ESTÁGIOS DO CÂNCER

Para sabermos se um tumor está avançado ou não, há uma classificação dos tumores, criado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), “ denominada estadiamento e baseada no fato de que os tumores seguem um curso biológico comum. Esta avaliação tem como base a dimensão do tumor, a avaliação da extensão aos linfonodos e a presença ou não de metástases para outras partes do corpo. Após a avaliação destes fatores, os casos são classificados em estágios que variam de I a IV graus crescentes de gravidade da doença.

São eles:

Estágio 0 – É o chamado carcinoma in situ que não se infiltrou pelos dutos ou lóbulos, sendo um câncer não invasivo. O estágio zero significa que as células do câncer estão presentes ao longo da estrutura de um lóbulo ou um ducto, mas não se espalharam para o tecido gorduroso vizinho, isto é, as células cancerosas que ainda não invadiram os tecidos circundantes;

Nos estágios I e II, o câncer expandiu-se dos lóbulos ou ductos para o tecido próximo à mama.

Estágio I: O tumor invasivo é pequeno (menos de 2cm de diâmetro) e não se espalhou pelos linfonodos, isto é, o tumor que permaneceu no local no qual se originou sem disseminação para os linfonodos ou locais distantes;

No estágio II: Algumas vezes, os linfonodos podem estar envolvidos – Estágio IIa: Qualquer das condições: O tumor tem menos que 2 centímetros e infiltrou linfonodos axilares; ou O tumor tem entre 2 e 5 centímetros, mas não atinge linfonodos axilares;

Estágio IIb: Qualquer das condições: obs. Não há evidência de tumor na mama, mas existe câncer nos linfonodos axilares.

O tumor tem de 2 a 5 centímetros e atinge linfonodos axilares; ou O tumor é maior que 5 centímetros, mas não atinge linfonodos axilares;

O estágio III: É o câncer de mama localmente avançado, em que o tumor pode ser maior que 5cm de diâmetro e pode ou não ter se espalhado para os linfonodos ou outros tecidos próximos à mama.

Estágio IIIa: Qualquer das condições: O tumor é menor que 5 centímetros e se espalhou pelos linfonodos axilares que estão aderidos uns aos outros ou a outras estruturas vizinhas; ou O tumor é maior que 5 centímetros, atinge linfonodos axilares os quais podem ou não estar aderidos uns aos outros ou a outras estruturas vizinhas;

Estágio IIIb: O tumor infiltra a parede torácica ou causa inchaço ou ulceração da mama ou é diagnosticado como câncer de mama inflamatório. Pode ou não ter se espalhado para os linfonodos axilares, mas não atinge outros órgãos do corpo;

Estágio IIIc: Tumor que qualquer tamanho que não se espalhou para partes distantes, mas que atinge linfonodos acima e abaixo da clavícula ou para linfonodos dentro da mama ou abaixo do braço;

Estágio IV: É o câncer metastático. O tumor de qualquer tamanho espalhou-se para outros locais do corpo como – ossos, pulmões, fígado, rins, intestinos, cérebro.

Para sabermos se um tumor está avançado ou não, há uma classificação dos tumores, criado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), denominado estadiamento, baseado no fato de que os tumores seguem um curso biológico comum. Esta avaliação tem como base a dimensão do tumor, a avaliação da extensão aos linfonodos e a presença ou não de metástases para outras partes do corpo. Após a avaliação destes fatores, os casos são classificados em estágios que variam de I a IV graus crescentes de gravidade da doença.

Fonte: http://www.fundacaolacorosa.com

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TIPOS DE CÂNCER

Nos diversos órgãos do nosso corpo, as células estão constantemente se reproduzindo pelo processo chamado mitose (divisão celular), em que uma célula adulta se divide. Assim, durante anos, ocorrem crescimento e renovação de células. Quando há um descontrole da mitose, algumas células reproduzem-se anormalmente, desencadeando o aparecimento de massas celulares chamadas neoplasias (tumores).

Tipos malignos

Nas neoplasias malignas, o crescimento celular é mais invasivo, descontrolado e rápido; as células originadas não são semelhantes àquelas que lhe deram origem. Tem a capacidade de abandonar o tecido de origem e possivelmente invadir outros tecidos, o que caracteriza a metástase, um principal indicador de malignidade.

De um modo geral, o câncer apresenta-se como um nódulo. Os tumores malignos da mama são classificados conforme as características de suas células e a relação com os tecidos ao seu redor. Nas fases muito iniciais, ainda sem a presença de nódulos, as alterações do tecido provocam o acúmulo de cálcio e podem ser identificadas pela mamografia como um agrupamento de calcificações. As chamadas microcalcificações e agrupadas podem indicar o câncer em fase muito precoce.

Quando as células estão anormais e não existe quebra das suas membranas ou seja, não existe invasão de tecidos, o carcinoma é chamado de in situ. Se as células são provenientes dos ductos o carcinoma é dito ductal e se oriundas em lóbulos mamários chama-se de carcinoma lobular. Havendo quebra da barreira entre as células acrescenta-se a denominação invasor. Resumindo, o câncer ou carcinoma de mama, pode ser ductal ou lobular, in situ ou invasivo, cada qual com suas características próprias influenciando o comportamento clínico e a decisão quanto ao tratamento a ser adotado.

