GOLPE CONTRA CÂNCER

 DESCOBERTA DE GENE PROMETE FACILITAR DIAGNÓSTICO DE TUMOR DE MAMA

Uma descoberta de cientistas americanos promete ter implicações significativas no diagnóstico e no tratamento de casos agressivos de câncer de mama, o mais comum em mulheres. Trata-se de um gene associado à disseminação da doença. Os pesquisadores acreditam ter em mãos uma forma de identificar quais pacientes precisam de tratamentos mais intensivos, o que pode aumentar a expectativa de vida.

O gene é responsável pela produção da proteína SATB1, que regula outros mil genes e altera o desenvolvimento do tumor. O estudo revelou que ao ser ativado no câncer de mama, o gene estimula células cancerosas a invadirem outros órgãos. A pesquisa foi publicada na revista “Nature”.

Para cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que lideraram o estudo, e do Centro do Câncer Fox Chase, a descoberta acelerará a busca por meios de tratar a doença antes, ou mesmo depois, de o tumor causar metástases, isto é, se espalhar pelo organismo.

– O SATB1 aumenta a ativação de genes que permitem o crescimento do tumor, além de reduzir a expressão daqueles que inibem a multiplicação de células tumorais – disse a cientista japonesa Terumi Kohwi-Shigematsu, uma das responsáveis pela pesquisa.

Para ela, a descoberta da função do SATB1 ajudará a entender como um câncer sólido se espalha pelo corpo.

INSTRUMENTO PARA A DOENÇA SE ESPALHAR

Em estudos com células humanas e de camundongos, altos níveis de SATB1 estavam significativamente associados à forma fatal de câncer de mama. Mas quando o gene era “desligado” em células cancerosas o resultado era pouca ou nenhuma metástase.

Entre as centenas de genes controlados pelo  SATB1 estão aqueles envolvidos na estimulação do fator de crescimento e na capacidade de uma célula aderir a outra.

– No câncer de mama, o SATB1 reprograma o genoma para mudar a expressão de centenas de genes, promovendo crescimento tumoral e metástase – disse Shigematsu. Precisamos saber como alterar isso.

O próximo passo será estudar os efeitos do gene em seres humanos. Outro estudo, publicado na revista “Journal of the National Cancer Institute”, indicou que mulheres com a variante rara do gene AKAP9 têm um risco um pouco maior (10%) de câncer de mama se têm uma cópia. Se tiverem duas cópias da variante, este índice é de 17%.

FONTE:  Jornal O GLOBO – CIÊNCIAS

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