ORIENTAÇÕES PRÁTICAS

Alimentação: deve-se tentar manter uma alimentação normal, variada e saudável. Geralmente a mesma alimentação à qual a paciente já estava acostumada. Durante a quimioterapia é comum a perda do apetite (inapetência, ou hiporexia, ou anorexia). Podem ocorrer mudanças no paladar, a paciente passa a gostar de alimentos dos quais não gostava antes e vice-versa, ou todos os alimentos passam a ter o mesmo sabor. Atenção: nada de iniciar “dietas especiais” ou “miraculosas” durante a quimioterapia. Como regra, deve-se evitar alimentos “pesados” ou de difícil digestão e aqueles cuja simples visão ou menção, já causem náuseas ou repulsa.

Atividades físicas: deverá ser reduzida, mas não abolida. Cada paciente conhece seu próprio limite. É óbvio que aquelas pacientes que já praticavam esportes regularmente ou eram atletas, terão mais capacidade de manter-se em atividade, embora com menos intensidade.

Álcool: vale aquela regra que é igual para todos: evite o consumo excessivo. O álcool pode interagir com várias medicações, causando efeitos desagradáveis e até mesmo perigosos. Além disso, é irritante para o estomago, ou seja, pode piorar as náuseas e vômitos induzidos pela quimioterapia.

Ciclo menstrual: poderá ficar totalmente desregulado e até parar durante a quimioterapia. Poderá ficar permanentemente abolido nas pacientes que já estiverem próximas da menopausa.

Dentição: é conveniente que todo tratamento odontológico seja feito antes de iniciar a quimioterapia, ou ao final desta. Caso seja necessário fazer durante a quimioterapia, consulte seu médico e peça uma orientação e autorização por escrito, para serem entregues ao dentista.

Depressão: é muito comum e bastante compreensível em qualquer pessoa que tenha diagnóstico de câncer e precise submeter-se a uma quimioterapia. Pode ser passageira ou não. De qualquer forma, precisa ser combatida a fim de que o paciente não se “entregue” e possa colaborar com seu médico na luta contra a doença.

Dores ósteo-musculares: podem ser um efeito colateral do tratamento, ou um sintoma de um resfriado comum ou outra infecção. De qualquer forma devem ser relatados ao seu médico.

Fadiga: pode ser devido ao tratamento ou devido à doença. É difícil de ser tratada. Recomenda-se repouso físico e mental.

Gravidez: é proibida durante a quimioterapia pelos riscos de graves mal-formações no feto. Após o fim do tratamento, se a paciente quiser e caso ela ainda esteja em idade fértil, ela poderá engravidar após o retorno do seu ciclo menstrual à normalidade.

Relações sexuais: recomenda-se a manutenção normal da atividade sexual.

Trabalho: o afastamento ou não, dependerá do tipo de atividade profissional e da opção do paciente. Geralmente esta é uma decisão tomada em conjunto: paciente e médico.

Uso de outras medicações: como regra geral vale o seguinte: se o seu médico não disse que você não pode tomar, então é porque pode. Não pare ou interrompa nenhuma medicação que já vinha tomando para o tratamento de outras doenças.

Dr. Felisberto Andreas Bub

Médico Oncologista

Fonte: http://www.mamainfo.org.br

 

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