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CÂNCER DE MAMA É A MAIOR CAUSA DE MORTE DE MULHERES NO BRASIL

Publicado por: Ricardo Menacker em: junho 30, 2010

Nos últimos cinco anos, cresceu o número de brasileiras que fizeram exames preventivos, que detectam o câncer de mama e útero, mas o número ainda está longe do ideal.

O brasileiro está cuidando mais da saúde? Os pesquisadores do IBGE foram às ruas para descobrir a resposta. Houve avanços. Cresceu bastante o número de exames para prevenir o câncer de mama e do colo do útero. Mas ainda estamos longe, bem longe do ideal.

Pelas ruas do país, elas formam a maioria. Representam quase 52% da população. São 97 milhões de mães, irmãs, esposas, filhas, avós. Muitas com a saúde em perigo. O câncer de mama é a maior causa da morte de mulheres no Brasil.

O câncer de mama atinge hoje em torno de 50 mil mulheres por ano no Brasil e é a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres”, adverte o Diretor Geral do Instituto Nacional do Câncer, Luis Antonio Santini.

Pior ainda é a segunda maior causa de óbitos no país, o câncer de colo do útero. “Infelizmente no Brasil hoje em dia a gente ainda faz diagnóstico de câncer de colo do útero avançado, que é uma doença que demora muitos anos para se desenvolver. Então, existe a chance de diagnosticar a doença em vários estágios. É possível diagnosticar a doença em um estágio inicial, em que tratando a mulher fica curada”, ensina a médica ginecologista Virgínia Siqueira.

Nos últimos cinco anos, cresceu o número de mulheres brasileiras que fizeram exames preventivos. É uma forma eficiente de detectar e evitar as consequências mais graves de câncer de mama e câncer de colo do útero, por exemplo. Mas as brasileiras que ainda não se submetem ao exame preventivo ainda são em número muito alto.

Entre 2003 a 2008, a população feminina de 25 anos ou mais cresceu 15,6%. Segundo a pesquisa do IBGE, neste período, o percentual de mulheres que já haviam feito mamografia subiu de 42,5% para 54,8%.

Porém, quase 30% delas, nunca passaram pelo exame clínico das mamas, realizado por médico ou profissional de saúde. Riscos de saúde fáceis de ser evitados.

É importante reforçar que da mesma forma que leva o filho em um posto de saúde para fazer uma vacina, é importante a mulher procurar o posto de saúde. A pessoa pode ter a cura para essa doença e não morrer dela, como a gente ainda vê muito”, argumenta a ginecologista.

O vídeo da reportagem pode ser visto no portal G1 do Bom Dia Brasil, da Rede Globo, na edição de 1 de Abril de 2010.

Mamografia 3-D traz nova dimensão para o exame de câncer de mama

A tecnologia de imagem em estéreo permite que os médicos visualizem duas mamografias digitais ao mesmo tempo em uma imagem 3-D, e promete ajudá-los a identificar tumores difíceis de detectar.
Uma equipe de pesquisadores está estudando o uso da tecnologia de imagem estereográfica e de três dimensões para detectar nódulos malignos da mama não-identificados pelas mamografias tradicionais, abrindo as portas para a detecção e tratamento precoce, além de reduzir o número de resultados falso-positivos e testes de acompanhamento.

 

 

 

 

UM ÂNGULO MELHOR: O cientista David Getty, da BBN Technologies, observa uma mamografia em um conjunto de monitores estéreos. As imagens são exibidas em dois monitores de LCD de alta resolução posicionados a um ângulo de 110º entre si, com uma divisão de vidro especialmente revestido e posicionado entre eles.Cortesia da BBN Technologies

A mamografia com estéreo proporciona aos radiologistas uma visão em três dimensões da estrutura interna da mama, usando duas imagens de ângulos ligeiramente diferentes – algo bem parecido com a forma como nossos dois olhos criam uma percepção de profundidade, ou como os produtores de cinema criam filmes 3-D IMAX. Essas imagens são dispostas em dois Planar Systems de alta resolução —2.500 por 2.000 pixels —, monitores de cristal líquido (LCD) presos um sobre o outro em um ângulo de 110º, com uma divisão de vidro especialmente revestido entre eles. O vidro permite que o radiologista, usando óculos interpolarizados, enxergue o monitor mais baixo (posicionado no nível dos olhos), ao mesmo tempo em que observa um reflexo do segundo monitor (posicionado ligeiramente acima no nível dos olhos, com o ângulo voltado para baixo).

