CÂNCER DE MAMA – EUA MUDAM TEMPO CERTO PARA DIAGNÓSTICO

Fatores como pertencer ou não a um grupo de risco e a frequência necessária para refazer exames fazem parte das mudanças na recomendação de rastreamento do câncer de mama, que, há sete anos obedecia a um ritmo estabelecido nos EUA.

O que muda?

• Dos 50 aos 74 anos os testes devem ser realizados a cada dois anos, e não anualmente;
• Mulheres que não pertencem aos grupos de risco devem começar a fazer mamografia aos 50 anos de idade e não mais aos 40;

O objetivo das mudanças é evitar que exames desnecessários sejam feitos em excesso bem como evitar também os falsos diagnósticos positivos. Por aqui especialistas como Ricardo Chagas, que é presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia afirmam que há muitas divergências sobre o assunto.

Segundo a mastologista Maira Caleffi, presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, “não existe nada melhor, por enquanto, do que fazer o diagnóstico precoce. Há problemas com exames em larga escala? Há. Mas nem por isso tem que deixar de fazer ou adiar a mamografia”.

Fique atenta aos sinais

Fonte: Blog da Saúde                          Clique na foto para aumentar

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CÂNCER DE MAMA – EMPRESAS LIGADAS À SAÚDE CONTRIBUEM PARA A PREVENÇÃO

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres e responde por cerca de 22% dos novos casos a cada ano. Só no ano de 2007 o número de óbitos por conta da doença chegou a mais de 11 mil.

Prevenir e ir ao médico regularmente são as melhores maneiras de evitar o pior. O autoexame não prevê nenhuma garantia às mulheres. O INCA – Instituto Nacional do Câncer lembra que a mamografia permite a detecção precoce do câncer e deve ser realizada a cada dois anos por mulheres com faixa etária entre 50 e 69 anos.

Diante da importância do diagnóstico precoce e do aumento considerável no número de casos – para 2010 estima-se 49 novos casos a cada 100 mil mulheres, empresas da área de saúde, como consultorias de benefícios, clínicas e laboratórios apostam em ações de conscientização e prevenção do câncer de mama. O Blog da Saúde ouviu a Dra. Analucia, do Gimi Diagnóstico, empresa que participou ativamente do Mutirão da Mamografia 2009. Confira!

1) Quando e como decidiram participar do Mutirão da Mamografia 2009?

Este ano o Gimi completou 21 anos. Nossa história é marcada por esforço, dedicação e respeito ao paciente. Hoje, contamos com diversas especialidades médicas, como diagnósticos cardiológicos, ginecológicos, endoscopia e otorrinolaringologia diagnose. No entanto, os diagnósticos por imagem fazem parte da nossa atividade principal, nossa vocação. Dentre destes diagnósticos, a mamografia é o nosso cotidiano.

Como reconhecimento do nosso trabalho, recebemos diversos contatos por parte de nossos clientes interessados em se beneficiar das campanhas governamentais de saúde em nossa unidade. Assim, pela primeira vez, este ano, buscando um diálogo mais participativo, e atendendo à nossa vocação, decidimos participar do Mutirão da Mamografia.

2) Que tipo de ações foram realizadas pelo Gimi Diagnóstico?

O Mutirão da Mamografia compreendeu exame de Mamografia e Ultrassonografia para mulheres acima de 40 anos. Os exames de Ultrassonografia de Mamas, no entanto, somente foram realizados para a complementação de determinados diagnósticos. As mulheres foram atendidas com horário marcado mediante apresentação de pedido médico.

Realizamos 531 exames de Mamografia e 57 exames de Ultrassonografia, beneficiando diversas pacientes. Todas as pacientes receberam uma carta explicativa sobre o resultado da Mamografia e/ou Ultrassonografia. Essa orientação referia-se desde o simples acompanhamento médico até o encaminhamento para Entidades Públicas especializadas indicadas pela Secretaria Estadual de Saúde do Governo de São Paulo para o prosseguimento da investigação.

3) Você acredita que a participação de entidades de saúde em ações como o Mutirão da Mamografia auxiliam no aumento de credibilidade e confiança à população. Por quê?

Sim, nós acreditamos que a participação em ações como o Mutirão da Mamografia possa auxiliar no aumento da credibilidade e confiança da população por se tratar de uma relação ética e transparente do Gimi com todo o seu público.