 

O carcinoma in situ – É quase sempre detectado em fase sub-clínica, por meio de mamografia, e pela presença de micro calcificações ou distorções dos tecidos, antes mesmo da formação de nódulos. O correto tratamento atinge índices de curabilidade próximo de 100% e é baseado na retirada de amplo setor da mama afetada ou da mastectomia subcutânea, onde se preserva a pele e substitui a glândula mamária por uma prótese de silicone, seguida de radioterapia e hormonioterapia, conforme análise da retirada cirúrgica e as características específicas do tumor.

 

O carcinoma ductal in situ – Consiste de células epiteliais malignas confinadas aos ductos mamários, sem evidências microscópicas de invasão do tecido circunjacente. É dividido em cinco subtipos arquiteturais: comedocarcinoma, papilífero, micropapilídero, cribriforme e sólido.

 

Tipo comedo – podem atingir tamanhos relativamente grandes e tornarem-se palpáveis. Histologicamente são constituídos por células tumorais grandes, pleomórficas e hipercromáticas de crescimento sólido ocupando os ductos, exibindo numerosas figuras de mitose, em meio a tecido conjuntivo escasso. A necrose, que costuma sofrer calcificação, é detectada na mamografia como aglomerados ou microcalcificações lineares e ramificadas. É comum a ocorrência de fibrose concêntrica periductal e inflamação crônica;

 

Tipo papilífero – Se iniciam em grandes ductos e correspondem a uma pequena porcentagem dos tumores de mama. Geralmente formam uma massa bem circunscrita ou pode se ramificar para dentro de vários ductos para envolver todo o segmento da mama;

 

Tipo micropapilífero e tipo cribriforme – são tumores bem diferenciados ou grau I, de baixo grau nuclear, constituídos pela proliferação de células epiteliais pequenas e uniformes, com núcleo central e redondo e com relação núcleo-citoplasmático aumentada. Estes tumores não estão associados à necrose;

 

Tipo sólido – são tumores bem circunscritos, constituídos por um único tipo e célula com considerável pleomorfismo e atividade mitótica aumentada, o núcleo é hipercromático, observa-se presença de necrose de coagulação.

 

Carcinoma ductal invasivo – infiltrante ou invasor é classificado de acordo com as variações morfológicas, que são inumeráveis, e o padrão de disseminação. Os CDI são tumores sólidos, firmes, pouco circunscritos, com bordos infiltrativos e de consistência arenosa. A superfície de corte é amarelada ou cinza-amarelada, com trabéculas irradiando na gordura adjacente, conferindo ao tumor um aspecto estrelado ou espiculado. Algumas vezes estes tumores podem ser delimitados, redondos, lobulados ou multinodulares.

 

Tipos benignos:

Dentre as doenças benignas com indicação de tratamento clínico ou cirúrgico destacam-se:

Mastalgia (dor mamária) – A mastalgia é o principal motivo da consulta na área da mastologia.  A preocupação e o medo que a dor mamária possa estar associada ao câncer mamário, infelizmente faz com que muitas mulheres sejam orientadas de forma equivocada.

Mastite – Infecção da glândula mamária. Pode ser dividida em dois grupos: a mastite puerperal (relacionada à amamentação) e a não puerperal.

Biopsia de nódulo – A cirurgia para retirada (extirpação ) de nódulos  mamários  benignos vem sendo cada vez menos praticada em nossos dias. O avanço tecnológico e a maior segurança nos exames de imagem associados as punções nos permitem o simples acompanhamento de muitas pacientes. As abordagens cirúrgicas do nódulo mamário benignos podem ser feitas em duas situações: 1. Quando a paciente indicar; 2. Quando no acompanhamento o nódulo crescer ou houver alteração da forma (morfologia) nos exames de imagem.

Descarga papilar – A descarga papilar provocada em ambas as mamas, aquela encontrada durante a expressão papilar, é um achado muito comum em mulheres adultas. Porém, a descarga papilar espontânea (aquela percebida sem ter-se feito a pressão digital), apenas em uma mama e de coloração cristalina ou com sangue, deve ser sempre investigada por um mastologista.

Abscesso subareolar recorrente – Quadro inflamatório crônico e que com freqüência está associado à fístula na pele da região periareolar. Este quadro é mais comumente encontrado em pacientes fumantes. Importante destacar é que o tratamento dessa alteração é cirúrgico.

Fonte: http://www.fundacaolacorosa.com

LIMITAÇÕES

Depois que nos recuperamos, vem uma súbita vontade de literalmente “não perder um minuto sequer de vida” e com isso muitas vezes( vou usar uma frase que escuto muito) temos a vontade de “ abraçar o mundo com a pernas”.

É muito difícil se deparar com limitações, se acostumar que agora seu organismo conscientemente lhe dita regras e lhe diz até aonde você pode ir.

Para as mulheres que tiveram câncer de mama as limitações estão muito ligadas ao membro do lado aonde foi a cirurgia para que se evite a instalação do linfedema, explicado no menu Linfedema.