 

 

ESCONDIDOS A OLHO NU: Diferentemente de outras áreas do corpo humano, a mama não se adapta a uma anatomia macroscópica em particular. A sobreposição ou proximidade de tecidos saudáveis podem parecer nódulos malignos ou, inversamente, esconder pequenos tumores.

O cérebro é capaz de juntar essas imagens captadas a partir de diferentes perspectivas e entender onde as coisas estão em termos de profundidade”, afirma David Getty, cientista da empresa BBN Technologies, Inc. em Cambridge, Massachussets, que desenvolveu a tecnologia de mamografia em estéreo usada durante os testes. A BBN começou a estudar diferentes tecnologias que poderiam ser aplicadas à mamografia em 1992.

De acordo com o co-autor do estudo Dr. Carl D’Orsi, professor radiologista da Emory University School of Medicine, em Atlanta, o novo procedimento tornaria mais fácil a identificação de tumores minúsculos obscurecidos por outros tecidos na mama. “Estamos procurando por algo que está nos limites da visibilidade humana”, diz ele. “Em outras áreas do organismo humano, não é preciso procurar algo assim tão pequeno” ao se fazer um exame de câncer. Como resultado, a sobreposição ou proximidade de tecidos saudáveis podem parecer nódulos malignos ou, inversamente, esconder pequenos tumores.

Desde julho de 2007, 1.093 pacientes com o mesmo nível de risco de desenvolver câncer de mama foram incluídos na pesquisa médica e passaram por exames de mamografia digital padrão e estereoscópica. Um total de 259 descobertas suspeitas foi identificado pelos dois testes e os pacientes foram encaminhados para mais testes diagnósticos; 109 dos pontos detectados revelaram-se lesões reais. A mamografia padrão deixou passar 40 das lesões que o exame estereoscópico identificou, enquanto 24 não foram avistados pelo exame estereoscópico, mas foram identificados pela mamografia padrão. “É possível que haja poucas outras lesões que existiam e deixaram de ser identificadas em ambas as modalidades”, diz Getty. Ainda assim, a mamografia digital estereoscópica reduziu a quantidade de falso-positivos diagnosticados pela mamografia digital padrão em 49%.

Mas as imagens não são o único problema. Novas pesquisas demonstram que a capacidade – ou falta dela – de interpretar devidamente as mamografias também influencia sua eficácia. Um relatório do Group Health Center for Health Studies, em Seattle (um sistema de saúde sem fins lucrativos), publicado no Journal of the National Cancer Institute¸ indica que a precisão das leituras depende da experiência e habilidade dos radiologistas em interpretá-las: aqueles que analisam mamogramas diagnósticos com mais precisão costumam trabalhar em centros médicos acadêmicos e/ ou dedicam pelo menos 20% de seu tempo a essas avaliações. Mas a maioria dos mamogramas nos Estados Unidos é analisada por radiologistas comuns, que dedicam apenas uma fração de seu tempo interpretando esses raios-x.

Não que os mamogramas sejam fáceis de ler. Um radiologista ou médico geralmente procura por formações cancerígenas em estágio inicial com tamanho inferior a 0,5cm de diâmetro. Ainda assim, essa é uma habilidade profissional muito procurada. Em 2004 (o ano mais recente com números disponíveis), 186.772 mulheres e 1.815 homens foram diagnosticados com câncer de mama, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde e Serviço Social dos Estados Unidos.

Os sistemas de mamografia estereoscópica podem ser construídos acrescentando apenas um monitor estéreo ao equipamento de mamografia digital existente, afirma Getty. Vale observar que ele e seus colegas estão se reunindo com os fabricantes de equipamentos de mamografia para avaliar o interesse na tecnologia e, também, buscar mais financiamento para o seu desenvolvimento e para os testes clínicos junto ao National Institutes of Health.

A mamografia estéreo é uma promessa ainda maior, já que os fabricantes de equipamentos para mamografia, como a General Electric, em Fairfield, Estados Unidos; a Siemens, com matriz em Munique, e a Hologic, Inc., em Bedford, também americana, desenvolveram máquinas que realizam a tomossíntese digital, que utiliza até 20 imagens em arco da parte frontal de cada mama com uma diferença de um ou dois graus para cada imagem. Juntas, elas poderiam ser reconstruídas e visualizadas por meio de um sistema de mamografia estéreo, para criar uma imagem 3-D da mama que pode ser examinada a partir de uma série de ângulos.

