DIAGNÓSTICO DO CÂNCER

PAAF – PUNÇÃO ASPIRATIVA  POR AGULHA FINA

A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) consiste na remoção de uma amostra de células do tecido mamário alterado, para exame.

A PAAF é um procedimento rápido e pode ser realizado com anestésico local, na forma de pomada, embora normalmente não seja necessário. Na PAAF é utilizada uma agulha de calibre de 20/21G acoplada a uma seringa para aspiração.

O posicionamento da agulha é comumente guiado por ultra-som. A coleta do material é realizada com movimentos de vai-e-vem da seringa. O procedimento descrito poderá ser repetido diversas vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de material, que será colocado em lâminas. O material obtido é submetido a análise citológica. Um pequeno curativo será colocado sobre a região puncionada.

 

CORE-BIOPSY

A biópsia de fragmento com agulha (BFA) ou core biopsy consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre um pouco mais grosso que na PAAF, acoplada a uma pistola especial.

O posicionamento da agulha de biópsia poderá ser guiado por mamografia digital estereotáxica ou ultra-som. O procedimento é realizado com anestesia local e geralmente se retiram vários fragmentos de alguns milímetros. Esse procedimento permite visualizar na tela do equipamento de imagem, em tempo real, a área a ser biopsiada, a agulha, e o seu trajeto até a área da alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada. Após localização da área a ser biopsiada é feita assepsia da pele e, em seguida, o trajeto da agulha de biópsia será anestesiado. Em seguida é feita uma pequena incisão na pele com bisturi, para facilitar a introdução da agulha de biópsia.

Os fragmentos são obtidos por movimentos da agulha dentro da lesão, a cada incursão, a agulha será retirada e o fragmento colhido em um frasco. O procedimento descrito acima será repetido várias vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de tecido para análise, que será enviado para ao laboratório de patologia.

Ao término do procedimento serão feitos compressão e gelo locais, a fim de evitar sangramento da área biopsiada e será feita a aproximação das bordas da incisão com pontos falsos e um curativo compressivo.

Este procedimento não necessita internação, a paciente deve retornar no dia seguinte para trocar o curativo. dirigir automóvel imediatamente após, podendo retornar às atividades habituais no dia seguinte. A biópsia de fragmento com agulha não deixa cicatrizes na pele.

MAMOTOMIA

A mamotomia ou biópsia percutânea é um método mais recente que também pode ser orientado tanto por ultra-som ou mamografia, quando uma agulha mais grossa, que a utilizada na biópsia de fragmento é acoplada a uma pistola específica acoplada a um sistema a vácuo. A agulha tem corte rotatório conectado a cânula que permite sucção do tecido mamário e do material hemorrágico.

O equipamento consiste de uma mesa na qual a paciente fica deitada de bruços, com a mama a ser biopsiada pendente numa abertura. Sob a mesa estão posicionados o mamógrafo digital e o suporte para a sonda de biópsia. O grande avanço dessa técnica dá-se pela melhor capacidade do estudo de microcalcificações, densidades assimétricas e distorções, somente caracterizadas pela mamografia e com elevado índice de erro no core biopsy.

Outras vantagens da mamotomia incluem: inserção única da agulha com único disparo, colocação de clipe metálico marcador para abordagens futuras e melhor controle da região e obtenção de fragmentos contíguos com maiores dimensões da lesão, resultando em menor número de resultados subestimados.

Para a localização da área a ser biopsiada, são efetuadas radiografias, que, depois de analisadas pelo computador, darão a exata localização da área a ser abordada. A cada passo serão feitas novas radiografias que mostrarão a posição da sonda e a quantidade de tecido que ainda deverá ser retirado.

Similar a core biopsy a área a ser biopsiada, a sonda de biópsia e o seu trajeto até a alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada são localizados na tela do equipamento de imagem utilizado. Em seguida é feita a assepsia da pele e o trajeto da sonda de biópsia é anestesiado. Assim que o local da biópsia é atingido, o sistema a vácuo é ligado, para auxiliar a retirada dos fragmentos de tecido mamário.

A sonda permanece no mesmo local até a retirada da quantidade suficiente de material, que é colocado em um frasco com formol e encaminhada ao laboratório de patologia. Em alguns casos, antes da retirada da sonda do local da biópsia, pode ser colocado um clipe marcador, feito de titânio, que servirá de guia para uma eventual intervenção cirúrgica, ou simplesmente para orientar os futuros controles mamográficos.

Terminado o procedimento são feitos compressão e gelo locais, a fim de evitar sangramento da área biopsiada, em seguida é feita aproximação das bordas da incisão com pontos falsos, e um curativo compressivo. Esse procedimento não requer internação hospitalar e a cicatriz que fica na pele será geralmente pequena.

Apesar de ser utilizado um sistema a vácuo, que retira a maior parte do sangue coletado no local da biópsia, poderá, ainda assim, haver a formação de um hematoma. Geralmente, a compressão vigorosa será suficiente.

Embora o objetivo da mamotomia seja o diagnóstico, em parte dos casos, consegue-se a retirada total da lesão, porém isso não é necessário para que se obtenha o diagnóstico. Se a alteração for identificada como maligna, a precocidade do diagnóstico e a identificação do tipo de tumor pela mamotomia, darão ao seu médico a oportunidade de adotar condutas, que podem incluir a cirurgia e outras formas de tratamento, com dados mais objetivos em mãos.  Nestes casos, mesmo que toda a lesão tenha sido retirada na mamotomia, haverá a necessidade de se retirar uma quantidade maior de tecido, por meio de cirurgia.

Algumas alterações benignas são precursoras do câncer de mama. Nestes casos também haverá a necessidade de se complementar a biópsia com a retirada de maior quantidade de tecido através de cirurgia.

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

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