Outra limitação diz respeito a parte postural. Quanto mais se demora para optar pela cirurgia de reconstrução mais tempo seu organismo tem que encontrar mecanismos de defesa e compensações para equilibrar o corpo que fica mais leve de uma lado do que de outro.

Isso acarreta diversos desvios posturais que devem ser corrigidos com fisioterapia.

Ás vezes precisamos tomar alguns sustos para percebermos que mesmo sobreviventes, não somos de ferro e que nosso organismo e suas atuais limitações devem ser respeitadas, antes que ele próprio arrume um jeito de te fazer perceber isso.

Tenha calma no retorno de suas atividades, preserve o braço do lado da cirurgia e principalmente, aprenda a entender a leitura do seu organismo.

Tivemos uma segunda chance de vivermos, mas se não nos cuidarmos, será que teremos uma terceira?

Fonte: http://www.fundacaolacorosa.com

LINFEDEMA

Ao se realizar uma cirurgia de mastectomia, normalmente é feito o esvaziamento axilar, ou seja, junto com a mama, são retirados os linfonodos que fazem parte do sistema imunológico, mais precisamente dos  gânglios linfáticos.

Os linfonodos são estruturas de forma arredondada, medindo de 1 mm a 15 mm de diâmetro, localizadas ao longo dos vasos linfáticos e que representam o principal local em que se desenvolve a resposta imune contra antígenos (microorganismos, no caso de infecções) circulantes na linfa e também de propagação de células cancerígenas.
Agregados de linfonodos estão estrategicamente localizados em áreas como pescoço, axilas, virilhas, tórax e cavidade abdominal, onde drenam as diferentes regiões superficiais e profundas do organismo, porém, uma vez que se faz o esvaziamento axilar, ficamos sem os  linfonodos da axila operada e conseqüentemente sem defesas para infecções no membro aonde foi feito o esvaziamento.

Imediatamente após a cirurgia e durante as seis semanas seguintes, você poderá ter algum edema no braço do lado da cirurgia. Este edema é temporário e poderá, gradualmente, desaparecer caso você siga corretamente as orientações de seu médico ou fisioterapeuta.

Porém, a partir deste momento, o paciente passa a ter uma série de limitações com o membro do lado da cirurgia, que devem ser respeitadas, pois caso contrário, a resposta do organismo é imediata e o membro se torna imensamente inchado e dolorido, limitando inclusive movimentos e a esse quadro damos o nome de linfedema.

Muitas vezes para se regredir um linfedema, precisamos recorrer ao médico para que ele prescreva um antiinflamatório e para a fisioterapia que irá enfaixar o membro para fazer a contenção do edema.

A drenagem linfática manual é outra grande aliada, porém deve ser realizada por um profissional sério e capacitado a trabalhar com pacientes mastectomizadas.

Existem também as braçadeiras de compressão que devem ser usadas sob prescrição médica.

O grande problema do linfedema é quando não se toma uma atitude no início do quadro e ele se instala permanentemente, tornando difícil a sua regressão.

Para ajudar a aliviar este edema temporário, desde que o médico assistente permita, siga as seguintes recomendações:

1. – Ainda no hospital, logo após a cirurgia, eleve o seu braço afetado, apoiado em travesseiros, de forma que sua mão fique mais elevada que seu ombro. Faça isto enquanto estiver deitada, duas a três vezes ao dia, por 45 minutos.Não afaste seu braço afetado do tronco (movimento popularmente chamado de abrir as asas). Com isso seu músculo peitoral maior não forçará a cicatriz operatória e também, no caso da cirurgia plástica reparadora ter sido realizada no mesmo ato, evitará tensão no retalho músculo cutâneo empregado ou na prótese utilizada.

2. – Nesta posição elevada, exercite seu braço, abrindo e fechando a mão, de 15 a 25 vezes. Este exercício ajudará a reduzir o inchaço, por promover o retorno da linfa à circulação geral do corpo.

3. – Use o braço afetado para pentear o cabelo, banhar-se, vestir-se e alimentar-se, somente se a equipe operatória permitir.

Com a remoção de gânglios linfáticos e linfonodos,, a circulação da linfa no braço afetado torna-se mais difícil, portanto, mais suscetível a infecções.

Para preveni-las, o braço do lado em que a cirurgia foi feita sempre deve ser poupado de:

  • Pegar peso e fazer esforços repetitivos
  • Injeções ou coleta de sangue para exames;
  • Medição de pressão arterial;
  • Ferimentos e traumas;
  • Calor excessivo no manuseio de forno e fogão, use luvas como forma de proteção
    • Exposição prolongada ao sol sem uso de filtros ou bloqueadores solares.
    • Uso de anéis, relógios e pulseiras apertados;
    • Roupas justas ou com elásticos que possam dificultar a circulação;
    • Bolsas a  tiracolo no ombro do lado em que foi feita a cirurgia.
    • Uso de lâmina de barbear para depilar axilas. Prefira depilação à laser ou cera.
    • Picadas de insetos
    • Deixar a pele ressecada, use e abuse dos hidratantes

E  se mesmo com todos  esses cuidados, você tiver qualquer alteração abaixo, procure seu médico imediatamente:

  • Febre acima de 37,80C;
  • Qualquer parte do seu braço, mão ou axila afetada estiver quente, vermelha, ou se tiver aumento do inchaço.