A tomografia computadorizada da mama pode ser decisiva, mas isso ainda está a uma década de se realizar”, afirma D’Orsi. Getty espera que, em breve, a tomografia computadorizada ou a imagem por ressonância magnética (MRI) de órgãos internos – como próstata e pulmões – também sejam visualizados dessa forma.

Fonte: por Larry Greenemeier para Scientific American Brasil. Fevereiro, 1, 2008.


MAMOGRAFIA – NOVOS RECURSOS PARA PROTEGER VOCÊ

 

 

 

 


 

Tumor maligno mais freqüente entre as mulheres, o câncer de mama já ataca mesmo quem tem menos de 35 anos. Veja como se cuidar com o que há de mais avançado na medicina. Por  CRISTINA NABUCO

A notícia é boa: os avanços no diagnóstico e tratamento do câncer de mama elevaram as chances de cura para 96% quando descoberto no início. Problema: no Brasil, a mortalidade continua alta porque em 60% dos casos o tumor é detectado em estágio avançado, quando os índices de sobrevivência não ultrapassam 30%. O principal método de diagnóstico precoce é a mamografia, radiografia das mamas. Calcula-se, porém, que metade das brasileiras entre 50 e 69 anos, faixa de maior risco para a doença, jamais realizou esse exame. “Se a mulher conhecesse seu corpo e fizesse check-ups periódicos, a realidade brasileira poderia ser outra”, afirmou a CLAUDIA a bióloga americana Kendra Woods, diretora de programas externos do M.D. Anderson Cancer Center da Universidade do Texas, um dos mais respeitados centros de tratamento e pesquisa do câncer do mundo. A Dra. Woods esteve no Brasil em novembro para formalizar, com representantes da Susan G. Komen, renomada ONG americana que reúne sobreviventes do câncer, a Parceria das Américas para a Conscientização e Pesquisa sobre o Câncer de Mama, que envolve também centros no México e na Costa Rica e conta com o apoio da primeira-dama dos Estados Unidos, Laura Bush. Os parceiros locais são o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital do Câncer A. C. Camargo, ambos em São Paulo. “O objetivo é aumentar a detecção precoce e reduzir a mortalidade mediante maior conscientização, mais recursos clínicos e pesquisas”, informa Woods, familiarizada com o tema não apenas por razões profissionais. Sua avó, sua mãe e várias tias tiveram câncer de mama. Ciente do valor do diagnóstico precoce, a bióloga faz mamografias periódicas e já se submeteu a mais de uma biópsia com agulhas. “Os resultados foram benignos”, conta. “Diria que benigno é a terceira palavra mais importante do mundo, depois de paz e amor”, destaca. “Em função do lugar que ocupam na família, as mulheres cuidam de todos, menos delas próprias. Pensam: se estou saudável, para que perder tempo com isso? É necessário mudar essa mentalidade. Temos que alertá-las para o câncer de mama desde a puberdade. Nós, mulheres, precisamos ter orgulho de cuidar do nosso corpo”.

VIDAS POUPADAS

A mamografia é a principal aliada contra o câncer de mama. Graças a ela, a mortalidade por esse tipo de tumor caiu 44%, segundo um grande estudo sueco, coordenado pelo médico Laszlo Tabar, do Hospital Falun Central, que comparou 210 mil mulheres com diagnóstico desse tumor 20 anos antes e depois de 1978, quando a radiografia das mamas foi introduzida naquele país. O exame revela microcalcificações (pequenos depósitos de sais de cálcio) não palpáveis, que às vezes já podem ser malignas, explica a radiologista Selma de Pace Bauab, de São José do Rio Preto, no interior paulista, da Comissão Nacional de Qualificação em Mamografia e da Sociedade Brasileira de Mastologia. A qualidade das imagens captadas por raios X, que já vinha evoluindo com a utilização de filmes mais sensíveis, ficou ainda melhor com os equipamentos digitais. Um trabalho com mais de 40 mil pacientes nos Estados Unidos e no Canadá observou melhora na detecção do câncer em mulheres abaixo dos 50 anos e com mamas densas. Para breve são esperadas novidades, como o uso de contraste para deixar o tumor mais visível e de mamógrafos digitais capazes de reconstruir a imagem das mamas em três dimensões (a técnica é denominada tomossíntese).

