EFEITOS COLATERAIS

Anemia: é bastante comum, mas é de fácil manuseio e dificilmente algum tratamento é interrompido por causa de anemia. Pode trazer alguma complicação em pacientes idosas ou cardiopatas.

Calafrios: não são comuns e quando presentes podem indicar uma infecção e o seu médico deve sempre ser avisado.

Constipação ou diarréia: a constipação é um efeito colateral muito raro da quimioterapia e não implica em maiores transtornos, sendo facilmente resolvida com o emprego de laxantes. A diarréia pode estar presente em algumas quimioterapias e pode ser tão severa a ponto de interromper e suspender o tratamento.

Dores ósteo-musculares: provocadas por alguns quimioterápicos, são de intensidade variável e geralmente são tratadas com analgésicos comuns e repouso.

Falta de apetite: um efeito colateral muito comum, mas infelizmente não há ainda medicação que possa reverter ou reduzir esse efeito. Melhora apenas com o fim do tratamento.

Flebite: ocorre quase sempre, mas em grau leve e sem sintomas. Trata-se de uma inflamação da veia, na qual é feita a aplicação da quimioterapia. Quando é mais importante, a paciente sente dor, endurecimento e vermelhidão no trajeto venoso. O médico deve sempre ser avisado. Ocasionalmente pode ser grave, com febre, dor intensa, inchaço e dificuldade para mobilização do membro afetado.

Leucopenia: outro efeito colateral comum, mas bastante variável e depende da sensibilidade individual. Trata-se da redução no número de leucócitos (ou glóbulos brancos), que fazem a defesa do nosso organismo. Quando a leucopenia é severa e acompanhada de febre, a quimioterapia deve ser suspensa e a paciente deve ser internada para tratamento e recuperação.

Menopausa precoce: o uso de agentes alquilantes durante o tratamento quimioterápico, particularmente a ciclofosfamida, são os fatores que mais interferem com a fertilidade. A menopausa precoce pode causar ondas de calor, tromboembolismo e tumores de endométrio, além de secura vaginal. Em alguns casos este processo pode retroceder e o organismo voltar à sua atividade normal, principalmente quando a mulher inicia o tratamento ainda muito jovem.

Mucosite e aftas: é uma inflamação que ocorre na mucosa de todo o tubo digestivo, da boca até o reto. Bastante freqüente, mas leve na grande maioria das vezes podendo ser contornada com medidas simples. Porém, pode ser muito intensa e pode motivar uma internação hospitalar. Em casos raros pode vir a ser fatal.

Náuseas e vômitos: são os efeitos mais conhecidos e mais temidos pela população em geral. No passado eram mais freqüentes, mas com advento das novas medicações, não são mais algo a se temer, pois podem ser bem controlados e evitados. Convém lembrar que algumas pacientes são muito mais sensíveis e terão náuseas ou vômitos, apesar de tudo que seu médico faça para evitá-los. Pacientes ansiosas ou com história de vomitar facilmente por outros motivos, tem um pior controle dos sintomas.

Pele e unhas: podem sofrer alterações na coloração durante a quimioterapia. Por isso recomenda-se que a paciente não se exponha ao sol durante o tratamento e use um bloqueador solar fator 30 (no mínimo).

Perturbações neurológicas: não são comuns como efeitos colaterais de quimioterapia e quando surgem devem ser investigadas.

Problemas gástricos: ocorrem junto com as náuseas e vômitos, ou como parte da mucosite. Atualmente podem ser tratados, embora nem sempre com o sucesso esperado.

Dr. Felisberto Andreas Bub

Médico Oncologista

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

 

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