Fonte: http://www.fundacaolacorosa.com

 

MEDO DA REINCIDÊNCIA

Até completarmos os 5 anos para que sejamos diagnosticadas curadas, temos que aprender a conviver com o pavor e o medo da reincidência, pois mesmo tendo sido operadas e feito os tratamentos indicados, o câncer pode voltar. Seja na mesma mama caso não tenha sido completamente retirada ou na outra mama.

A ansiedade e o temor pela espera dos resultados no período dos exames de controle são completamente esperados e compreensíveis. Até porque, a cada resultado negativo, é uma vitória.

Quem já viveu esse drama sabe que mesmo após os 5 anos, a cabeça ainda pensa que um dia seu corpo possa traí-la novamente com um diagnóstico positivo.

Podemos dizer que o câncer de mama e todo o processo que envolve o seu tratamento representam um trauma psicológico para a maioria das mulheres, pois nos vemos de uma hora para outra, obrigadas a conviver com a perda da vida que julgávamos ser normal.

Convivemos com as alterações corporais, as limitações e nos vemos obrigadas a replanejar metas, sonhos e projetos.

O que não podemos nos esquecer nunca é que uma postura positiva só nos traz coisas boas, que apesar de tudo isso estamos VIVAS e o ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar a novas situações.

Não podemos descartar que todos esses medos, anseios e novas rotinas muitas vezes nos evidenciam a importância de termos um apoio psicológico para lidarmos e aceitarmos melhor a condição que nos encontramos agora. Seja com um psicólogo particular que determinará que tipo de combinação de diversas técnicas e estratégias serão utilizadas na condução das sessões ou seja buscando  grupos de apoio com outras pessoas que se passaram pelo problema e se identificarão com as dúvidas e questionamentos do paciente.

Até completarmos os 5 anos para que sejamos diagnosticadas curadas, temos que aprender a conviver com o pavor e o medo da reincidência, pois mesmo tendo sido operadas e feito os tratamentos indicados, o câncer pode voltar. Seja na mesma mama caso não tenha sido completamente retirada ou na outra mama.

A ansiedade e o temor pela espera dos resultados no período dos exames de controle são completamente esperados e compreensíveis. Até porque, a cada resultado negativo, é uma vitória.

Quem já viveu esse drama sabe que mesmo após os 5 anos, a cabeça ainda pensa que um dia seu corpo possa traí-la novamente com um diagnóstico positivo.

Podemos dizer que o câncer de mama e todo o processo que envolve o seu tratamento representam um trauma psicológico para a maioria das mulheres, pois nos vemos de uma hora para outra, obrigadas a conviver com a perda da vida que julgávamos ser normal.

Convivemos com as alterações corporais, as limitações e nos vemos obrigadas a replanejar metas, sonhos e projetos.

O que não podemos nos esquecer nunca é que uma postura positiva só nos traz coisas boas, que apesar de tudo isso estamos VIVAS e o ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar a novas situações.

Não podemos descartar que todos esses medos, anseios e novas rotinas muitas vezes nos evidenciam a importância de termos um apoio psicológico para lidarmos e aceitarmos melhor a condição que nos encontramos agora. Seja com um psicólogo particular que determinará que tipo de combinação de diversas técnicas e estratégias serão utilizadas na condução das sessões ou seja buscando  grupos de apoio com outras pessoas que se passaram pelo problema e se identificarão com as dúvidas e questionamentos do paciente.

Fonte: http://www.fundacaolacorosa.com

 

RECONSTRUÇÃO DA MAMA

Após todo o trauma que a retirada da mama pode ocasionar, é hora de pensar num recomeço.

Apesar de muitas mulheres se oporem a cirurgia de reconstrução, ela tem um papel muito importante não só no aspecto emocional e psicológico, quanto no aspecto de alinhamento e harmonização do próprio corpo, que dependendo do tamanho da mama retirada, começa a apresentar desvios posturais ocasionados pelo desequilíbrio de peso em função da falta da mama.

TIPOS DE TÉCNICAS EMPREGADAS PARA RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA

RECONSTRUÇÃO COM MÚSCULO RETO DO ABDOMEM (retalho TRAM)

O retalho TRAM permite a reconstrução do volume e da forma da nova mama com a transferência, através de um túnel subcutâneo, de uma elipse de pele, gordura e músculos abdominais infra-umbelicais para a região da mastectomia. Para garantir o aporte sanguíneo, podem ser usados um ou ambos os músculos retos do abdome.

Ao final da cirurgia, haverá cicatrizes abdominais, semelhantes às de uma abdominoplastia tradicional e, em muitos casos, exige-se o uso de uma tela sintética que reforça a parede do abdome e evita a perda de força e o surgimento de hérnia abdominal. Podem ocorrer hematomas, seromas, flacidez e hérnia abdominal ou necrose dos retalhos.