CONHEÇA OS EXAMES

A mamografia é o método de rastreamento do câncer de mama. Mas o acesso ao exame ainda é limitado no país. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, hoje existem apenas 1,7mil mamógrafos na rede pública, a maioria nas regiões Sul e sudeste. A ultra-sonografia e a ressonância magnética servem de complemento e ajudam a planejar os tratamentos.

MAMOGRAFIA ANALÓGICA

O seio é comprimido e são tiradas duas chapas: na posição frontal e na lateral. A imagem é gravada em um filme e analisada por um radiologista. PRÓS – Revela indícios muito iniciais de câncer, sendo bastante eficiente após os 40 anos, quando as mamas são mais gordurosas. CONTRAS – Há risco de falso negativo. Em mamas densas, o tumor nem sempre é visualizado porque às vezes tem a mesma densidade do tecido glandular.

MAMOGRAFIA DIGITAL

Também usa raios X para coletar as imagens, mas, em vez de serem impressas em filme, elas ficam armazenadas no computador e são vistas na tela. PRÓS – A visibilidade das lesões é maior, o que reduz a necessidade de biópsias. Se as imagens perderem a resolução, é possível invertê-las e ampliá-las. Os arquivos podem ser enviados pela internet para  avaliações por médicos de locais distantes. CONTRAS – De alto custo, o equipamento não está disponível em todos os serviços de saúde.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Utiliza campos magnéticos para captar imagens tridimensionais dos seios enquanto a paciente fica deitada dentro de um equipamento que parece um túnel. As imagens são vistas simultaneamente na tela de um computador. Desde 2007, é recomendada sua realização  anualmente, em associação com a mamografia, para mulheres com alto risco de câncer. Fazem parte desse grupo, aquelas que apresentam mutações genéticas, têm parente em primeiro grau com mutação, foram submetidas a radioterapia do tórax entre 10 e 30 anos, entre outros fatores a serem avaliados pelo médico. PRÓS – Revelou-se eficaz em mulheres com mamas densas ou com próteses de silicone. Ajuda no esclarecimento de casos duvidosos e na obtenção de detalhes antes da cirurgia. CONTRAS – O exame é caro e pode dar falso positivo: revela alterações mínimas, o que pode levar à indicação desnecessária de biópsias.

ULTRA-SONOGRAFIA

Ondas sonoras de alta freqüência são emitidas por um aparelho, o transdutor, que desliza sobre os seios. Ao encontrar os tecidos internos, essas ondas produzem ecos, que são convertidos em imagens. PRÓS – Permite diferenciar nódulos líquidos e sólidos (os últimos podem ser malignos). Identifica tumores não vistos na mamografia. Favorece o estudo de mamas densas. CONTRAS – Nem sempre detecta microcalcificações precursoras de câncer.

QUANDO FAZER

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia anual deve ser feita a partir dos 40 anos. Quem está no grupo de alto risco  precisa começar dez anos antes da idade em que o tumor se manifestou na parente próxima. As jovens são orientadas a fazer o auto-exame mensal e o exame clínico anual com o ginecologista. A oncologista Silvana M.T.M.Gotardo, da Oncoclin, em São Paulo, lembra que a mamografia é recomendada em qualquer idade diante de sintomas como: APARECIMENTO DE CAROÇO ou área endurecida no seio ou na axila. PRESENÇA DE SECREÇÃO NO MAMILO, principalmente se for em apenas um dos lados e com sangue. MUDANÇAS NO TAMANHO ou formato dos seios sem mudança de peso. ALTERAÇÕES DE PELE (vermelhidão, inchaço, feridas) nos seios ou mamilos. DOR OU RIGIDEZ não associada a oscilações hormonais.

ONDE FAZER

Para ter certeza de que o resultado é confiável, procure locais aprovados pela Comissão Nacional de Qualificação em Mamografia, que avalia os serviços e fornece um selo que é colocado no laudo. Para isso, leva em conta a qualidade do equipamento, as doses de radiação e o treinamento dos profissionais. A lista dos locais certificados está disponível no site do Colégio Brasileiro de Radiologia: WWW.cbr.org.br

SEM DÚVIDAS

POR QUE APERTAR TANTO?

Dentro das mamas as estruturas ficam sobrepostas, e devido ao seu formato, os raios entram desiguais. Ao apertar, as estruturas internas são separadas e ficam mais visíveis.

DÓI MAIS NO PERÍODO MENSTRUAL?

Sim, pois nessa época os seios ficam mais sensíveis. Marque o exame após a menstruação.

