ORIENTAÇÃO

Durante a radioterapia, recomenda-se que o paciente passe por consultas periódicas semanais com o radioterapeuta. Estas revisões são importantes para orientações específicas para cada paciente.

O cigarro interfere negativamente também no processo de recuperação dos efeitos colaterais da radioterapia. A toxicidade do tratamento aumenta de maneira significativa, principalmente quando se trata regiões de cabeça e pescoço (mucosas).

A ingestão de álcool também deve ser evitada quando as mucosas orais ou intestinais estão no campo de tratamento.

No tratamento da mama, sem a associação com quimioterapia, o uso de álcool, com moderação, não teria interferências.

Deve-se evitar exposição ao sol da área que está sendo irradiada, pois teríamos um acúmulo de danos. Não que seja proibitivo, mas poderão surgir reações acima do esperado. A pele deve ser hidratada para facilitar a recuperação do dano causado pela radioterapia. Recomenda-se que os hidratantes tópicos não contenham álcool ou perfumes. Recuperada dos efeitos sofridos pela pele, a exposição solar está liberada, com protetores.

Quando a radioterapia atinge diretamente o aparelho digestivo, os sintomas como vômito e diarréia podem levar à desidratação. Além da hidratação oral, algumas vezes há necessidade de soro endovenoso.

Outros cuidados importantes incluem a alimentação adequada, pobre em fibras, evitar o uso de leite e derivados, alimentos gordurosos, frituras, alimentos com muitos condimentos e picantes.

Frente à complexidade do tratamento oncológico com radioterapia, vários profissionais participam de maneira decisiva para facilitar a recuperação destes pacientes. A equipe multidisciplinar é formada por fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais.

Dr. Sergio Esteves

Radioterapeuta do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (UNICAMP).

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

 

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