O retalho TRAM é indicado para casos de reconstrução mamária em que seja necessário repor grandes perdas de pele e de cobertura torácica e/ou quando se deseja uma mama com volume maior. Por isso, o pré-requisito para a sua utilização é a existência, na paciente, de  uma área doadora abdominal com volume suficiente.

RETALHO DO MÚSCULO, RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA COM GRANDE DORSAL

O retalho do músculo grande dorsal é outra opção para a reconstrução da mama, embora exija a utilização de um implante de silicone para que se dê volume a essa nova mama. O retalho é transferido e posicionado no tórax da paciente para que se corrija a perda cutânea e se dê volume à mama.

A cirurgia produz uma incisão nas costas, que provoca uma cicatriz permanente, muitas vezes difícil de ser dissimulada pela roupa íntima ou de praia. As complicações e limitações são semelhantes às do retalho TRAM. Esta técnica é segura, com ótimos resultados.

EXPANSORES DE PELE

Na reconstrução da mama com expansor  temporário de pele utiliza-se uma bolsa de silicone que, ao ser insuflada com soro fisiológico periodicamente, permite a distensão da pele e do músculo peitoral. Isso cria espaço para um posterior implante permanente de silicone. A segunda etapa, na qual se faz a inclusão do implante, é realizada após um período que varia de três a seis meses.

A colocação do expansor pode ocorrer durante a mastectomia ou tardiamente, de três a nove meses após.

Outro tipo de reconstrução utiliza um expansor chamado de “permanente”. Um implante de silicone é distendido através de uma válvula remota, por onde se injeta soro fisiológico para provocar aumento de volume. Esta é uma técnica limitada, que não se adequa a todos os casos. Embora se busque, com ela, reduzir o número de cirurgias, podem ser necessárias cirurgias complementares para aperfeiçoamento do resultado final.

Podem ocorrer hematomas, seromas, contratura capsular e expulsão do expansor ou do implante de silicone.

RECONSTRUÇÃO IMEDIATA COM PRÓTESES

Embora haja um aumento dos casos de câncer de mama diagnosticados precocemente, e um aumento do número de mastectomias profiláticas, a reconstrução de mama com a inclusão imediata de implante de silicone ainda é limitada.

A aplicação desta técnica depende da permanência de pele excedente, de uma boa quantidade de tecido subcutâneo e da presença do músculo grande peitoral, ou do uso de um retalho lateral torácico dorsal.

Esta técnica não é empregada com freqüência, pois o resultado final poderá ser insuficiente caso o implante não seja adequadamente coberto e isolado da pele.

O tipo de implante depende da indicação do cirurgião, e será escolhido entre aqueles com cobertura texturizada ou de poliuretano.

Podem ocorrer hematomas, seromas, contratura capsular e expulsão do implante de silicone.

RECONSTRUÇÃO DO COMPLEXO ARÉOLO-MAMILAR (CAM)

Esse procedimento é realizado semanas após a reconstrução da mama. Há várias técnicas para de reconstrução do mamilo através de retalhos locais ou de enxerto de parte do mamilo da mama remanescente. A aréola também pode ser reconstruída com enxerto de pele da raiz da coxa ou por tatuagem.
TRATAMENTO MAMA OPOSTA ÀQUELA MASTECTOMIZADA

A mama contra-lateral àquela mastectomizada poderá ser tratada, tendo como objetivo a simetrização com a mama reconstruída, através de uma mastopexia, mamoplastia de redução ou de aumento com inclusão de implante de silicone mamário.

A mama contra-lateral àquela mastectomizada poderá ser tratada com o objetivo de simetrizá-la com a mama reconstruída. O tratamento pode consistir em mastopexia ou em mamoplastia de redução ou de aumento – neste caso, com inclusão de implante de silicone mamário.

A cirurgia é executada em um segundo momento, alguns meses após, nos casos de reconstrução mamária com os retalhos miocutâneos ou de expansor de pele.

Em alguns casos selecionados, como naqueles em que seja encontrada alguma patologia na mama oposta ou em que haja história familiar ou alterações genéticas BRCA 1 e 2 positivos, poderá ser discutida a realização de uma mastectomia profilática.

Todas as informações constantes desta página são fornecidas para instrução do paciente, apenas. Não são conselhos médicos específicos e não pretendem substituir a relação formal médico-paciente.

Os pacientes são diferentes e não fazem as mesmas escolhas. Os tecidos também variam de pessoa para pessoa e, assim, nem todos os pacientes terão os mesmos resultados

Fonte: http://www.fundacaolacorosa.com

A LEGISLAÇÃO E OS BENEFÍCIOS POR TER TIDO CÂNCER

Antes de indicarmos os seus direitos, aconselhamos você a ter e manter uma pasta particular, personalizada cujos documentos podem ser guardados em ordem cronológica, os mais velhos embaixo e os novos em cima para facilitar a sua vida de paciente, independentemente do seu diagnóstico.

Sempre que você visitar o seu médico e ou um advogado, que em certo momento você poderá precisar de um, leve a pasta com você. O grau da sua organização poderá lhe facilitar e ajudar para você não entrar em algumas ciladas burocráticas.

