maior quantidade de canais lactíferos. Mesmo nessas mulheres, o risco é moderado, exceto quando é detectada uma estrutura tissular anormal (hiperplasia atípica) em uma biópsia ou quando a mulher tem uma história familiar de câncer de mama.

 

Primeira menstruação antes dos 12 anos, menopausa após os 55 anos, primeira gestação após os 30 anos ou ausência de gravidez A relação entre os três primeiros fatores e o risco é direta. Por exemplo, quanto mais cedo a menstruação começa, maior o risco.

 

O risco de desenvolver câncer de mama é duas a quatro vezes maior para as mulheres que menstruaram pela primeira vez antes dos 12 anos que para aquelas cuja menarca (primeira menstruação) ocorreu após os 14 anos. No entanto, esses fatores parecem ter um efeito muito pequeno sobre o risco de câncer de mama.

 

Uso prolongado de contraceptivos orais ou terapia de reposição hormonal com estrogênio A maioria dos estudos não demonstram qualquer relação entre o uso de contraceptivos orais e o desenvolvimento posterior do câncer de mama, excetuando-se possivelmente as mulheres que utilizaram esses medicamentos durante muitos anos.

 

Após a menopausa, a terapia de reposição hormonal com estrogênio durante 10 a 20 anos pode aumentar o risco discretamente. A terapia de reposição hormonal que combina o estrogênio com a progestina pode aumentar o risco, mas isto ainda não foi confirmado.

 

Obesidade após a menopausa O risco é um pouco mais elevado para as mulheres obesas na pós-menopausa, mas não existem provas de que uma dieta específica (p.ex., uma dieta hipergordurosa) contribui para o desenvolvimento do câncer de mama. Alguns estudos sugerem que as mulheres obesas que ainda menstruam na realidade apresentam menor probabilidade de desenvolver um câncer de mama.

  

 Sintomas que Podem Indicar Câncer de Mama  

  

Estes sintomas não significam necessariamente que uma mulher possui um câncer de mama. No entanto, quando ela os apresenta, deve procurar um médico.

 

• Um nódulo que, à palpação, é nitidamente diferente dos outros tecidos da mama ou que não desaparece

• Edema que não desaparece

• Pele enrugada ou com depressões

• Pele descamativa em torno do mamilo

• Alterações da forma do seio

• Alterações do mamilo (p.ex., inversão)

• Secreção do mamilo, especialmente quando ele é sanguinolento

  

Fatores de Risco

 

Parte do temor relacionado ao câncer de mama baseia-se em informações e interpretações errôneas no que diz respeito aos seus riscos.Por exemplo, a afirmação de que “uma em cada oito mulheres apresentará câncer de mama” pode causar confusão. Este índice é uma estimativa baseada em mulheres desde o seu nascimento até os 95 anos ou mais, o que significa, teoricamente, que uma em cada oito mulheres que vivem até os 95 anos apresentará câncer de mama. Contudo, o risco é muito menor para as mais jovens.

 

Uma mulher com 40 anos de idade tem uma chance de 1 em 1.200 de apresentar a doença durante o ano seguinte. Mesmo este índice pode ser enganoso, pois ele inclui todas as mulheres. A maioria das mulheres apresentam um risco ainda menor; mas algumas apresentam um risco maior. As mulheres que possuem mais fatores de risco de câncer de mama apresentam uma maior probabilidade de desenvolvê-lo, mas elas podem tomar medidas defensivas (p.ex., exames periódicos das mamas).

 

A única medida de valor comprovado que reduz o risco de morte por câncer de mama é a realização regular da mamografia após os 50 anos de idade. No entanto, uma pesquisa recente sugere que o exercício realizado regularmente, particularmente durante a adolescência e o início da vida adulta e, possivelmente o controle do peso, podem reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de mama.


Sintomas

 

Geralmente, a dor mamária sem um nódulo não é sinal de câncer de mama, embora aproximadamente 10% das mulheres que apresentam este tipo de câncer, apresentem dor sem um nódulo. No início, uma mulher com câncer de mama geralmente é assintomática. Mais comumente, o primeiro sintoma é um nódulo, o qual geralmente tem uma consistência diferente do tecido mamário circunvizinho.

Em mais de 80% dos casos de câncer de mama, a mulher descobre o nódulo por si. Os nódulos dispersos, sobretudo os localizados na região súpero-lateral, geralmente não são cancerosos. Um espessamento diferenciado e mais duro que ocorre em apenas uma mama pode ser um sinal de câncer. Nos estágios iniciais, o nódulo pode deslocarse livremente sob a pele quando empurrado com os dedos. Nos estágios mais avançados, o nódulo tende a aderir à parede torácica ou à pele que o reveste.

 

Nesses casos, o nódulo torna- se totalmente fixo ou não pode ser deslocado separadamente da pele que o reveste. No câncer avançado, podem ocorrer nódulos aumentados de volume ou úlceras supurativas sobre a pele. Algumas vezes, a pele sobre o nódulo apresenta pequenas depressões e um aspecto coriáceo e parece a casca de laranja, exceto no que diz respeito à cor. No câncer de mama inflamatório, um tipo particularmente grave, embora raro, de câncer, a mama parece estar infectada, torna-se quente, vermelha e inchada. Freqüentemente, nenhum nódulo é palpado na mama.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: