MONITORAÇÃO DA TOXIDADE

Hematológica: é a mais comum e sua monitoração é feita através de exames de sangue. Na maioria das vezes é reversível, mas pode ser cumulativa e pode atrasar cada novo ciclo de quimioterapia. O grau de toxicidade varia muito, algumas drogas produzem muitos efeitos, enquanto que outras quase nenhum.

Gastrointestinal: também é bastante comum. São as famosas náuseas e vômitos. Se não for adequadamente controlada pode causar complicações e levar a atrasos ou até mesmo uma interrupção total do tratamento. Nem toda quimioterapia causa náuseas ou vômitos e alguns pacientes são mais sensíveis do que outros.

Cardíaca: pode ser importante nas drogas do grupo das antraciclinas, principalmente a doxorrubicina (adriamicina). Pacientes jovens e sem antecedentes de doença cardíaca não apresentam complicações ou sintomas. Pacientes idosas ou com história prévia de doença cardíaca deverão ser monitoradas com ecocardiograma e avaliação do médico cardiologista e algumas não poderão receber esse quimioterápico.

Urológica e renal: restrita a determinadas drogas que não são usadas no tratamento do câncer de mama.

Alopecia: é a famosa queda de cabelo, que ocorre durante certos tipos de quimioterapias. O cabelo volta a crescer quando o tratamento termina.

Neurológica: ocorre com alguns tipos de quimioterapia. Caracteriza-se na maior parte das vezes por dormência ou formigamento nas mãos e nos pés. Pode ser cumulativa, mas geralmente é reversível quando o tratamento é interrompido.

Hepática: incomum e não necessita de controle especial, salvo raras exceções.

Graus de toxicidade: graus de toxicidade é a forma como é medida cada tipo de toxicidade. Varia de grau I a grau IV (do menor para o maior).

Dr. Felisberto Andreas Bub

Médico Oncologista

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

 

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