Portanto, todo e qualquer documento referente a você e seu problema deverá ser guardado nesta pasta tais como: Exames, Laudos (laudos de biópsia – histopatológico, são bastante importantes), radiografias, tomografias e ressonâncias, seus laudos e receitas médicas. Também a autorização do convênio caso tenha.
Outra sugestão é deixar junto nesta pasta, cópias dos principais documentos da paciente como: identidade (RG), CPF, certidão de nascimento, certidão de casamento e ou divórcio, carteira de trabalho, Cartão do PIS, carteirinha do plano de saúde, contrato do plano de saúde.

Já para os pacientes de casos mais graves, outra pasta pode ser montada e nela conter originais e cópias autenticadas de: identidade (RG), CPF, certidão de nascimento, certidão de casamento e ou divórcio, carteira de trabalho, seguro e financiamento de casa própria, cartão do PIS, extrato do FGTS, declarações de imposto de renda, contracheques, carta de concessão de aposentadoria, receitas médicas, laudo histopatológico, cópia do certificado de registro e licenciamento de veículo, cópia de registro de veículo, cópia da carteira nacional de habilitação, porque, uma vez a paciente falecida, exige-se uma série de procedimentos administrativos, e para quem não sabe nada isso, nunca tratou desses assuntos pode vir a ser a pior experiência de suas vidas tanto pelo momento, como pela falta de orientação.

 

PASSE LIVRE

Cada estado Brasileiro tem uma legislação vigente para quem é considerado como deficiente físico. Antes de dar entrada em seu processo, informe-se no órgão local se você está enquadrada na categoria.

“Deficiência física – Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física.”

Como pleitear o seu direito: administrativamente no órgão do governo responsável pelo controle do passe livre.

Documentos Necessários – copia Xerox da identidade, CPF, certidão de nascimento (crianças), foto 3×4 recente, atestado médico fornecido por instituição publica federal, estadual, municipal ou rede credenciada ao SUS.

OBS: o atestado deve ser original ou copia autenticada, ter o carimbo e assinatura do médico, estar legível e ter o CID atualizado, declarar se necessário se faz tratamento continuo.

LOAS

Lei orgânica de Assistência Social – Amparo Assistencial Social

Está previsto através dessa norma, para os portadores de câncer e aos idosos e aos reconhecidamente necessitados, o amparo dado pelo governo, de um salário mínimo ao mês.

“É garantido… ao portador de deficiência incapacitado para o trabalho e para a vida independente.”

Requerimento de Beneficio Assistencial – Lei 8742/93;

Declaração sobre a composição do grupo e da renda familiar;

Procuração acompanhada da identificação do procurador.

 

Para o portador de câncer é necessário se enquadrar numa das condições de: idade igual ou superior a 65, não tenha renda vinda de trabalho formal ou a condição de deficiência.

Outro critério para concessão do beneficio é que a renda familiar dividida pelo numero de membros da família que seja inferior a um quarto do salário mínimo. Este critério caracteriza a impossibilidade de a paciente e ou seus familiares de garantir o seu sustento.

Este benefício é pessoal e intransferível, não havendo direito para herdeiros, pensões, parcelas extras como o 13º salário, etc. O assistido não pode estar vinculado a nenhum regime de previdência e receber qualquer beneficio.

A duração do beneficio depende da revisão da renda mensal e será revista a cada dois anos, depois desse tempo serão avaliadas as condições da paciente, se estão iguais a quando foi concedido o beneficio. Este cessa com a condição de retorno ao trabalho ou a morte da paciente beneficiária. Seus dependentes não têm o direito de requerer pensão por morte.

Como conseguir o benefício: para solicitar o beneficio a paciente passa por uma inspeção pericial médica do INSS e de posse do laudo do médico do perito, que comprove a sua deficiência encaminha um requerimento, apresentando os seguintes documentos em cópias e originais: número do PIS/PASEP, cédula de identidade ou carteira de trabalho da requerente, CPF da requerente, certidão de casamento, certidão de óbito de a requerente se for viúva, comprovante de rendimento de todos do grupo familiar.

 

ISENÇÃO DE IMPOSTOS

Antes de começar o processo burocrático para a aquisição de um veículo com os benefícios para pacientes com câncer, é bom se orientar nos órgãos competentes de seus estados.

Os benefícios só valem para aquisição de carros novos e a cada 03 anos, portanto, o paciente não pode se beneficiar todos os anos.

Existem algumas Montadoras de carros que possuem programas especiais para portadores de deficiência e que facilitam muito o processo pelo qual irão passar.

A Burocracia é enorme e trabalhosa, porém, é um direito seu, então, não se dê por vencido e corra atrás de todos os seus benefícios.

Isenção de IPVA para veículo adaptado

Imposto estadual referente a propriedade de veiculo automotor, sendo que a legislação é própria de cada estado. É interessante verificar se na legislação do seu estado se existe a possibilidade de isentar veículos especialmente adaptados.

São alguns estados que possuem a regulamentação: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo.

 

Isenção de IPI na compra de veículo adaptado

O IPI é um imposto federal sobre produtos industrializados e a paciente com câncer é isenta apenas quando apresenta deficiência física nos membros superiores ou inferiores, que a impeça de dirigir veículos comuns. É necessário que a paciente apresente os exames e o laudo médico que descrevam e comprovem a deficiência.

Segundo a Lei 10.182 de 12/02/2001 que restaura a vigência da Lei 8989 de 24/02/95, que dispõe sobre a isenção do IPI na aquisição de automóveis destinados ao uso de deficientes físicos.

Para solicitar a isenção a paciente deve: obter junto ao DETRAN do seu Estado os seguintes documentos – Laudo de pericia médica com o tipo de deficiência física atestada a total incapacidade para conduzir veículos comuns, Tipo de veiculo com as características especiais necessárias, aptidão para dirigir de acordo com o Conselho Nacional de Transito;

– Apresentar o requerimento em três vias na unidade da receita federal da sua jurisdição. “O requerimento deve ser encaminhado à autoridade fiscal competente e serão anexos os documentos citados acima”. As duas primeiras vias ficarão com a paciente e a outra será anexada ao processo. Essas vias da paciente deverão ser entregues ao distribuidor autorizado da seguinte maneira. Uma das vias vai anexa do ludo pericial do distribuidor para o fabricante ou estabelecimento industrial equiparado e a outra via permanecerá em poder do distribuidor.

É importante que a nota de venda tenha a seguinte observação:

“Isento do Imposto sobre Produtos Industrializados – Lei nº8989 de 1995”; ou

“Saída com suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados, Lei nº8989 de 1995 no caso do inciso II do artigo 9º”

O tipo de veiculo que pode ser adquirido com a isenção do IPI são os automóveis de passageiros, veiculo de uso misto de produção nacional, com uso de combustível de origem renovável.  Este veículo deve apresentar características especiais, originais ou resultantes de adaptação que permitam o uso por deficientes físicos (pacientes de câncer também) dentre suas características estão o cambio automático ou hidramático e direção hidráulica. Essa adaptação poderá ser efetuada na própria montadora ou em oficina especializada.

O IPI incidirá regularmente em qualquer acessório opcional que não constituir equipamento original do veiculo adquirido.

 

Isenção de ICMS na compra de veículo adaptado

O ICMS é um imposto estadual sobre circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços. Sendo que cada Estado da federação tem a sua própria legislação de regulamentação do imposto.

Para solicitar a isenção do imposto a paciente deve dirigir-se ao posto fiscal e apresentar a seguinte documentação em duas vias: 1º Declaração do vendedor do veiculo que conste – numero do CPF da paciente, que o beneficio será repassado à paciente e de que o veiculo se destina a uso exclusivo da paciente, impossibilitado de usar veiculo comum por causa da sua deficiência. (para solicitar essa declaração a paciente deve entregar ao vendedor copia autenticada do laudo expedido pelo do DETRN e documento que declare, sob as penas da lei, o destino do automóvel para uso exclusivo da paciente, devido à impossibilidade de dirigir veículos comuns por causa da sua deficiência.

2º – Original do laudo da pericia medica expedido pelo DETRAN que ateste e especifique: – a incapacidade da paciente de dirigir veículo comum; – a habilitação para dirigir veículo de características especiais; – tipo de deficiência, a adaptação necessária e a característica especial do veiculo.

3º- Cópia autenticada da carteira de habilitação que especifique no verso as restrições referentes ao motorista e à adaptação realizada no veiculo.

Isenção no Imposto de Renda na Aposentadoria

“Os pacientes com câncer estão isentos do imposto de renda relativos aos rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão inclusive as complementações. (RIR/ 1999, art. 39, XXXIII, IN SRF nº15 de 2001, art. 5º XII)”

Os rendimentos de pensão ou aposentadoria recebidos acumuladamente não sofrem tributação, ficando isento o doente de câncer que os recebeu. (Lei nº 7713, de 1988, art. 6º inciso XIV).

Para solicitar a isenção a paciente deve procurar o órgão pagador da aposentadoria, munido de requerimento. Sua doença será comprovada por laudo médico, que será emitido por serviço médico oficial da união. Sendo fixado prazo de validade para o laudo pericial nos casos possíveis de controle. (Lei nº 9250 de 1995 art.30, RIR/1999, art. 39 par 4º e 5º, IN SRF nº 15 de 2001, art.5º, par 1º e 2º).

Para solicitar o beneficio: 1º cópia do laudo histopatológico (estudo em níveis microscópicos das lesões orgânicas); 2º atestado médico que contenha: diagnostico expresso da doença, CID (classificação internacional de doenças), menção ao Decreto nº 3000 de 25/03/99, estagio clinico atual da doença e da paciente, assinatura e carimbo legível do médico com CRM.

O paciente passa a estar isento se após o pedido e a realização da pericia, todos forem aceitos. A isenção para as doentes aposentadas é automática. Só temo direito de pedido as pacientes aposentadas.

 

AUXILIO DOENÇA

É o direito ao beneficio mensal que o segurado inscrito no RGPS – regime geral de previdência social tem quando fica temporariamente incapaz para o trabalho em virtude de doença, por mais de 15 dias consecutivos.