Há consciência crescente, hoje, de que os governos sozinhos não conseguem solução para questões crônicas e estruturais diante da sociedade tão complexa e nível populacional tão alto; cabe às empresas privadas dividir essa responsabilidade. Afinal, todos nós somos interessados num mundo melhor. Juntos, somos sempre mais fortes.

4) Qual a lição tirada por você com essa participação? O Laboratório continuará a participar de ações como essa? Qual será a próxima?

Percebemos que é indispensável o acesso a serviços médico-assistenciais de qualidade para enfrentar os determinantes da saúde em toda a sua amplitude, o que requer também políticas públicas saudáveis e mobilização da população, como aconteceu no Mutirão da Mamografia.

A participação do setor privado é muito importante para reunir esforços e mostrar a importância dos cuidados com a saúde. Temos que acreditar que cada um de nós, independente do tamanho do negócio ou da sua origem, pode trazer contribuições para um mundo melhor. Todos nós devemos ter responsabilidade social.

Essa foi nossa primeira participação no Mutirão da Mamografia. Pretendemos participar mais vezes a fim de facilitar ou possibilitar a realização do diagnóstico com periodicidade, fundamental para o diagnóstico precoce. O Mutirão da Mamografia ocorre semestralmente, nos meses de maio de novembro. O próximo, portanto, será no mês de maio /2010.

5) Mande uma mensagem a todas as mulheres sobre a importância da conscientização e cuidados com a saúde.

A mulher na sociedade atual já tem tomado consciência de sua responsabilidade no mundo em que está inserida, superando suas dificuldades e administrando seu tempo a favor de suas atividades. No entanto, a chegada da vida moderna modificou a rotina feminina e influenciou negativamente na saúde da mulher, exigindo cuidados ainda mais especiais.

A despeito da polêmica da Lei nº11.664 – que entrou em vigor no último dia 29 de abril e que dispõe sobre as ações de saúde, a prevenção, detecção, tratamento e o seguimento dos cânceres de mama (e colo uterino) em mulheres com mais de 40 anos, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS – atualmente há importantes cuidados com a saúde da mulher, a fim de tentar conter o avanço das doenças e aumentar a atuação preventiva, no tratamento mais efetivo e modernos.

Assim, a mulher deve se aproveitar dessa preocupação do governo e entidades privadas e assumir um compromisso também com a sua saúde física e mental. O exame de mamas é responsabilidade de toda mulher, que deve ter em mente que nunca antes em nossa história tivemos tanto sucesso no tratamento do câncer. Por isso, meu recado é para que as mulheres cuidem-se sempre!

Analucia Graziano é Mestranda da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo na concentração de Direito Civil Comparado (2007-2009). Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005). Assistente da graduação do curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2007-2008). Advogada – Departamento Jurídico: Gimi Diagnósticos

Fonte: Blog da Saúde

SEÇÃO ÚNICA DE RADIOTERAPIA PODE TRATAR CÂNCER DE MAMA

Uma única dose de radioterapia logo após a retirada do tumor é tão eficaz contra o câncer de mama quanto o tratamento convencional, que inclui 30 sessões.

A conclusão é de um estudo inglês feito com 2.232 mulheres com câncer ductal invasivo (o mais comum) submetidas à cirurgia conservadora da mama.

Elas tinham, em média, 63 anos e 86% dos tumores tinham menos de 2 cm, ou seja, estavam em estágio inicial.

De acordo com os autores do estudo, da University College London, na Inglaterra, 90% das recorrências de câncer são nos mesmos quadrantes de onde foram retirados os tumores. Por isso, uma só sessão após a cirurgia seria eficiente.

Para a realização da pesquisa, as mulheres foram divididas em dois grupos. Uma parte recebeu radioterapia intraoperatória em dose única. O outro grupo fez radioterapia externa convencional, com sessões diárias durante cinco semanas. Todas foram acompanhadas por quatro anos.

Resultado: As taxas de recorrência do tumor foram similares. Seis no primeiro grupo e cinco do segundo! Além disso, a radiação intraoperatória foi menos tóxica para as pacientes.

Entenda como é feita a aplicação em dose única

Logo após a retirada do tumor, a paciente, ainda anestesiada, é direcionada para outra sala onde recebe a radioterapia. A dose única é aplicada durante 20 minutos ininterruptos de radiação. Depois da sessão, a paciente tem a mama reparada e preservada.

O procedimento dura em média 40 minutos, além da cirurgia.

Atenção! O método é restrito para mulheres com tumor único, em estágio inicial (com menos de 3 cm) e que não tenha atingido as axilas.

