OVERDOSE DE EXAMES

Nove conselhos  médicos dos EUA denunciam perigos do excesso de pedidos

Rony Caryn Rabin – Do New York Time

Num movimento que deverá alterar os padrões de aendimento em hospitais e consultórios dos Estados Unidos e pode se refletir em outras pates do mundo, nove conselhos americanos de especialidades médicas devem recomendar esta semana que 45 exames sejam feitos com menos frequência. Além disso, pacienes serão orientados a questionar médicos que os precreverem. Outros oito conselhos devem seguir o mesmo caminho.

As ecomendações reconhecem, de uma maneira franca e pouco comum, que muitos dos exames são tão rentáveis quanto desnecessários. E ainda podem prejudicar os pacientes. Há estimativas de que um terço dos gastos médicos nos EUA poderia ser evitado.

– O excesso de exames é parte de uma das mais graves crises da medicina americana – disse Lawrence Smith, médico-chefe de North Shore-LIJ Health System e reitor da Faculdade de Medicina North Shore Hofstra-LIJ, que não está envolvido com a iniciativa. – Muitas pessoas pensaram que os conselhos médicos seriam os mais resitentes a esta ideia. Portanto, trata-se de uma mensagem muito poderosa para o público.

A listta de procedimentos que devem ser prescios com mais parcimônia inclui eletrocardiogramas realizados durante um exame físico quando não há nenhum de problemas cardíacos. Também foi incluída a ressnância magnética, sobretudo quando um paciente se queixar apenas de algumas dores nas costas.

Essa mudança também reflete alterações recentes no mercado da saúde. Esforços estão sendo feitos para reduzir os incentivos financeiros aos médicos que prescreverem mais exames. Ainda assim, é precciso cautela, alertam alguns especialistas, para o fato de tal medida, eventualmente, atender a demandas dos planos que não querem pagar por exames considderados caros ou excessivos. Muitas vezes, pessoas que pecisam de exames são forçadas a apelar à justiça para garantirem o direito.

A nova recomendação está sendo chamada de “escolhendo com sabedoria”. Este será o ema da campanha que será direcionada a pacientes e médicos, sendo coordenada pelo Conselho da Fundação de Medicina em parceria com a Consumer Reports, entidade de apoio a consumidores.

FONTE: O GLOBO – Ciência dia 05 de abril de 2012

 

 

Anúncios

Comentários desativados.

%d blogueiros gostam disto: