IRRADIAÇÃO PARCIAL DA MAMA

Baseado em estudos clínicos tem-se investigado para casos bem selecionados o papel da radioterapia direcionada apenas para o leito tumoral e não para toda a mama. Várias técnicas têm sido utilizadas, desde braquiterapia com alta ou baixa taxa de dose, radioterapia intra-operatória (RTIO) com elétrons ou com ortovoltagem, e radioterapia externa. Uma clara vantagem destas técnicas é a redução do tempo total de tratamento, que com RT convencional leva de 5-6 semanas para ser concluído e nestas abordagens, pode ser feito no momento do ato cirúrgico para retirada do tumor (RTIO) ou em até 1 semana. Além disso, elimina-se o problema da seqüência entre tratamento sistêmico (quimioterapia/hormonioterapia) e loco-regional (radioterapia), não atrasando o início da RT até a conclusão do tratamento sistêmico ou vice-versa.

Embora promissores, a duração do seguimento de todas estas séries é curto, e todos têm estudado pacientes altamente selecionadas. No Brasil, alguns serviços de radioterapia já utilizam para casos bem selecionados RTIO com elétrons. Porém, maior seguimento e outros estudos são necessários antes de concluirmos que a RT parcial de mama é substituto aceitável para RT externa de toda a mama no TC.

Dra. Larissa Pereira da Ponte Amadei

Radioterapeuta do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, São Paulo/SP.

Cecília Maria Kalil Haddad

Física responsável pelo Serviço de Radioterapia do Hospital Sírio Libanês, São Paulo/SP.

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

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