INFORMAÇÕES DE SOBREVIDA

Influência do Estado dos Linfonodos sobre a Sobrevida

 

Estado dos Linfonodos

 

Chances de Sobrevida de 10 Anos

 

Chances de Sobrevida de 10 Anos Sem Recorrência

 


 

Sem câncer

 

Acima de 80%

 

Acima de 70%

 


 

Câncer em um a três linfonodos

 

Aproximadamente 40 a 50%

 

Aproximadamente 25 a 40%

 


 

Câncer em quatro ou mais linfonodos

 

Aproximadamente 25 a 40%

 

Aproximadamente 15 a 35%

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A quimioterapia (combinações de medicamentos que matam as células que se multiplicam rapidamente ou que inibem a sua multiplicação) e os medicamentos bloqueadores de hormônios (os quais interferem sobre as ações dos hormônios que mantêm o crescimento das células cancerosas) são destinados a inibir o crescimento das células cancerosas no organismo. Freqüentemente, a mulher é submetida a uma combinação desses tratamentos.

Como ainda existem muitos aspectos desconhecidos do câncer de mama e como não existe um tratamento individual totalmente eficaz para todos os casos, podem haver divergências entre os profissionais sobre o tratamento mais adequado. As preferências da paciente e do médico afetam as decisões terapêuticas. A mulher com câncer de mama tem o direito a uma explicação clara sobre o que se sabe sobre a doença e sobre o que ainda é desconhecido, assim como uma descrição completa das opções de tratamento. Deste modo, ela pode aceitar ou rejeitar as opções oferecidas.

 

Os médicos estão continuamente buscando maneiras de melhorar o prognóstico de suas pacientes. Por essa razão, as mulheres com câncer de mama são freqüentemente solicitadas a participar de pesquisas que investigam se uma nova combinação de tratamentos pode melhorar as taxas de sobrevida ou a qualidade de vida. Tratamento do Câncer de Mama Localizado Para os cânceres que parecem estar confinados à mama (localizados), o tratamento quase sempre é cirúrgico e é realizado logo após o diagnóstico, com o objetivo de remover o máximo possível do tumor. Existem diversas opções cirúrgicas.

 

A principal decisão é se deve ser realizada uma mastectomia (remoção de toda a mama) ou uma cirurgia conservadora (remoção do tumor e de uma quantidade do tecido normal circunvizinho). A cirurgia conservadora da mama, a qual deixa a maior quantidade possível de mama intacta, pode consistir na lumpectomia (remoção do tumor e de uma pequena quantidade do tecido normal circunjacente), na mastectomia parcial ou excisão ampla (remoção do tumor e de uma quantidade um pouco maior do tecido normal circunjacente) ou na setorectomia ou quadrantectomia (remoção de um quarto da mama).

 

A remoção do tumor e de uma quantidade de tecido normal provê a melhor chance de se evitar a recorrência do câncer na mama. As taxas de sobrevida das mulheres submetidas à mastectomia total (remoção de toda a mama) e daquelas submetidas a uma cirurgia conservadora da mama associada à radioterapia parecem ser idênticas, pelo menos nos primeiros 20 anos após a cirurgia. A principal vantagem da cirurgia conservadora da mama, associada à radioterapia, é cosmética.

 

Esta cirurgia ajuda a preservar a imagem corpórea. Contudo, essa vantagem parece inexistir quando o tumor é grande em relação ao tamanho da mama, pois a remoção de uma área de tecido normal, a qual é necessária para o controle a longo prazo do câncer de mama, acarreta a remoção da maior parte da mama. A cirurgia conservadora da mama é geralmente mais fácil quando os tumores são pequenos. Em aproximadamente 15% das mulheres submetidas a este tipo de cirurgia, a quantidade de tecido removido é tão pequena que dificilmente pode ser percebida alguma diferença entre a mama tratada e a intacta.

 

Mais freqüentemente, no entanto, a mama tratada atrofia e pode apresentar alteração de contorno. Geralmente, os efeitos colaterais da radioterapia que é realizada após a cirurgia conservadora da mama não são dolorosos e não duram muito tempo. A pele pode tornar-se hiperemiada (vermelha) ou apresentar bolhas. Menos de 5% das mulheres tratadas com radioterapia sofrem fraturas de costelas, que causam um pequeno desconforto.

 

Aproximadamente 10 a 20% das pacientes apresentam uma inflamação pulmonar discreta 3 a 6 meses após a conclusão da radioterapia.

