TRIAGEM

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Como o câncer de mama raramente produz sintomas nos estágios iniciais, a detecção precoce é particularmente importante. A detecção precoce da doença aumenta a probabilidade de êxito do tratamento. Um auto-exame rotineiro permite que a mulher detecte por si a presença de nódulos em um estágio inicial.

 

Embora ainda não tenha sido comprovado que o auto-exame reduz a taxa de mortalidade do câncer de mama ou que ele é tão eficaz na detecção precoce do câncer como a mamografia de rotina, o auto-exame permite a detecção de tumores menores que aquele que um médico ou um enfermeito é capaz de detectar, pois ele é realizado regularmente e a mulher familiariza-se mais com as mamas.

 

Esses tumores geralmente apresentam um melhor prognóstico e são mais facilmente tratados com uma cirurgia conservadora da mama. O exame das mamas faz parte de qualquer exame físico. O médico examina as mamas em busca de irregularidades, depressões, pele tensa, nódulos e secreção. Ele palpa cada mama com a mão espalmada e verifica a presença de linfonodos aumentados de volume nas axilas (a área que a maioria dos cânceres de mama invade primeiro) e também na região localizada acima da clavícula.

 

Os linfonodos normais não podem ser palpados através da pele e, por essa razão, considera-se que aqueles que são palpados apresentam aumento de tamanho. Contudo, existem doenças benignas que também provocam aumento dos linfonodos. A mamografia (um exame que utiliza raios X de baixa potência para localizar áreas anormais nas mamas) é um dos melhores métodos de detecção precoce do câncer de mama.

 

A mamografia é suficientemente sensível para detectar a possibilidade de um câncer no estágio inicial. Por essa razão, ela pode indicar a presença de câncer quando este não existe (resultado falsopositivo) e, geralmente, exames de acompanhamento específicos são necessários para confirmar os resultados. A realização de mamografias em intervalos de 1 a 2 anos pode reduzir as mortes por câncer de mama em 25 a 35% em mulheres assintomáticas com 50 anos ou mais.

 

Até o momento, nenhum estudo demonstrou que a realização regular de mamografias reduz a taxa de mortalidade do câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos de idade. No entanto, pode não haver evidências a favor deste exame porque o câncer de mama é incomum entre mulheres jovens e, conseqüentemente, a demonstração de algum benefício é mais difícil.

 

As evidências atuais são compatíveis, embora não provem, com a proposição de que as mulheres mais jovens são beneficiadas com a realização da mamografia. Por essa razão, muitas autoridades recomendam que as mulheres realizem mamografias regularmente a partir dos 40 anos de idade. A American Cancer Society recomenda que a primeira mamografia seja realizada aos 40 anos.

 

Apesar de detectar algumas vezes a presença de um nódulo, essa mamografia inicial também serve como parâmetro de comparação com as mamografias subseqüentes. A American Cancer Society também recomenda a realização da mamografia a cada 1 ou 2 anos entre os 40 e 49 anos e anualmente a partir dos 50 anos. Em estudos realizados com mulheres assintomáticas, a mamografia detectou aproximadamente 40% de cânceres não detectados durante o exame físico.

 

Como Fazer um Auto-exame das Mamas

1. Em pé, frente a um espelho, observe as mamas. Normalmente, elas apresentam tamanhos discretamente diferentes. Procure alterações na diferença de tamanho entre as mamas e alterações nos mamilos (p.ex., inversão do mamilo ou secreção). Observe se a pele apresenta enrugamentos ou depressões.

 

2. Olhando atentamente para o espelho, entrelace as mãos por trás da cabeça e pressione-as contra a mesma. Esta posição ajuda a tornar mais perceptíveis as alterações sutis causadas pelo câncer. Verifique a presença de alterações da forma e do contorno das mamas, especialmente na parte inferior das mesmas.

 

3. Apóie as mãos firmemente sobre os quadris e incline discretamente em direção ao espelho, forçando os ombros e os cotovelos para frente. Novamente, verifique a presença de alterações da forma e do contorno das mamas. Muitas mulheres realizam a próxima parte do exame durante o banho, pois a mão desliza facilmente sobre a pele molhada e escorregadia.

 

 

 

 

 

 

 

 

4. Levante o braço esquerdo. Utilizando três ou quatro dedos da mão direita, palpe minuciosamente a mama esquerda com a parte plana dos dedos. Movimentando os dedos em pequenos círculos em torno da mama, comece pela borda externa e, gradualmente, mova os dedos em direção ao mamilo. Pressione com delicadeza, mas com firmeza, tentando palpar qualquer nódulo ou massa incomum sob a pele. Certifique-se de examinar toda a mama. Além disso, examine cuidadosamente a área entre a mama e a axila, incluindo esta última, em busca de nódulos.

 

5. Comprima o mamilo esquerdo delicadamente e observe se há a drenagem de alguma secreção. (Procure um médico quando uma secreção aparece em qualquer momento do mês, independentemente dela ter ocorrido durante um auto-exame das mamas). Repita as etapas 4 e 5 na mama direita, elevando o braço direito e utilizando a mão esquerda.

 

6. Deite-se de costas com um travesseiro ou uma toalha dobrada sob o ombro esquerdo e com o braço esquerdo acima da cabeça. Esta posição aplana a mama e torna o seu exame mais fácil. A seguir, examine a mama direita. Assegure-se de examinar ambas as mamas. A mulher deve repetir este procedimento na mesma época de cada mês. Para as mulheres que menstruam, 2 a 3 dias após o término da menstruação é uma boa ocasião porque a possibilidade das mamas estarem dolorosas ou edemaciadas é menor. As mulheres na pósmenopausa podem escolher qualquer dia do mês que seja fácil de lembrar (p.ex., o primeiro dia do mês).

 

 

 

 

 

 

 

 

Contudo, a mamografia não é infalível e pode não detectar até 15% dos cânceres de mama. Quando uma alteração que pode ser cancerosa é detectada, o médico realiza uma biópsia, um procedimento no qual um pequeno fragmento do nódulo é removido cirurgicamente e examinado ao microscópio.

 

A ultra-sonografia (um exame que utiliza ondas sonoras de alta freqüência) não faz parte da investigação de rotina do câncer de mama. Após a detecção de um nódulo, a ultra-sonografia é algumas vezes utilizada para se diferenciar um cisto (saco cheio de líquido) de um nódulo sólido na mama. Esta diferenciação é importante, pois os cistos geralmente não são tratados quando a mulher não apresenta outros sintomas, mas um nódulo sólido exige a realização de uma biópsia.

 

A termografia (um exame que detecta diferenças de temperatura, algo que o câncer produz) não é útil na detecção ou na monitorização do câncer de mama, pois ela freqüentemente não detecta a presença de um câncer (resultado falso-negativo) ou indica a presença de um câncer quando este não existe (resultado falso-positivo).

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