Logo a paciente de câncer, reconhecidamente incapacitada para o trabalho, tem direito ao beneficio, sem carência, mas estando segurada pelo INSS. Tal incapacidade será comprovada por medico perito do INSS.

A paciente deverá comparecer ao posto do INSS próximo de sua residência, a fim de requerer o beneficio do auxilio doença, ela deve levar a sua carteira de trabalho, cédula de identidade, CPF e documento que comprove o recolhimento ao INSS, também deve levar os exames, laudos, declarações, atestados médicos que comprovem o estado clinico da paciente segurada.

Se a segurada estiver trabalhando ela recebera o referente ao 16º dia em diante do afastamento do serviço, assim que requerer e passar pela pericia médica.

 

APOSENTADORIA

A aposentadoria por invalidez é concedia ao paciente por câncer desde que sua incapacidade para o trabalho seja considerada definitiva pela pericia médica do INSS. O portador de câncer terá direito ao beneficio desde que esteja na qualidade de segurado, isto é, esteja inscrito no regime geral de previdência social do INSS.

Caso a paciente já esteja recebendo o auxilio doença e consiga a aposentadoria por invalidez esta será paga no primeiro dia após cessar o auxílio-doença automaticamente.

Para as trabalhadoras autônomas, o beneficio começará a ser pago a partir da data da entrada do requerimento.

Fonte: folheto Direito do Paciente com Câncer – Orientações aos Pacientes – INCA/Min. da Saúde.

 

Para mais informações ligue para o PREVFone (0800 78 0191)
Fonte: Previdência Social

 

TFD

Tratamento fora de domicílio

Consiste no direito de o paciente (que assistido na rede publica ou conveniada ao SUS) ter acesso a continuidade da assistência fora do município de sua residência caso esgotadas todas as formas de tratamento naquele de origem.

A Paciente com câncer é encaminhada pelo médico da Rede Pública onde reside, para um centro de maior recurso, tendo como referência a capital do Estado. É vedado o pagamento de TFD em deslocamentos menores do que 50 km de distância e em regiões metropolitanas.

As despesas permitidas para TFD são relativas a transporte aéreo, terrestre e fluvial; diárias para alimentação e pernoite para paciente e acompanhante, devendo ser autorizadas de acordo com a disponibilidade orçamentária do município/estado; a autorização de transporte aéreo para pacientes e acompanhantes será precedida de rigorosa análise dos gestores do SUS.

A solicitação de TFD deverá ser feita pelo médico da paciente nas unidades assistenciais vinculadas ao SUS e autorizada por comissão nomeada pelo respectivo gestor municipal/estadual, que solicitará, se necessário, exames ou documentos que complementem a análise de cada caso.

Legislação Correspondente: Portaria nº 055 de 24 de fevereiro de 1999.

 

SAQUES do PIS e FGTS

Saque do PIS

O PIS poderá ser sacado pela trabalhadora doente cadastrada ou se tiver dependente portador de câncer.

Documentos Necessários – comprovante de inscrição no PIS/PASEP, carteira de trabalho, documento de identificação, Atestado, com assinatura reconhecida em cartório do médico que acompanha o caso tendo: diagnostico expresso da doença, estagio clinico atual da doença e da paciente, CID (classificação internacional de doenças), menção a resolução 1/96 de 15/10/1996 do conselho diretor do fundo de participação PIS/PASEP, carimbo que identifique nome e CRM do medico, cópia do exame histopatológico ou anatomopatológico que comprove o diagnostico.

Será sacado o saldo total das quotas e rendimentos.

Saque do FGTS

O FGTS poderá ser sacado pela trabalhadora doente cadastrada ou se tiver dependente portador de câncer.

Documentos Necessários – carteira de trabalho, documento de identificação, comprovante de inscrição no PIS/PASEP, original e cópia dos exames histopatológico (estudo em nível microscópicos das lesões orgânicas) e anatomopatológico (estudo das alterações no organismo pela patologia), Atestado médico tendo: diagnostico expresso da doença com assinatura do médico reconhecida em cartório, CID (classificação internacional de doenças), menção à lei 8922 de 25/07/94, estagio clinico atual da doença e da paciente, assinatura e carimbo do médico com CRM.

O valor recebido será o saldo de todas as contas pertencentes à trabalhadora, inclusive se for o caso, da conta do atual contrato de trabalho da paciente.

 

QUITAÇÃO DA CASA PRÓPRIA

“As pacientes com invalidez total e permanente causada por acidente ou doença possuem o direito a quitação. Para isso deve estar inapta para o trabalho e a doença determinante da incapacidade deve ter sido adquirida após a assinatura do contrato de compra do imóvel.”

Assim sendo ao pagar as parcelas do imóvel financiado pelo SFH- Sistema Financeiro Habitacional, estão embutidas as parcelas do seguro, que lhe garante a quitação no caso de morte.  Já no caso de invalidez o seguro quita a parte correspondente dada ao financiamento pela paciente.

A entidade financeira que efetuou o financiamento do imóvel deve encaminhar os documentos necessários à seguradora responsável.

Fonte: WWW.fundacaolacorosa.com

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