Se adotada em larga escala, a técnica poderia reduzir a fila para a terapia.

O tratamento padrão para mulheres com câncer de mama inclui a cirurgia para retirada do tumor com a conservação do seio e a aplicação de radioterapia em toda região durante 30 dias.

Isso exige que a mulher compareça ao centro de tratamento diariamente, durante cinco semanas, o que pode atrapalhar a adesão ao tratamento e gera uma fila de espera para radioterapia.

A dose única substitui cerca de 30 dias de radioterapia ambulatorial!

Vale ressaltar: A técnica ainda é experimental e não está disponível em larga escala no Brasil.

Os resultados do estudo foram publicados no Lancet.

Fonte: Blog da Saúde

 

 

TERMOTERAPIA

Um estudo pioneiro para o tratamento de câncer de mama

Muitas campanhas são feitas para combater o câncer de mama, mesmo assim, essa doença preocupa todas as mulheres, já que o possível diagnóstico positivo remete a algo que trás muito medo: a mastectomia – retirada da mama.

Utilizada como último recurso para evitar que o câncer se espalhe para o resto do corpo, o procedimento é a maior preocupação dessas mulheres, já que isso mexe com o psicológico e com a vaidade delas.

Se esse é o seu caso ou se você conhece alguém que está aflita por isso o Blog da Saúde traz novidades. Pesquisas realizadas pela Universidade de Oklahoma verificaram que o uso da termoterapia reduz em 90% a utilização da mastectomia como tratamento no combate ao câncer de mama.

COMO FUNCIONA?

A termoterapia utiliza o calor para matar as células cancerígenas. O processo é feito através de micro-ondas que aquecem as células cancerosas.

Esse procedimento já é utilizado para o tratamento de outros tipos de câncer, como o de rim, que evita a cirurgia.

A utilização desse tipo de tratamento para o câncer de mama é novo, e ainda está sendo pesquisado. Aqui no Brasil, o Hospital das Clínicas foi pioneiro nas pesquisas.

“Se tudo der certo, o novo tratamento irá manter a sua vaidade intacta e
o medo que vem junto com o diagnóstico do câncer de mama vai embora”

Fonte: Blog da Saúde

QUIMIOTERAPIA X RISCOS CARDÍACOS

Novas diretrizes para tentar controlar o problema

Pense na situação: você sobrevive a um câncer, mas descobre que a quimioterapia causou danos ao seu coração e que eles podem ser irreversíveis?

Cerca de 10% dos pacientes oncológicos correm esse risco, mas até hoje não havia regras claras e reunidas em um só documento sobre como tratar os doentes.

Impasse

O que fazer quando um paciente precisa de uma medicação que, apesar de altamente eficiente no controle e tratamento de diversos tipos de câncer, traz uma série de riscos ao coração? Esse é o dilema que muitos médicos têm que enfrentar.

Um dos efeitos mais graves da quimioterapia é a cardiomiopatia, responsável por causar um enfraquecimento do músculo do coração, que pode levar à insuficiência cardíaca e, em última instância, à morte.

Além da cardiomiopatia, as drogas podem causar taquicardias, arritmias, insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e até a morte súbita.

Estudos internacionais mostram que os pacientes que passaram por tratamentos de câncer têm até 30% mais chances de desenvolver o problema do que a população em geral.

Normas

Por isso, para orientar os profissionais e garantir o controle do câncer com menos chances de complicações cardiovasculares, o Brasil criou as primeiras diretrizes mundiais sobre o atendimento cardíaco a pacientes oncólogicos.

As normas, que estão sendo editadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e por oncologistas, deverão ser publicadas no início de 2011.

No documento haverá uma lista dos quimioterápicos que podem causar efeitos nocivos ao coração e as recomendações sobre como os médicos devem tratar esses pacientes. Entre os quimioterápicos cardiotóxicos estão as antraciclinas, ciclofosfamida e o trastuzumab.

De acordo com o cardiologista Ricardo Kalil Filho, um dos coordenadores das novas diretrizes, o médico será orientado a solicitar um ecocardiograma ao paciente dois meses depois do início da quimioterapia.

Se o músculo do coração apresentar deficiência, um cardiologista passa a fazer parte da equipe e, junto com o oncologista, define a mudança do remédio, a diminuição da dose ou a indicação de drogas que melhorem o músculo cardíaco.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informa que o SUS será um dos grandes usuários das diretrizes, já que é responsável pelo atendimento de 80% dos tratamentos de câncer no Brasil.

Fonte: Blog da Saúde