RADIOTERAPIA MAIS CURTA TAMBÉM É EFICAZ CONTRA CÂNCER DE MAMA

Uma radioterapia intensiva durante três semanas é tão eficaz e segura entre mulheres com câncer de mama detectado precocemente quanto os tratamentos radiológicos habituais de cinco semanas, indicou um estudo clínico realizado no Canadá e publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

As mulheres submetidas à radioterapia mais curta são expostas a um risco menor de reincidência do câncer até 12 anos depois do tratamento, além de sofrerem menos efeitos colaterais, disse Tim Whelan, oncologista da Faculdade de Medicina da Universidade McMaster em Ontario (Canadá), o principal autor da pesquisa.

Acima de tudo, é tão eficaz quanto uma radioterapia padrão de cinco semanas, após a extirpação cirúrgica do tumor“, disse.

As conclusões da pesquisa modificarão as práticas médicas atuais para o tratamento do câncer de mama nos primeiros estágios da doença, tanto no Canadá quanto em toda a América do Norte e no mundo, disseu Whelan. Os resultados serão publicados no New England Journal of Medicine de quinta-feira, e são objeto de uma apresentação na conferência da American Society for Therapeutic Radiology and Oncology.

Fonte: Portal Terra. Fevereiro, 10, 2010.

Publicado por: Ricardo Menacker

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TERAPIA COM CALOR PODE REDUZIR CHANCE DE MASTECTOMIA

Um novo tratamento testado em pacientes com câncer de mama conseguiu reduzir em quase 90% a necessidade de mastectomia (retirada do seio). Os testes foram feitos na Universidade de Oklahoma, em conjunto com pesquisadores do MIT (Massachussets Institute of Technology), do Instituto de Pesquisas Biomédicas de Los Angeles, do Centro de Mastologia da Flórida e do Hospital St. Joseph, da Califórnia.

O tratamento é baseado na aplicação de micro-ondas para alterar a temperatura das células cancerosas (termoterapia), provocando sua morte. Essa tecnologia já é usada em alguns tipos de câncer, mas a aplicação para câncer de mama ainda é experimental. “Entre outras coisas, porque o sucesso do tratamento convencional, com cirurgia, já está bem estabelecido e os resultados a longo prazo da nova tecnologia, ainda não. Mas os primeiros resultados, que mostram a possibilidade de evitar a mutilação, são muito promissores“, diz Auro del Giglio, coordenador de oncologia do hospital Albert Einstein.

No Brasil, uma pesquisa sobre o uso da termoterapia para câncer de mama foi realizada no Hospital das Clínicas de São Paulo. O princípio do tratamento foi o mesmo (alteração térmica localizada no tumor), mas o equipamento usado foi um aparelho de radiofrequência. Segundo Marcos Desidério Ricci, mastologista do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), que coordenou a pesquisa, participaram pacientes selecionadas, que corriam maior risco cirúrgico, e com tumores pequenos. “O tratamento possibilitou uma cirurgia menos agressiva e diminuiu o seu risco. Constatamos que em 70% das pacientes não havia células cancerosas vivas após a termoterapia“, diz Ricci.

Fonte: por Iara Biderman para a Folha de S.Paulo. Janeiro, 29, 2010.

Publicado por:  Ricardo Menacker