POR QUE NÃO USAR DESODORANTE, TALCO OU CREME NO DIA DO EXAME?

Essas substâncias podem deixar resíduos que interferem nos resultados.

POR QUE AVISAR SE COLOQUEI SILICONE?

A prótese dificulta a visualização, por isso requer exame dobrado. A primeira série, normal; na segunda, o técnico afasta a prótese para comprimir apenas o tecido mamário e aumentar o campo de visão.

É PRECISO INFORMAR SOBRE REPOSIÇÃO HORMONAL?

Sim, pois o emprego de hormônios após a menopausa pode acarretar um aumento na densidade das mamas.

A MAMOGRAFIA OFERECE RISCOS?

Não há evidência de riscos. Se de fato existirem, são mínimos diante dos benefícios, responde a Dra. Kendra Woods.

O QUE LEVAR?

Os exames anteriores para comparação.

O QUE VESTIR?

Roupa de duas peças porque você terá que se despir da cintura para cima.

Aprenda a ler resultado da mamografia e saiba como proceder quando o exame apontar alterações em WWW.claudia.com.br

Matéria retirada da revista CLAUDIA de Fevereiro de 2008

YAHOO!GRUPOS-BLOG- MEU DEPOIMENTO – MUITO ORGULHOSA!

October 14, 2010 em 10:03 pm · Categoria Grupos

Outubro é o Mês da Conscientização do Câncer de Mama, uma das doenças mais comuns que afecta às mulheres e que pode ser prevenida e curada. Durante esses dias, vocês devem ter visto por ai a fita rosa, que é o símbolo da luta. Mais do que apenas um item de identificação da campanha, essa fita representa a luta diária de muitas pessoas contra a doença, seja pesquisando alternativas de cura ou dando conforto a quem precisa.

Todos conhecemos alguma história mais ou menos próxima de uma mulher que foi vítima da doença. Seja qual for o seu desfeixo, as vivências dessa mulher serviram de lição para nós. Aliás, eu quero trazer para vocês o depoimento de uma delas, Tânia Maria Vilar Barbosa, criadora e moderadora do grupo “Mama Câncer” . Tânia é uma orgulhosa sobrevivente e tem uma mensagem de esperança que busca inspirar-nos e fazer-nos participantes da sua luta, que é a luta de todas as mulheres e também dos seus familiares e amigos.

“Sejam guerreiras e não desistam nunca!”

“Meu nome é Tânia Maria Vilar Barbosa, tenho 56 anos e há 8 anos tive câncer-de-mama. No dia do resultado do exame, lógico, meu mundo caiu! Mas nada me fez desistir ou desesperar. Só pensava em minha filha, meu marido e meus pais sem a minha presença, se não lutasse.

Levantei a cabeça, decidi, operei  e pensei: nenhum “câncer” vai me derrubar! E assim, depois de todo o tratamento entre 4 sessões de químio, remédios e acompanhamentos, resolvi criar o grupo “Mama Câncer“, para poder ajudar as mulheres que passaram ou iriam passar pela mesma dor que eu. Tinha certeza de que minha experiência poderia e iria ajudar. E ajudou mesmo!

É preciso que lembremos às nossas novas amigas que existe muita dores que não são revelados pelos exames. Algumas de nós já conseguiram  eliminar essa dor do peito e até da alma! Mas outras continuam lutando contra ela. Por isso, esse grupo é tão fantástico, quando juntam as energias ela diminui, algumas até conseguiram fazê-la desaparecer! Denominei cada uma de nós pelo apelido “fada”, um ser de força e muita luz! Com toda essa vivência, só posso dizer: O câncer tem cura! Sejam guerreiras e não desistam nunca!”.

Yahoo!Grupos é um espaço ideal para as mulheres encontrarem e oferecerem apoio, conselho e troca de experiências sobre o câncer de mama. Também é útil para os cientistas dedicados a pesquisar a doença. Vejam alguns bons exemplos abaixo:

Câncer de Mama (para trocar sentimentos, informações e depoimentos)

Pesquisa Câncer de Mama (grupo científico)

Sites com informações úteis (para conhecer a doença, participar de eventos, fazer diagnóstico e prevenção)

Esperança e Vida

Gineco

Rede Câncer

Calendário de eventos do Instituto Avon

Qual foi a sua experiência com o câncer de mama? Participa num grupo?  Compartilhe-o embaixo.

um abraço,

Graziana – Equipe do Yahoo! Grupos