Por até 6 semanas, elas apresentam uma tosse seca e falta de ar durante a atividade física. Em uma mastectomia simples, o médico remove todo o tecido mamário, mas deixa intacto o músculo subjacente e uma quantidade de pele suficiente para recobrir a ferida. A mama pode ser reconstruída muito mais facilmente quando os músculos torácicos e os outros tecidos localizados abaixo da mama forem deixados intactos. Este procedimento é geralmente utilizado para tratar o câncer invasivo que se disseminou extensamente no interior dos canais lactíferos, pois este tipo de câncer freqüentemente recorre no interior da mama quando a cirurgia conservadora é realizada.

 

Os linfonodos axilares também podem ser removidos para se determinar se houve disseminação de células cancerosas além da mama. Este procedimento é denominado mastectomia simples com ressecção de linfonodos ou mastectomia radical modificada. A radioterapia de acompanhamento, realizada após a cirurgia, reduz bastante o risco de recorrência do câncer na parede torácica ou nos linfonodos vizinhos. Contudo, esta estratégia não parece melhorar a taxa de sobrevida global, provavelmente por causa da disseminação (produção de metástases) não detectada do câncer, a outras partes do organismo.

 

As mulheres submetidas a uma mastectomia simples vivem tanto quanto aquelas submetidas a uma mastectomia radical, na qual os músculos torácicos subjacentes e outros tecidos também são removidos. Durante a cirurgia, os linfonodos próximos ou uma amostra de tecido dos linfonodos podem ser removidos e examinados para se estabelecer o prognóstico. As chances de sobrevida da paciente, a longo prazo, são muito melhores quando não são detectadas células cancerosas nos linfonodos. O tamanho do tumor e a presença de células tumorais em um linfonodo influenciam o uso da quimioterapia e de medicamentos bloqueadores de hormônios.

Alguns especialistas acreditam que, quando existem tumores com menos de 1,5 centímetro de diâmetro, a cirurgia quase sempre elimina totalmente o câncer, não sendo necessário qualquer outro tipo de tratamento. Quando o tumor possui um diâmetro superior a 5 centímetros de diâmetro, o médico quase sempre prescreve a quimioterapia após a cirurgia. Quando ele possui um diâmetro de 7,5 centímetros ou mais, a quimioterapia pode ser administrada antes da cirurgia. As mulheres com carcinoma lobular in situ podem ser mantidas sob observação rigorosa ou podem ser tratadas imediatamente através da mastectomia bilateral (remoção de ambas as mamas).

 

A maioria dos médicos não consideram o carcinoma lobular in situ um câncer. Ao contrário, eles o consideram um sinal de que a mulher apresenta um maior risco de desenvolver o câncer de mama. Apenas cerca de 25 a 30% das mulheres que apresentam esta doença desenvolvem câncer de mama invasivo e uma quantidade ainda menor morre devido ao câncer de mama. Por essa razão, muitas mulheres optam pelo não tratamento. Quando uma mulher opta pelo tratamento para reduzir o risco de câncer de mama, é necessária a remoção de ambas as mamas, pois o câncer nem sempre se desenvolve na mesma área ou na mesma mama que foi afetada pelo carcinoma lobular in situ.

Quando ela opta por um outro tratamento que não a mastectomia, o tamoxifeno é a droga bloqueadora de hormônios mais freqüentemente utilizada. Algumas vezes, os ovários são removidos em mulheres que ainda menstruam, mas não está claro se este procedimento é tão ou mais eficaz que as drogas bloqueadoras de hormônios. A maioria das mulheres com carcinoma ductal in situ quase nunca apresentam recorrência após uma mastectomia simples. Muitas são submetidas apenas a uma lumpectomia (remoção do tumor), algumas vezes associada à radioterapia.

 

Essas mulheres apresentam uma chance maior de desenvolver um outro câncer de mama, mas não existem evidências de que elas apresentam uma maior probabilidade de morrer devido ao câncer de mama que aquelas tratadas com uma mastectomia simples. As mulheres com câncer inflamatório de mama geralmente são tratadas com quimioterapia e radioterapia.

 

Reconstrução Mamária: Para a reconstrução mamária, um implante salino ou de silicone ou o tecido retirado de outras partes do corpo da mulher podem ser utilizados. A mulher pode optar por uma reconstrução realizada ao mesmo tempo que a mastectomia, mas esta opção significa que ela deverá ser mantida sob anestesia durante um período mais longo e que o cirurgião geral e o cirurgião plástico deverão trabalhar em íntima cooperação.

 

Uma outra opção é a reconstrução posterior, mas esta exige uma segunda anestesia. ciadas logo após a cirurgia da mama e são mantidas por meses ou anos. Esses tratamentos retardam o retorno do câncer e prolongam a sobrevida da maioria das mulheres. Essas drogas podem curar poucas mulheres, mas isto ainda não está comprovado.

 

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