RECONSTRUÇÃO DA MAMA

 

Reconstrução de uma Mama

 

Após o cirurgião realizar a mastectomia (remoção do tumor e do tecido mamário circunjacente), o cirurgião plástico pode reconstruir a mama, utilizando uma prótese salina ou de silicone ou, em uma cirurgia mais complexa, tecido retirado de outras partes do corpo da paciente, geralmente do abdômen. Em muitas mulheres, a mama reconstruída parece mais natural que a tratada com radioterapia, especialmente quando o tumor era grande.

 

Quando é utilizada uma prótese salina ou de silicone e é deixada uma quantidade suficiente de pele para recobrir a prótese, a sensibilidade da pele sobre a mesma é relativamente normal, mas, ao toque, nenhum desses tipos de prótese têm as mesmas características do tecido mamário. Quando é utilizado tecido retirado de outras partes do corpo, muito da sensibilidade é perdida, uma vez que a pele pertence a outra parte do corpo. No entanto, ao toque, este tipo de implante assemelha-se mais ao tecido mamário que a prótese salina ou de silicone.

 

O tratamento com várias drogas quimioterápicas administradas concomitantemente suprime as recorrências de modo mais eficaz que o tratamento com uma única droga. No entanto, sem cirurgia ou radioterapia, essas drogas por si não conseguem curar o câncer de mama. Dependendo de quais drogas quimioterápicas uma mulher utiliza, ela pode apresentar vômito, náusea, cansaço, úlceras dolorosas na boca ou perda temporária de cabelo.

Atualmente, o vômito é relativamente incomum por causa do uso de drogas como o ondansetron. Quando este tipo de medicamento não é utilizado, a paciente pode vomitar uma a seis vezes em um período de 1 a 3 dias após a quimioterapia. A gravidade e duração do vômito variam, dependendo das drogas quimioterápicas utilizadas e da própria paciente. Além disso, a paciente pode apresentar uma propensão não usual a infecções e hemorragias durante vários meses.

Na maioria das mulheres, esses efeitos colaterais acabam desaparecendo, embora as infecções e as hemorragias sejam fatais em 1 ou 2 de cada 1.000 mulheres submetidas à quimioterapia. O tamoxifeno é um medicamento bloqueador de hormônios que pode ser administrado como tratamento de acompanhamento após a mulher ser submetida a uma cirurgia de câncer de mama.

 

Nas mulheres com 50 anos ou mais, o tamoxifeno aumenta em 20 a 25% a chance de sobrevida nos primeiros 10 anos após o diagnóstico. O tamoxifeno, o qual é quimicamente relacionado ao estrogênio, apresenta alguns dos efeitos da terapia de reposição hormonal com estrogênio, favoráveis e desfavoráveis, como a possível redução do risco de osteoporose ou a morte devido a uma doença cardíaca e o aumento do risco de câncer de útero. No entanto, ao contrário da terapia de reposição hormonal com estrogênio, o tamoxifeno não reduz os fogachos nem melhora o ressecamento vaginal que ocorre após a menopausa.

 

Tratamento do Câncer de Mama que se Disseminou

 

O câncer de mama pode disseminar-se (produzir metástases) para qualquer área do organismo. As áreas mais comuns são os pulmões, o fígado, os ossos, os linfonodos, o cérebro e a pele. O câncer pode ocorrer nessas áreas anos ou mesmo décadas após o diagnóstico inicial de câncer de mama e seu tratamento. Quando o câncer produz metástase em uma determinada área, é provável que ele também tenha se disseminado a outras áreas, mesmo quando ele não é detectado imediatamente.

 

O câncer que se disseminou além da mama não tem cura, mas a maioria das mulheres que o apresentam sobrevivem pelo menos 2 anos e algumas, sobrevivem 10 a 20 anos. O tratamento medicamentoso, além da cirurgia adequada, aumenta discretamente a sobrevida, mas a principal razão do tratamento é que os medicamentos, mesmo com seus efeitos colaterais desagradáveis, geralmente aliviam os sintomas e melhoram a qualidade de vida da paciente.

 
Ao selecionar um tratamento, o médico leva em consideração se o crescimento do câncer é sustentado pelo estrogênio, o tempo decorrido após o diagnóstico inicial do câncer e de seu tratamento, a quantidade de órgãos envolvidos e se a mulher já passou da menopausa. Uma mulher com um câncer que se disseminou, mas que permanece assintomática, geralmente não é beneficiada com o tratamento
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